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MÚSICA E LIVRO

Com décadas na estrada, Zeca do Trombone se rende ao digital e lança canções inéditas em trabalho especial

Músico buscou inspiração na essência sul-mato-grossense para gravar um disco totalmente digital
09/06/2020 07:00 - Naiane Mesquita


 

Aos 73 anos, o corumbaense Zeca do Trombone buscou inspiração na essência sul-mato-grossense para gravar um disco totalmente digital. Após anos observando a evolução fonográfica, Zeca cedeu ao streaming e ao e-book em uma produção bilíngue e reveladora.  

A primeira canção, “Esse Frio Metal”, é uma homenagem ao instrumento que o consagrou e faz jus ao seu nome. As melodias surgiram há muito tempo, mas a letra só ganhou forma com a contribuição de outro artista, o músico Paulo Robson de Souza. “Eu conheci o Paulo Robson por causa de um convite que ele fez para gravar o trombone em um dos seus projetos, o Terça das Quintas”, explica Zeca.

Um trabalhou foi se ligando ao outro até o surgimento do disco e songbook bilíngue “Zeca do Trombone Canta! = Zeca do Trombone Sings!”, disponível nas plataformas de streaming e na Amazon. “Todo o processo durou basicamente um ano. Ele fez as letras, eu gravei a melodia e cantei em várias canções”, explica Zeca.  

Onipresente

O produtor e compositor Paulo Robson faz questão de ressaltar as qualidades do artista com quem divide as composições. “O Zeca sempre foi onipresente na noite campo-grandense. A voz dele é maravilhosa, ele canta Frank Sinatra sem nenhuma dificuldade, assoviando praticamente”, brinca.  

Segundo Robson, Zeca mantém a essência da boemia e consegue mostrar um pouco da sua trajetória musical nas melodias que compõe. “Ele surgiu no cenário musical nos anos 1960, participou de diversos festivais de música, e nos anos 1980 foi onipresente na cena musical brasileira. Teve um hiato nos anos 1970 porque ele foi morar na Espanha, nos Estados Unidos, estudou comunicação no Texas. Mas quando voltou, continuou exercendo seu lado musical”, frisa.  

A ideia de criar um songbook partiu da equipe de produção e foi impulsionada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “Quando estávamos fechando o disco, o Mestre Galvão, que é diretor musical, deu a ideia de fazer um livro impresso. Ia ter um código QR e tudo mais. Porém, veio a pandemia e ficaria inviável o Zeca vender o livro junto do disco pela cidade. Foi quando pensamos no songbook”, explica Paulo.  

No e-book, é possível ter acesso às cifras das músicas e informações sobre as composições e processo de criação.  

Até o lançamento do disco foi on-line, por meio de uma live no domingo (7). Para Zeca, que viu de perto o vinil, o CD e agora lida com o streaming, as mudanças trazem frescor ao trabalho. “Ficou uma coisa fantástica, vídeo e música, tudo junto, proporcionam muito mais rapidez para vc curtir as coisas que você gosta”, acredita Zeca 

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...