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Dica da Semana: “Ponyo: Uma Amizade que veio do Mar”

Animação japonesa da Netflix retrata com simplicidade o amor entre amigos
08/04/2020 14:59 - Kreitlon Pereira/Via Streaming


Nascido em meio à Segunda Guerra Mundial, Hayao Miyazaki cresceria para se tornar um dos mais importantes e renomados animadores do Japão. Animador, cineasta, roteirista, escritor, artista de mangá japonês e co-fundador dos Estúdios Ghibli, Miyazaki possui fãs espalhados pelo mundo todo, que reverenciam sua capacidade de criar filmes visualmente cativantes, totalmente desenhados a mão, e elaborar roteiros fantasiosos, porém complexos. Dentre suas obras mais famosas e premiadas, a mais recente é “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar”, que se encontra disponível na Netflix.

A história se inicia quando Ponyo, um peixinho dourado fêmea curioso que vive dentro de um aquário construído pelo pai, Fujimoto, abre mão dessa segurança para explorar o mar. Com a poluição e a intensa pesca na região, Ponyo é quase capturada por um barco, mas acaba presa em um pote de vidro e arrastada até a beira da praia, onde é resgatada por Sosuke, um doce menino de cinco anos que vive na costa com a família. Ao ver o garoto se cortar com um vidro, Ponyo lambe seu machucado para curá-lo e, desse pequeno gesto, surge uma amizade quase que imediata entre as duas criaturas. Ao perceber a ausência da filha, Fujimoto arquiteta um plano para resgatá-la. Mas já é tarde demais: Ponyo se apaixona por Sosuke e embarca numa jornada pela humanidade para ficar junto do novo amigo. No entanto, o amor compartilhado pelos dois ameaça o próprio equilíbrio da natureza, à medida que eleva o nível dos mares e aproxima a Lua da Terra.

Mais do que uma história infantil, “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” é uma ode à amizade, ao carinho e ao respeito, capaz de agradar todos os gostos, até mesmo aqueles que não gostam de animações japonesas. Afinal, o filme revela uma refrescante ingenuidade que, apesar de fantasiosa, é capaz de amolecer o coração até dos mais céticos.

 
 

Educação para todos

“Efeito Pigmaleão” é uma nova produção da Netflix que retrata uma faceta pouco conhecida da França

Quando alguém se refere à França, é impossível não pensar em Paris, principalmente devido a sua importância para formação da cultura ocidental.  Conhecida por monumentos como a Torre Eiffel, Notre-Dame, o Arco do Triunfo e o Museu do Louvre, a Cidade Luz é um dos destinos turísticos mais populares do mundo. No entanto, nos arredores de tanto “glamour” se encontra Seine Saint-Denis, a região mais pobre do país que, ao longo dos anos, se tornou um símbolo dos problemáticos subúrbios franceses, onde os níveis de violência e pobreza atingem valores preocupantes. Como a maioria de sua população é composta por imigrantes do norte africano e minorias étnicas, a região encontra pouco respaldo governamental e é ignorada por parcelas mais abastadas da sociedade, que relutam para reconhecê-los como franceses. E é exatamente nesse ambiente que se passa “Efeito Pigmaleão”, o filme de Mehdi Idir e Grand Corps Malade (“Patients”) que estreia dia 10 de abril na Netflix.

A história se inicia com a chegada de uma nova conselheira a escola de Francs-Moisind em Saint-Denis, considerada pelo departamento de educação a mais difícil de trabalhar. Recém-formada e acostumada com a vida no sul do país, Samia (Zita Hanrot) inicialmente encontra dificuldades em balancear firmeza e empatia para lidar com problemas de disciplina, desigualdade social e violência. Mas com o passar do tempo e apoio dos demais membros no corpo docente, consegue encontrar seu espaço. Dedicada a ajudar os alunos como puder, percebe em Yanis (Liam Pierron) uma angustia mascarada de desrespeito, pois, com o pai preso e a família em dificuldades financeiras, já não sabe mais se realmente pertence aquela sociedade.  Nesse sentido, “Efeito Pigmaleão” se encarrega de expor as falhas do sistema educacional que, mesmo em países ricos como a França, exclui de forma cruel justamente aqueles que mais necessitam dele.  

 
 

Desfechos improváveis

Com um roteiro que trabalha com realidades alternativas, “Um Amor, Mil Casamentos” é uma comédia romântica diferente

Mais nova produção original da Netflix, “Um Amor, Mil Casamentos” estreia na plataforma no dia 10 de abril. A comédia romântica estrelada por Sam Claffin e Olivia Munn fortalece o portifólio do serviço de streaming nesse tipo de conteúdo, que já teve muito sucesso com produções como “Para Todos Os Garotos Que Já Amei”, “Meu Eterno Talvez” e “Alex Stranglove”. O longa, escrito e dirigido por Dean Craig, é baseado no filme francês de 2012, “Plan de Table”, que também trata sobre acontecimentos confusos em um casamento. 

A história toda acontece no dia do casamento de Hayley (Eleanor Tomlinson), irmã mais nova de Jack (Claffin), que, apesar de todo o seu rigoroso planejamento e cuidado com a cerimônia de seus sonhos, vai ter surpresas não muito agradáveis ao longo do dia. Por conta disso, une forças com seu irmão para que tudo saia conforme o planejado, tarefa mais difícil do que os dois esperavam. Um dos convidados, chamado de Marc Fisher, acaba exagerando na bebida e revela para a noiva que está apaixonado por ela e que vai fazer de tudo para interromper se casamento. Assim, Hayley pede para que seu irmão coloque um sedativo no copo de Marc, impedindo-o de fazer qualquer besteira. Porém, uma confusão com o planejamento das mesas faz com que o plano vá por água a baixo. 

Ao mesmo tempo em que tenta garantir que o casamento de sua irmã não seja arruinado, Jack também tem que lidar com um encontro com sua furiosa ex-namorada (Freida Pinto) e com Dina (Munn), uma amiga de Hayley pela qual Jack tem sentimentos amorosos desde que se viram pela primeira vez em Roma. Entre muitas confusões e risadas, “Um Amor, Mil Casamentos” trabalha com um roteiro que explora talentosamente diferentes acontecimentos e alternativas para o desfecho do casamento.   

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.