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Dica da Semana: “O Poço”

Fenômeno da Netflix é uma profunda metáfora para aquilo que há de mais imoral no capitalismo
20/04/2020 14:38 - Kreitlon Pereira/Via Streaming


Apesar da estreia no ano passado, “O Poço” só atingiu grande visibilidade e assunto nas redes sociais ao ser adicionado ao catálogo da Netflix, no dia 20 de março. O filme funciona como uma incrível metáfora para os problemas referentes a desigualdade que circunda as sociedades capitalistas modernas. Além disso, de forma mais fictícia que “Parasita” (ganhador do Oscar de Melhor Filme em 2020), revela um claro embate entre classes, regado pelos conflitos inerentes às relações de poder.

A história se passa em uma prisão vertical, em que cada andar abriga uma pequena cela, habitada por dois prisioneiros. No meio de todas há um imenso buraco, por onde passa uma plataforma de comida uma vez por dia. Esta inicialmente se encontra repleta de comidas e bebidas deliciosas, mas, ao passar pelos diferentes níveis da torre, chega ao final reduzida a migalhas. Se todos os prisioneiros comessem apenas o necessário, haveria para todos, mas convencer aqueles que estão nos andares mais altos a não se deslumbrarem com a fartura parece uma missão impossível. Para piorar a situação, os encarcerados são ocasionalmente realocados para outras celas, o que contribui para criação de uma cultura egoísta, em que a falta de consideração de uns com os outros é constantemente realimentada.  

Nesse arranha-céu encontra-se Goreg (Ivan Massagué), um homem que se submete voluntariamente a esse contexto. O trato firmado com a administração era que após seis meses como cobaia, sairia de lá com um diploma de qualificação.  Mas, ao experienciar os horrores e a violência proporcionada pela plataforma, começam a questionar se realmente fizera a decisão certa.  Como sempre foi um idealista, tentará mudar a cultura da prisão enquanto nela estiver, e de fato possui alguma influência sobre aqueles dos níveis inferiores, mas nada mudará sem a colaboração da classe mais alta.

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Amor à primeira vista

Nova série da GloboPlay, “Todas as Mulheres do Mundo” é um ode à paixão

Em 2019, o cinema nacional perdeu uma de suas maiores estrelas: Domingos de Oliveira. Ator, diretor e dramaturgo, seu fascínio pela vulnerabilidade humana era contagiante e uma constante em suas obras. Dentre elas se destaca “Todas as Mulheres do Mundo”, criada a partir de seu amor pela atriz Leila Diniz, tem no boêmio Rio de Janeiro dos anos 60 o seu pano de fundo. O filme acompanha a história de Paulo José, um jornalista que se apaixona por Maria Alice e faz de tudo para conquista-la. No entanto, encontra dificuldades em largar seu estilo descompromissado de viver, marcado por diferentes festas e amantes, para se comprometer de vez ao relacionamento. Desde 2017, a Globo vem trabalhando numa série baseada nessa obra do autor e, portanto, dispõem de observações do próprio Domingos no roteiro. A produção conta com 12 episódios e todos estarão disponíveis na GloboPlay a partir do dia 23 de abril. Além disso, terá seu primeiro episódio transmitido pela rede aberta de televisão no mesmo dia, logo após o "Big Brother Brasil".

Apesar de levar o nome “Todas as Mulheres do Mundo” e ser baseada principalmente nessa obra, a série também encontrou inspiração em outras seis obras do dramaturgo como “A Primeira Valsa”, e “Barata Ribeiro 716”.  Nesse sentido, a dinâmica da história é alterada para acompanhar um novo Paulo (Emílio Dantas), arquiteto apaixonado pela liberdade, pela poesia e pelas mulheres – 12 no total. Cada episódio contará um desses amores, desde a primeira até a última troca de olhares. Assim, a série aposta em atrizes menos conhecidas para criar essa sensação de euforia e dar vida a mulheres que, apesar das diferentes personalidades, compartilham a experiência de ter uma paixão à primeira vista. Mas, apesar de se envolver verdadeiramente com todas elas, a dona do coração de Paulo é a bailarina Maria Alice (Sophie Charlotte).  

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Em busca de popularidade

Nova série da Netflix, “Eu Nunca” pode não ter um enredo inovador, mas conquista por sua atmosfera divertida

Com estreia marcada para o dia 27 de abril, “Eu Nunca” é a nova série de comédia da Netflix. Inspirados na adolescência de sua própria criadora (Mindy Kaling ), os dez episódios da produção original contam a história de Devi Vishwakumar (Maitreyi Ramakrishnan), uma menina em seu segundo ano do ensino médio que deseja se tornar popular, arrumar um namorado, não importa o quão burro ele seja, e perder sua virgindade. Para contar essa história, a série é narrada por John McEnroe, um ex-tenista profissional conhecido por seu pavio curto. Da mesma forma, a protagonista é uma menina extremamente irritável que muitas vezes explode em episódios de raiva regados de sarcasmo.  

Devi tem duas melhores amigas: Eleanor (Ramona Young) e Fabiola (Lee Rodriguez). As três, além de serem fãs dos filmes do diretor John Hughes (responsável por clássicos dos anos 80 como “Clube dos Cinco” e “Curtindo a Vida Adoidado”) são muito inteligentes, porém também são praticamente invisíveis na escola, realidade que Devi não se conforma mais. Apesar da série ser centrada em Devi e em seus dilemas enquanto uma jovem americana de descendência indiana, ela também explora as questões dos outros a sua volta, por vezes direcionando o foco do episódio para outros personagens, como suas amigas ou até mesmo seu arqui-inimigo Ben Gross (Jaren Lewison).  

Além de seus problemas na escola, Devi também tem seus conflitos em casa com sua mãe, a dermatologista indiana Nalini (Poorna Jagannathan), que está convencida que sua filha está a um passo de uma gravidez adolescente. Além dos embates característicos na relação mãe e filha, a recente morte do pai de Devi também é um conflito que atormenta a jovem. Em suas visitas ao terapeuta, interpretada por Niecy Nash, a protagonista é confrontada com o fato de não ter lidado com a morte de seu pai de forma saudável. Segundo o terapeuta, seus desejos sexuais e por relacionamentos para preencher os seus dias na verdade são ferramentas para evitar a realidade.      

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Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.