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FOLIA

De mulher maravilha a Carmen Miranda, bailinho do Juliano Varela mostra a importância da socialização

Bebês com síndrome de down vestiram fantasias e pularam o Carnaval pela primeira vez ao lado dos pais
20/02/2020 16:18 - Naiane Mesquita


 

Como uma verdadeira princesa, Manuela Vitória de Oliveira Rajão, de 1 ano e cinco meses, percorreu todo o salão da Associação Juliano Varela, em Campo Grande, com uma rosa em mãos e distribuindo sorrisos. Vestida como a personagem Bela, de A Bela e a Fera, Manu interagiu com os outros bebês e dançou com alegria durante a primeira edição do bloquinho de Carnaval da instituição. 

O evento foi realizado na manhã de hoje e teve decoração, desfile de fantasias, guloseimas e muito olhar coruja dos pais. “Ela adora uma festa”, ri a mãe de Manuela, Ana Rúbia de Oliveira, 39 anos. A ideia de vestir a filha como princesa surgiu naturalmente, segundo a mãe. “Ela já tinha o vestidinho amarelo. Então arrumei a coroa e a flor. Está tudo muito bonito, colorido e as crianças adoram”, ressalta Ana Rúbia. 

Para ela, a festa foi importante não só para as crianças pularem Carnaval, mas para os pais confraternizarem. “As mães que chegaram recentemente tem a oportunidade de trocar informações, confraternizarem e também observar o desenvolvimento das crianças que estão frequentando o setor há mais tempo”, explica. 

O setor de estimulação precoce da instituição atende atualmente 53 crianças com síndrome de down, oferecendo gratuitamente atendimento de fisioterapia, fisioterapia ocupacional e psicólogo. “O atendimento de estimulação precoce acompanha os recém-nascidos até em média 4 anos de idade”, indica o diretor social da instituição José Luiz Fernandes Varela. 

Funcionando em um espaço novo e próprio, localizado no bairro Tiradentes, a sede para a estimulação precoce é separada da escola que atende crianças e adolescentes na Vila Carvalho. O espaço foi pensado para tornar a acolhida dos bebês e mães o mais aconchegante possível.

Mulher maravilha

De mulher maravilha a Carmen Miranda, os pais foram criativos na hora de fantasiar os bebês. A pequena Ayumi Takata, de 8 meses, estava com a fantasia completa durante a confraternização. “É a primeira vez que eu coloco uma fantasia nela e foi muito gostoso. Normalmente só vamos a clínicas, para fazer exames e aqui é um ambiente divertido, para aliviar o estresse”, acredita a mãe, Cristiane Takata, 40 anos.

Karinny Silva Costa, 26 anos, mãe da Sofia, concorda. “O sorrisão da Sofia indica o quanto ela está gostando. A família inteira dela veio prestigiar”, explica.

A fantasia de Carmen Miranda foi a bisavó de Sofia que fez. Costureira, ela fez o vestidinho que rendeu muitas fotos no evento. “Ela é o xodó da família”, conta Karinny. 

Para a fisioterapeuta e responsável pelo setor, Rosângela Gaúna de Oliveira Rezende, o principal objetivo do evento era a socialização. “Nós queremos acolher as mães que estão chegando, promover a troca de experiências entre elas. Tem bebê de 15 dias a um mês que frequentam as atividades. Foi a primeira vez que fizemos o bailinho e todo mundo gostou, a maioria veio fantasiado. Entraram na onda mesmo”, comemora Rosângela. 


 

 
 
 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!