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CULTURA

Conceição dos Bugres integra ciclo de exposições no Masp que mostra importância de sua obra

Ícone da arte sul-mato-grossense, Conceição terá obras expostas no museu em São Paulo
24/02/2021 12:00 - Naiane Mesquita


Figura emblemática da arte sul-mato-grossense, Conceição dos Bugres abre um novo ciclo de exposições a partir de abril deste ano, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), localizado na capital paulista. Esculpidos inicialmente em mandioca e, posteriormente, em madeira, os bugres de Conceição foram reunidos pelos curadores do museu a partir de coleções particulares e de instituições espalhadas pelo País, em uma tentativa de mostrar as faces da artista e reposicioná-la na história da arte brasileira.

De acordo com a curadora do Masp Amanda Carneiro, as exposições do Masp lançadas durante o biênio 2021-2022 serão relacionadas ao eixo Histórias do Brasil. “O Masp trabalha com ciclos temáticos, já tivemos, por exemplo, o eixo Histórias da Infância e, agora, este será o ciclo dedicado às Histórias do Brasil. Conceição dos Bugres abre esse ciclo das Histórias do Brasil”, explica Amanda.

A exposição abre no dia 9 de abril e segue até 30 de janeiro de 2022. Segundo Amanda, que compartilha a curadoria com Fernando Oliva, para o museu é importante que artistas como Conceição dos Bugres sejam valorizados e ressignificados na história brasileira. 

“Desde 2015, o Masp tem trabalhado com a chamada arte popular. Neste primeiro ciclo, todas as exposições são dedicadas à escultura ou em diálogo com a escultura. Para o Masp, é superimportante que os artistas da chamada arte popular sejam ressignificados e vistos mais amplamente como artistas brasileiros, por terem uma contribuição significativa para a arte no Brasil, como é o caso de Conceição dos Bugres, um grande nome para a escultura em madeira do País”, ressalta.

As obras que fazem parte da exposição são oriundas de instituições de arte ou de coleções particulares. 

“O Masp não tem ainda, mas sempre é de seu interesse que toda vez que a gente faça uma exposição, ela passe a participar do acervo do museu. Isso é uma coisa que a gente também deseja em relação a Conceição dos Bugres. Nós mapeamos então quem são os colecionadores e, a partir desse mapeamento, quais nos interessavam e quais obras eram interessantes para mostrar na exposição. Optamos por trazer diferentes subtipos dos bugres que compõem o trabalho dela”, frisa.