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Dica da Semana: “The Handmaid’s Tale”

Inspirada na obra de Margaret Atwood, a série assusta pela atualidade em suas críticas
15/04/2020 08:11 - Kreitlon Pereira/Via Streaming


 “The Handmaid’s Tale” (ou “O Conto da Aia”, em português) é uma série produzida sob encomenda do serviço de streaming americano Hulu e que chamou a atenção da crítica e do público desde seu lançamento, em 2017. Vencedor de 11 Prêmios Emmy, incluindo o de Melhor Série Dramática (2017), e 2 Globos de Ouro, a série tem suas três temporadas disponíveis na Amazon Prime Video, no Sky Play e no Now. Já na GloboPlay, só estão disponíveis as duas primeiras. A série deve contar com uma quarta temporada, já confirmada pela Hulu, que estava prevista para estrear ainda em 2020 – previsão que pode ter caído por terra por conta da pandemia do Covid-19.  

“The Handmaid’s Talde” é baseada no livro homônimo de Margaret Atwood, vencedor do prêmio Arthur C. Clarke em 1987, importante premiação voltada para a literatura de ficção científica britânica. A história se passa em um futuro distópico onde uma revolução teocrática toma o poder nos Estados Unidos e institui a República de Gilead, com suas bases no puritanismo do Século XVII. Em um mundo assolado pela guerra e radiação, grande parte das mulheres são inférteis, prejudicando os já baixos índices de natalidade. Assim, em Gilead, as mulheres férteis são propriedade do governo. Conhecidas como Aias, elas são enviadas para as famílias dos membros do alto escalão do governo – os Comandantes – e tem o papel de procriar a partir de uma cerimônia que nada mais é do que uma espécie de estupro ritualístico.  

Se conseguem engravidar e gerar uma criança saudável, elas devem partir para outra família e repetir o processo. Caso não consigam, mesmo depois de várias tentativas, são taxadas como Não Mulheres (assim como as feministas, homossexuais, viúvas, adúlteras e as mulheres inférteis que não são casadas com algum Comandante) e condenadas a trabalhos forçados nas Colônias, áreas onde o nível de radiação pode ser fatal. A série, que conta a história de Offred – uma aia de 33 anos –, trouxe um novo público para a comunidade de leitores e fãs da obra, o que acarretou em um aumento nas vendas do livro original, como admite a própria autora. Muito da popularidade da história envolve o fato de que ela trata de problemas lamentavelmente atuais, como o machismo e o fanatismo religioso.

 
 

Em nome da paz

Novo filme da Netflix exalta a importância do Sérgio Vieira de Mello para a diplomacia

O diplomata Sérgio Vieira de Mello ocupou o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos por 34 anos, nível mais alto já ocupado por um brasileiro na organização. Conhecido por seu carisma e capacidade de negociação, sua carreira foi dedicada a reconstrução de comunidades afetadas por guerra e violências extremas como Bangladesh, Camboja, Líbano, Kosovo, Ruanda, Timor-Leste e Bósnia-Herzegovinia. O caráter humanista adjunto de sua formação na Universidade de Paris associado ao seu talento e crença na democracia, foram os principais fatores para o sucesso de Mello dentro da organização. No entanto, essa brilhante trajetória foi subitamente interrompida em agosto de 2003, quando um atentado terrorista da Al Queda deixou 22 vítimas, inclusive Sérgio, que fora ao Iraque para mediar a transição política do país após a queda de Saddam Hussein. Nesse sentido, quase como uma carta de amor do diretor Greg Barker ao diplomata, surge “Sérgio”, um filme original da Netflix com estreia marcada para o dia 17 de abril.  

O longa-metragem se inicia com um vídeo que Sérgio (Wagner Moura) gravou para inspirar novos recrutas da ONU, onde destaca o trabalho no campo como essencial para organização e uma das experiências mais gratificantes de sua vida. Em sequência, retrata o dia do atentado, em que um homem bomba explode dentro da base da organização no Iraque e deixa Sérgio soterrado. Em seus últimos minutos dentre os escombros, recorda os momentos mais significantes de sua vida.  

Assim, são apresentadas cenas sobre seu trabalho no Timor-Leste, onde conhece Carolina Larriera (Ana de Armas), uma conselheira econômica argentina que o auxilia nas negociações com rebeldes indonésios. Apesar de sua relação com Larriera ter representado um papel significativo para Sergio, o filme peca ao tentar dramatizá-la demais quando poderia focar no motivo pelo qual o diplomata era admirado internacionalmente: a solução humana para alguns dos conflitos mais difíceis do mundo. 

 
 

Por baixo dos panos

Ambientado em um colégio interno de elite, “Selah and The Spades” conta a história de uma jovem em sua jornada pela manutenção do poder que possui

 “Selah and The Spades” é um longa-metragem escrito e dirigido pela norte-americana Tayrisha Poe que conta a história de Selah (Lovie Simone), uma estudante de 17 anos em seu último ano no colégio interno de Haldweel, que atende os filhos da elite da Pensilvânia. Cinco facções reinam sobre o corpo estudantil: os Spades, os Sea, os Skins, os Bobbies e os Prefects. Cada uma delas controla um setor de atividades ilícitas dentro da escola, que evolvem desde festas e jogos de azar até sistemas de venda de bebidas alcóolicas e drogas para os alunos. O filme é uma produção original da Amazon Prime Video e estreia em sua plataforma no dia 17 de abril.  

Liderados por Selah, os Spades são a facção mais poderosa da escola, porém com a sua graduação chegando, as tensões entre as facções começam a se estreitar, deixando claro a necessidade de encontrar alguém para ocupar seu lugar no controle da escola. Mas Maxxie (Jharrel Jerome), melhor amigo de Selah e braço direito no comando do comércio de bebidas e pílulas no campus, anda distraído por conta de um novo amor. Assim, Selah vai acolher a estudante do segundo ano, Paloma (Celeste O’Connor), como sua nova protegida e tentar lhe transmitir todo seu conhecimento sobre como obter (e manter) o poder na escola.  

Porém, com Paloma provando ser uma aluna que aprende muito rápido, logo Selah se sente ameaçada pela protegida. Além do medo de perder o controle, que ela considera quase como parte de sua essência como pessoa, a relação tensa da jovem com a mãe contribui para a manutenção de suas inseguranças. Assim, mesmo tendo que transferir o seu poder para outra pessoa, Selah tenta se segurar o máximo possível a ele. 

 

Felpuda


Pré-candidatos que em outras eras cumpriram mandato e hoje sonham em voltar a ter uma cadeira para chamar de sua estão se esmerando em apresentar suas folhas de trabalho. O esforço é grande para mostrar os serviços prestados, mas estão se esquecendo que a cidade cresceu, os problemas aumentaram e aquilo que já foi tido como grande benefício hoje não passa da mais simples obrigação diante do progresso e das novas exigências legais. Assim sendo...