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Dica da Semana: “One Day At A Time”

Sitcom da Netflix sobre uma família latina nos Estados Unidos mescla com destreza humor e representatividade
24/03/2020 09:30 - Kreitlon Pereira/Via Streaming


 

Durante nove anos, a sitcom “One Day At A Time” foi exibida pela rede de televisão americana CBS e retratava o dia a dia de Ann Romero (Bonnie Franlin) com suas duas filhas em Indianapolis após um divórcio complicado. A principal questão a ser abordada repousava no dilema de Ann sobre como balancear a vida profissional com o papel de mãe solteira, além de suas tentativas para proporcionar uma juventude mais livre e divertida para as filhas. Trinta e três anos depois, a Netflix lançou um remake da série sob coordenação de Royce (“Enlisted”) e Kellett (“How I Met Your Mother”). No entanto, da série original o “remake” só conserva o nome, pois dominou a arte de mesclar assuntos polêmicos – como a xenofobia, o machismo, o alcoolismo e a lgbtfobia – com o toque certo de comédia.

A série acompanha o cotidiano da família Alvarez, composta pela matriarca Penelope (Justina Machado), uma enfermeira e veterana da Guerra do Afeganistão, por seus dois filhos, Elena (Isabella Gomez) e Alex (Marcel Ruiz), e sua mãe Lydia (Rita Moreno), uma senhora com muito orgulho de Cuba e gingado de sobra. Durante a primeira temporada, a história alterna seu foco entre Penelope – ou Lupe, para os mais próximos – em sua luta para superar a depressão e o estresse pós traumático decorrente de seu tempo no Afeganistão, e Elena, que prestes a completar quinze anos e, portanto, realizar sua “quinceanera”, decide revelar para família que é lésbica, o que causa atritos com o pai. 

Ao longo das temporadas, “One Day At A Time” caiu nas graças da internet exatamente por abraçar questões de representatividade, tanto da comunidade LGBT quanto da latina. Por isso, quando a Netflix anunciou o cancelamento da série após três anos, a comoção foi tanta que ela foi resgatada pela emissora norte-americana Pop Tv e atualmente encontra-se na quarta temporada.

 

Sonho ou ilusão

Nova produção original Netflix, “Maska” conta a história de um jovem indiano que sonha em ser um ator famoso, mesmo contra os desejos de sua mãe

 
 

Em parceria com a produtora cinematográfica indiana Mutant Films, a Netflix disponibilizará em seu catálogo, no dia 27 de março, a produção original “Maska”. Dirigido pelo estreante Nerraj Udhwani – que já atuou como roteirista em diversos outros filmes indianos –, o longa conta a confusa jornada de um jovem que, ao mesmo tempo em que possui seus sonhos e ilusões sobre a vida, também tem que lidar com difíceis decisões quando suas responsabilidades – as quais foram atribuídas a ele desde muito pequeno – podem atrapalhar na conquista de seus objetivos. Ao longo do filme, os personagens falam em inglês ou em hindi. 

Ao longo do filme, o espectador é convidado a se aventurar junto com Rumi (Prit Kamani), um jovem indiano classe média de 19 anos, em sua confusa jornada a fim de se tornar um famoso ator de cinema. Porém, seus pais, interpretados por Manisha Koirala e Jaaved Jaaferi, são donos de um café chamado de The Rustom Bun Maska e contam com o único filho para dar continuidade ao estabelecimento, tomando conta da gerência quando os dois se aposentarem, plano que sempre foi deixado claro ao menino desde muito pequeno. 

Com o sonho de se tornar um ator, o jovem pouco se interessa pelos negócios da família e pretende, inclusive, vender o café de seus pais para ajudar a alavancar seu projeto pessoal de vida. Por conta disso, Rumi vai acabar brigando com sua mãe, que é contra suas escolhas para o legado da família e para a sua própria vida. Além disso, o aspirante a ator acaba se apaixonando por uma de suas colegas nas aulas de teatro, que o ajuda a alimentar seu sonho. Ao mesmo tempo, Rumi conhece com uma encantadora escritora que pode lhe apresentar a diferença entre sonhos e ilusão. 

 

Novos ares

Produção original da Netflix retrata uma mulher em fuga da opressão religiosa

 
 

O judaísmo possui três ramos principais, Dentre eles, há o ortodoxo, que se caracteriza pela interpretação rigorosa dos costumes e rituais da forma mais tradicional e rigorosamente de acordo com os ensinamentos estabelecidos na Torá.  É nesse contexto que se passa “Nada Ortodoxa”, uma produção original da Netflix que estreia dia 26 de março na plataforma. A série é inspirada no livro homônimo de Deborah Feldman, onde retrata como fugiu de sua comunidade ortodoxa de judeus hassídicos em Nova York e se mudou para Berlim ao se rebelar com um casamento arranjado aos 17 anos e as restrições que a impediam de ler e escrever em inglês.

A história tem como figura principal Esther Shapiro (Shira Haas), ou Esty para os mais íntimos, uma jovem de 19 anos que pertence à comunidade judaica ortodoxa em Nova York. Em decorrência do alcoolismo paterno e o afastamento da mãe frente ao núcleo religioso, Esty é considerada órfã e vive com a tia e a avó até o casamento arranjado com Yakov (Amit Rahav). Frente os julgamentos constantes e a pressão familiar para que tenha filhos o mais rápido possível, a jovem decide se rebelar contra os valores que sempre questionara. Assim, com a ajuda do professor de piano, Esty viaja para Berlim, onde se vê imediatamente atraída pelo conservatório de música local e faz amizade com um grupo que lá estuda.

No entanto, quando ela finalmente começa a sentir que faz parte desse universo e se livra de antigos símbolos, como a peruca que usava, sua antiga comunidade já havia enviado alguém para trazê-la de volta a qualquer custo. Trata-se de Moishe (Jeff Wilbusch), um membro cujo caráter duvidoso é recorrentemente explorado pelo Rabbi – líder religioso judeu ultra-ortodoxo – para realizar tarefas, por assim dizer, “nada ortodoxas”.   

Felpuda


Prefeitura de município do interior de MS recebeu recomendação do Ministério Público do Estado no sentido de exonerar servidores comissionados, livres do cartão de ponto, que são parentes de secretários da administração e de vereadores. O nepotismo se tornou um excelente “negócio” por lá, e se até o dia 6 de agosto as devidas providências não forem tomadas, medidas serão adotadas, como ação por improbidade administrativa. Tem gente que não aprende mesmo, né?