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CULTURA

Com pandemia, coletivo apresenta espetáculos de teatro e circo pela internet

Coletivo Pandoras traz reflexões sobre o universo feminino em projeto de circulação pelo país
23/09/2020 07:00 - Naiane Mesquita


Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), um dos setores mais atingidos pelas mudanças socioculturais e econômicas foi o artístico.  

Impossibilitados de se apresentarem presencialmente, muitos profissionais encontraram nos meios digitais uma forma de sobreviver e de reestabelecer o contato com o público.  

Com apresentações marcadas para os dias 26 de setembro, em Campo Grande, e 3 de outubro, em Dourados, o Coletivo Pandoras precisou se adaptar e mudar de plataforma – do palco direto para a transmissão ao vivo.  

“Todas as apresentações serão on-line. A ideia, a princípio, quando a gente iniciou a turnê, era a de que o projeto fosse de circulação, com apresentações presenciais, mas, em razão da pandemia, precisamos mudar esses planos”, explica uma das integrantes do coletivo, a artista circense Radarani Oliveira.  

A circulação estava prevista para cidades das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País, mas agora acontecerá em 13 diferentes canais virtuais de exibição em cada uma das localidades, envolvendo para isso uma rede de produtores culturais locais, além de organizações sociais e coletivos artísticos. Em Campo Grande, a produção local é do Circo do Mato, e em Dourados, do Sucata Cultural.

“Nossa perspectiva de circulação sempre foi sair fora do circuito, fora do eixo, porque a maioria da produção artística e cultural do Brasil está inserida no eixo Rio-São Paulo”, ressalta. 

 
 

Mesmo com a pandemia o plano foi mantido, agora com novas possibilidades e algumas perdas. “É muito diferente apresentar pela internet, nós sentimos muita saudade do contato com o público, porque essa é a parte mais bacana do teatro, ele é efêmero, feito no momento presente, quando a gente tem uma reação espontânea do público, uma reação que acontece na hora do que funciona e do que não funciona”, acredita.  

Mas Radarani ainda vê pontos positivos na apresentação on-line. “Foi possível fazer outros encontros, lives com pessoas de diferentes locais sobre temas específicos, que, se não fosse on-line, não teríamos tido a oportunidade de conversar com essas pessoas”, pontua.  

 
 

Questões femininas  

O feminino é a grande inspiração dos espetáculos do Coletivo Pandoras. “Fizemos isso como uma forma de resistência a este modo de subjetivação do feminino, apontando para o entendimento de que ser mulher é também ser desajustada, engraçada, questionadora e política”, explica Radarani.  

O coletivo exibirá dois espetáculos em Campo Grande e Dourados. O primeiro, “Pastrana”, é um espetáculo de lambe-lambe que se apropria da história de Monga, a mulher gorila, muito popular em feiras e circos Brasil afora, para sintetizar a história de Júlia Pastrana.  

Já o espetáculo “A Visita de Chico” mescla circo com a história de Soldara, uma palhaça que se veste de homem para ganhar a vida como artista de circo.  

Serviço – os espetáculos “Pastrana” e “A Visita de Chico” têm classificação indicativa de 16 anos.  

No dia 26 de setembro, serão exibidos pelo canal do grupo Circo do Mato.  

No dia 3 outubro, os espetáculos serão exibidos em Dourados (MS) pelo canal do Sucata Cultural. 

 
 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!