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SAÚDE

Com a chegada da nova estação, dermatites e outros problemas de pele podem surgir com frequência

Mosquito, protetor solar, roupas e até o estresse podem piorar as alergias de pele
16/12/2020 07:30 - Naiane Mesquita


O verão está chegando. A estação mais quente do ano começa no dia 21 de dezembro e nela alguns problemas de saúde podem se tornar mais comuns, como as alergias.  

De acordo com o médico alergista e pediatra Leandro Silva de Britto, as alergias de pele são as mais comuns durante a estação. “Quando falamos em alergia de pele, há vários tipos de doença. Uma muito comum, principalmente em crianças, é a dermatite atópica, que são aquelas placas avermelhadas, especialmente nas dobras do corpo. Ela acontece muito com o clima mais seco, e a exposição solar pode agravar”, explica Britto.  

Como durante o verão as altas temperaturas costumam ser mais frequentes, a chance de desenvolver o problema aumenta. “Algumas crianças pioram no inverno e outras durante o verão. Isso é variável de cada criança”, frisa.  

Na lista das doenças há também as urticárias. “Alguns tipos são urticárias solares, ou seja, o sol desencadeia a urticária em quem é predisposto. Essas também são manchas avermelhadas e elevadas, que saem na pele e coçam bastante. Essa não afeta as dobras e pode atingir o corpo todo”, pontua.  

Além do sol, o uso de medicamentos e a ingestão de alimentos que não estão na dieta regularmente também podem desencadear reações.  

Dermatites

Ainda seguindo a linha das dermatites, uma bem comum durante o verão é a de contato. A doença provoca normalmente coceira e manchas vermelhas na pele, como bolinhas, e os tecidos das roupas de verão, produtos de beleza e higiene pessoal costumam ser os principais agentes causadores do problema. “Essa é mais comum em adultos. A piscina, o próprio cloro e os demais produtos que usam para higienizar a piscina podem causar uma dermatite de contato. Outro exemplo são as roupas de banho, de mergulho, feitas de borracha, e até mesmo o protetor solar, se não usar um bom, pode irritar a pele da pessoa”, pontua.

Picadas

Durante o verão, o número de insetos e o tempo ao ar livre costumam ser maiores, o que pode resultar nas alergias a picadas de insetos, também chamadas de estrófulo. A dermatite, neste caso, é desencadeada por picadas de pulgas, mosquitos e formigas, principalmente.  

“É a alergia comum de mosquito ou de outros insetos. Ontem mesmo atendi uma paciente que teve uma alergia por marimbondo. A criança vai brincar ao ar livre e o calor acaba atraindo os insetos, como abelhas e marimbondos”, explica o médico alergista.  

Por fim, até mesmo a combinação de uma fruta com o sol pode causar uma reação alérgica. É o caso daquelas famosas manchas de limão que surgem após a ida até uma piscina. “Às vezes a pessoa usa o limão, não lava direito, fica exposta ao sol e acaba escurecendo. Fica uma mancha escura. Inclusive tem a ver com os produtos cítricos, como limão e laranja, mas também pode ser decorrente do uso de algum medicamento na pele”, ressalta.

Com tantos exemplos, o médico explica que o cuidado deve se redobrado. “Por isso, a gente acaba acreditando realmente que no verão as chances de essas alergias e dermatoses aparecerem aumentam”, frisa.

Estresse

Além dos agentes externos, as reações alérgicas podem piorar em virtude do estresse. “Na dermatite atópica influencia bastante, na urticária influencia também. Já nas dermatites de contato e a fotodermatose, não”, explica.  

De acordo com o médico, se o estresse ativa o sistema imunológico sem uma razão aparente, o resultado pode ser o aparecimento de diversas reações alérgicas pelo corpo, mesmo sem um agente externo conhecido. Os casos costumam atingir principalmente pessoas que têm predisposição a ter alergia. “Nós temos um sistema imunológico, que tenta combater os antígenos que a gente entra em contato e ao mesmo tempo não pode combater muito, para não dar reação no corpo. Nas pessoas em que desencadeia alergia é como se elas perdessem esse equilíbrio. Então, o sistema acaba exagerando na resposta, por isso chamamos de hipersensibilidade, que é um exagero à nossa resposta imunológica”, frisa o médico alergista e pediatra.

A parte emocional, segundo Britto, influencia diretamente no sistema imunológico. “Se eu não estou com o meu sistema emocional, com os neurotransmissores no nosso corpo equilibrado, ajuda a desequilibrar causando reação alérgica em quem é predisposto”, frisa.  

Pandemia

As altas temperaturas do verão podem causar reações na pele de quem tem predisposição a alergias e até mesmo causar o aparecimento de acne. Mas elas são essenciais para diminuir a chance de contaminação e adoecimento pela Covid-19. Desta forma, são sempre indicados o uso correto da máscara e a troca dela a cada 2 horas, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).  

“As máscaras que protegem mais são as com um material que dificulta a passagem do vírus. E elas acabam apertando mais o rosto e deixando com calor. Em quem é predisposto, como se fosse acne, pode ter a dermatite de contato”, frisa.

Caso isso aconteça, o ideal é procurar um médico para avaliar a necessidade do uso de medicamentos.