Correio B

COMIDA PANTANEIRA

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Com livro no forno, Chef Paulo Machado fala sobre receitas típicas do Pantanal

Ele investe em lives durante isolamento

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Arroz carreteiro, macarrão de comitiva, coxinha com massa de mandioca e outras tantas receitas que só de falar enchem os olhos e dão água na boca. Típicas da região do Pantanal, elas fazem parte de um levantamento organizado pelo chef de cozinha sul-mato-grossense Paulo Machado, 39 anos, que resultarão, em breve, quando a pandemia passar, em um livro de culinária.

“Consumo a culinária do Pantanal e tenho contato com a cultura desde que eu nasci, por causa da minha família. Outro ponto foram as viagens que fiz para fazendas da região, logo quando eu comecei a trabalhar com gastronomia. Na época, participei do primeiro grupo de pesquisa da cozinha pantaneira com um grupo de chefs”, relembra Paula Machado.

Paulo integrou uma expedição científica, denominada Cozinha Regional Pantaneira, ao lado do professor Ricardo Maranhão, coordenador do Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira e da chef Dedê Cesco. A pesquisa realizada em 2009 catalogou 50 receitas tipicamente pantaneiras. “Elas estão no meu livro agora, que tem, no total, 65 receitas, muitas autorais, que eu desenvolvi ao longo desses 10 anos”, explica.

Ciência e gastronomia andam lado a lado na vida do chef, que fez um mestrado em Hospitalidade. “No mestrado eu estudei o jeito que o pantaneiro recebe, a comensalidade, a hospitalidade que o povo tem. Nesse livro tem textos do meu trabalho de mestrado”, frisa.  

O exemplar, que está finalizado e pronto para a impressão, foi dividido por temas variados, como: “Comida de Comitiva”, “Comidas de Festa”, “Comida de Fazenda”, “Cozinha Indígena”, “Mercadão/Bolicho” e “Comida de Cidade”. Além das receitas de Paulo Machado, o livro conta com a colaboração de outros profissionais do Centro-Oeste.  

Entre os destaques estão receitas como o Bolo Souza, a famosa chipa frita, o revigorante caldo de piranha, a saltenha – uma das deliciosas refeições pantaneiras que chega por meio da influência boliviana – e as iscas de jacaré. Entre as sobremesas não podem faltar os tradicionais doces de abóbora em calda e de leite.

No livro está a receita de estrogonofe de jacaré, considerado em 2018 o melhor estrogonofe do Brasil em concurso nacional realizado por uma emissora de televisão.  

Lives

Em isolamento social por causa do novo coronavírus e atualmente na casa de sua família, em Campo Grande, Paulo precisou adiar o lançamento do livro, previsto para junho. “Não é fácil porque eu sou uma pessoa inquieta. É uma época maluca, e estou refletindo a respeito dos próximos passos com a minha família. Aproveitei para fazer algumas lives no meu perfil”, indica.  

Entre as lives, já teve uma ensinando a receita de mate cozido. “Não tem um dia fixo. Eu estava optando pelas sextas-feiras, mas nem todo mundo pode acompanhar, então estamos variando”, ressalta.

Para acompanhar, basta seguir o perfil do @chefpaulomachado

Diálogo

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta quarta-feira, 24 de abril de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

24/04/2024 00h01

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Augusto Branco - escritor brasileiro

"Viver é enfrentar desafios. Quem nunca enfrentou desafios, apenas passou pela vida, não viveu"

FELPUDA

Um dos partidos políticos que pensa em lançar pré-candidato a prefeito de Campo Grande está debruçado com lupa e calculadora sobre pesquisa para consumo interno,  visando decidir se é mesmo viável entrar na disputa.  Problema já detectado: dito-cujo está há tempos sem mandato, e os jovens eleitores  só “ouviram falar dele”, o que não significa votos nas urnas. Soma-se a isso o enfraquecimento de sua liderança na sigla. Vai daí...

Fritura

Pose e atitudes de “magnata”  de certa figurinha carimbada, que teve o nome ungido para disputar a prefeitura de município do interior de Mato Grosso do Sul, vêm causando arrependimento da-que-les em quem articulou a, digamos, “unção”.

Mais

Maior interessado no cargo, personagem em questão não está fazendo o mínimo esforço para gastar a sola do sapato mocassim de grife. Acha que já ganhou. Há quem afirme que a “Operação Descarte está em curso”.

Bruna Gameiro
Flavia Junqueira

Sem noção

Vereador recém-chegado  a novo endereço partidário andou soltando cobras e lagartos contra outra legenda.  Ocorre que o dito-cujo  se esqueceu de que a sigla  que o acolheu está  suando a camisa  e acendendo velas para ter o apoio justamente  do partido que ele atacou.  “Puxão de orelha” da alta cúpula não está descartado.

Semelhanças

Assim como em Campo Grande, o PT de Dourados tem seu pré-candidato a prefeito, mas a cúpula também não estaria “assim” com o pretenso postulante ao cargo.  É semelhante ao que ocorre  na Capital, onde uma  das alas quer se coligar com  Rose Modesto (União Brasil). Lá a ideia seria uma aliança com o atual prefeito Alan Guedes (PP).  Motivo: em ambos os casos, pavimentar o caminho para  o deputado federal petista Vander Loubet disputar uma das duas cadeiras no Senado em 2026.

Aniversariantes

Marilúcia Pereira Sandim, 
Dr. José Mauro Pinto de Castro Filho, 
Marianna de Paula Aquino, 
José Saraiva Braz, 
Annelise Giordano de Barros Miranda, 
Ricardo Miguel Duailibi, 
Ivone Ermenegildo, 
Janete Chacha Martins,
Andrea Cristina Inacio Marcelino de Melo,
Ciro Yonamine,
Gelson Vicente Gomide,
Antonio Silva Batistella,
Luiz Maiolino Brum,
Mário César Oshiro,
Aroldo Luiz Moreira,
Bernardino Cardoso,
Djeferson Lamperth,
Eleida Moreira Jacques,
José Carlos de Melo,
Dra. Helena Márcia Nascimento, 
Dr. Claudio Razuk,
Rosely Marla Giordano Santos, Maria Cristina Barros Machado Bogalho, 
Gisele Araújo Mosena,
Marilza de Carvalho Rezende, 
Paulo Joel de Rezende,
Luisa Soares de Melo,
Márcia Aparecida Marinho,
Antônio Carlos da Silva,
Gisele Souza Araújo,
Paulo Eduardo Garcia Cardoso,
Antônio Roberto Prudente,
Regina Nunes Cardoso,
Marlúcia Maria da Silva Pedroso, 
João Ferreira Neto, 
Valter Guandaline,
Maria Aparecida de Souza,
André Wanderley Lacerda Courbasier,
Dr. Gilberto Siqueira,
Regina Maura Carrato Grande,
Antonio Augusto Sarubbi,
Carlos Wilson Souza Pimentel,
Dr. Nélio Soares da Silva,
Heliana Braga,
Mauro Neder, 
Simone Sanches Barbosa,
Luana Constantino Medina,
Nerilda Garcia Alves,
Aquibaldo de Matos Pereira,
Antônia Cândida dos Santos,
Graciele Cristina Pivetta,
Nelson de Barros Rodrigues Leite,
Edite Borges de Assis,
Lucimar Nilda Soares da Silva, 
José Teotônio da Luz,
Humberto Carlos Filgueiras Mercante,
Sérgio Henrique dos Santos,
Ester de Almeida Flôres,
André Faria Menezes,
Beatriz Barbosa de Almeida,
Guilherme Andrea da Silva,
Dr. Manoel Nunes Viana,
Maria do Carmo de Carvalho,
Dra. Lidia Satsico Aracaqui Ayres, Antônia Inêz de Almeida,
Sérgio Vieira Arruda,
Tereza Cristina dos Santos,
Sandra Maria do Amaral,
Tânia Gerusa Alves,
Maria Cecília Mendes,
Sandra de Castilho Bandeira,
Arquimedes Bibiano Oliveira,
Débora Coene Paisano da Silva,
Diego de Andrade Trindade,
Luciano Ferreira Calixto,
Pedro Nei Diniz Cabreira,
Reny Graff Subrack,
Erone Gonçalves da Silva,
Hércules Arruda,
Maria de Lourdes Joaquim Borges,
Marlucia Maria da Silva,
Cleide Silva dos Santos,
Joaquim Pedro dos Santos,
Jorge Calixto, 
David Couto de Souza,
Kazuo Yamasaki,
Dra. Silvana Yassuyo Kato, 
Josué Ramalho Sulzer,
Lorenzo Maia Valente Puccio, 
Eulina Marcia Tamazato Oshiro,
Dr. Osmar de Campos Júnior, 
José Marcos Pacco,
Marley Auxiliadora de Azevedo Borges Silva,
Ricardo Macena de Freitas,
Rodrigo Martins Alcântara,
Adair Acosta Escobar,
José Nivaldo Ferreira,
Roberto Gurgel de Oliveira Filho, 
Cid dos Santos Benac, 
Ediana Possebon Pradebon,
Alessandra Hebling Rodrigues, 
Mauricio Picarelli, 
Marta Mello Gabinio Coppola,
Isabella Rodrigues de Almeida Abrão.

Colaborou Tatyane Gameiro

CONCURSO EM MAIO

Concurso vai escolher outra estátua da Justiça

"O que queremos é um projeto inovador capaz de unir Justiça, Direito e a cultura e regionalidade tão marcante de Mato Grosso do Sul", afirma o desembargador Sérgio Martins, presidente do TJMS, sobre a escolha da proposta para um novo monumento

23/04/2024 10h00

Instalada em 21/2/2002, a estátua de Têmis, a deusa grega da justiça, criada pelo artista Cleir, pode ou não ser substituída com o novo monumento do Fórum de Campo Grande Foto: Alex Machado

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Quem passa na esquina da Rua da Paz com a 25 de Dezembro, no Jardim dos Estados, acostumou-se a ver, em frente ao Fórum de Campo Grande, a estátua de Têmis, divindade grega que simboliza a justiça, na versão criada pelo artista Cleir. Instalado em 2002 e submetido a alguns reparos, em decorrência da ação do tempo e também de vandalismo, o monumento será substituído a partir de um novo projeto escolhido por meio de um concurso que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul vai lançar no próximo mês.

Os três primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro – R$ 30 mil para o primeiro lugar, R$ 10 mil para o segundo e R$ 5 mil para o terceiro – e a verba a ser destinada para a execução do projeto é de R$ 100 mil.

Mas, afinal, uma outra imagem da deusa da justiça será instalada onde atualmente está a obra de Cleir? Segundo o desembargador Sérgio Fernandes Martins, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o que estará em disputa, na verdade, é a criatividade e artisticidade das propostas.

“Nós estamos em busca de um novo monumento, o que não quer dizer, necessariamente, uma segunda estátua da deusa da justiça. O que queremos é um projeto artístico inovador que seja capaz de unir Justiça, Direito e a cultura e regionalidade tão marcante do Mato Grosso do Sul”, afirma o desembargador.

“Objetivamente, as propostas devem vir acompanhadas de todas as informações necessárias para que sejam, realmente, executadas, como memorial descritivo, representação gráfica e indicação do material a ser utilizado, que deverá ser de baixa manutenção e alta resistência”, diz o presidente do TJMS.

“Já em uma esfera subjetiva, reforço o caráter artístico e sincrético da obra, capaz de reunir os conceitos de Justiça, cidadania, arte e cultura sul-mato-grossense”, frisa Martins.

CRITÉRIOS E COMISSÕES

As propostas serão avaliadas a partir dos seguintes critérios classificatórios: clareza na proposta, habilidade de originalidade, habilidade em relacionar a proposta com entorno imediato, habilidade em termos de formas e materiais para a execução e exequibilidade da obra.

Para cada critério, será atribuído de 1 a 20 pontos, julgados individualmente por cada membro da comissão avaliadora.

Após a avaliação individual, será realizada a soma dos pontos que deverão resultar na pontuação final do projeto, que pode ser de até 600 pontos.

“É obrigatório que o projeto selecionado obtenha, no mínimo, 70% da pontuação máxima, dada a importância simbólica e cultural do concurso”, destaca o desembargador.

“Estamos ainda trabalhando no termo de referência que conterá todas as regras do concurso. É um trabalho minucioso e que exige cautela para que consigamos o melhor resultado possível com o concurso, tanto para o Tribunal, como instituição, quanto para a sociedade, que ganhará um novo monumento público”, afirma Sérgio Fernandes Martins.

A ideia, a princípio, é que duas comissões fiquem responsáveis pela condução do concurso: a comissão organizadora, que deverá ser composta por três servidores do Tribunal de Justiça, a serem indicados pelo presidente da Casa, e a comissão avaliadora, que será composta por cinco pessoas, entre elas, juízes auxiliares da presidência do TJMS e os diretores das secretarias de Obras e de Comunicação, além de um artista de renome de Mato Grosso do Sul.

“Ainda não temos uma data definida para o lançamento, mas, no mais tardar, em maio já devemos estar com o concurso aberto”, estima o titular do Tribunal de Justiça. “O limite orçamentário para a execução do projeto, de até R$100 mil, deve ser detalhado em planilha com todos os custos envolvidos no momento da inscrição no concurso”, adianta Martins.

NADA DE CONCRETO

Uma série de questões relacionadas ao novo monumento ficará a critério dos artistas proponentes. Perfil ou estilo do trabalho a ser apresentado, os materiais que poderão ser empregados na confecção, técnicas, volumetria, filiações estéticas, etc. Tudo isso vai depender de quem se habilitar à empreitada artística.

“Tudo vai depender da criatividade dos artistas e dos projetos inscritos. O que podemos adiantar é que o material usado deverá ter alta durabilidade, considerando que o monumento será instalado ao ar livre. Nisso, já podemos excluir obras com concreto, materiais cimentícios, plásticos e gesso, por exemplo. Quanto às dimensões, por ser uma obra que ficará na fachada do edifício do Fórum da Capital, um prédio grande no centro da cidade, estipulamos algo em torno de quatro metros de altura e dois de largura”, diz o magistrado.

INSPIRAÇÃO

E quanto à expectativa do presidente em relação ao que a nova obra deverá despertar no público? “Inspiração”, afirma Sérgio Fernandes Martins.

“Acredito que uma das funções de obras artísticas é exatamente essa. Quem se depara com um monumento se sente compelido a olhá-lo, desvendá-lo e perceber o que ele causa em si mesmo. Esperamos, porém, que o monumento em frente ao Fórum inspire os cidadãos na busca pela Justiça, na confiança no Poder Judiciário”, diz o desembargador.

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