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Dicas da semana de filmes e séries

Assista ao filme brasileiro que aborda a desigualdade social e a nova série do Netflix sobre o dia a dia de um grupo de amigas
07/05/2020 09:21 - Kreitlon Pereira/Via Streaming


Dica da Semana: “Que Horas Ela Volta?”

Produção da Globo Filmes é um retrato da hipocrisia dominante na classe média brasileira

Com a aproximação do Dia das Mães em plena quarentena, grandes comemorações se tornam inviáveis. Por isso, juntar toda família para assistir um filme – mesmo que seja cada um em sua casa – pode ser uma opção. Para celebrar essa figura tão importante na vida de todos, uma opção interessante é “Que Horas Ela Volta?”, uma produção da Globo Filmes que foi extremamente elogiada pela crítica e que  o aval do Ministério da Cultura para indicação do Oscar de Melhor filme estrangeiro. Atualmente, encontra-se disponível na GloboPlay e no Telecine Play.  

Ambientado no elitizado bairro do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, o filme acompanha a história de Val (Regina Case), uma empregada doméstica que trabalha na mesma casa há mais de uma década. No entanto, para tentar a vida na grande metrópole, ela teve que deixar a filha ainda pequena sob os cuidados de familiares em Pernambuco. Dentro desse típico retrato da classe média brasileira, os patrões muitas vezes se referem à Val como “quase da família”. Afinal, ela criou os filhos deles como se fossem os próprios. Porém, ela ainda faz suas refeições separadas na cozinha, dorme no quarto dos fundos e jamais colocou os pés na grande piscina da mansão.  

Apesar do seu trabalho ter conferido a estabilidade financeira necessária para garantir o sustento da filha no Nordeste, Val sempre se sentiu culpada por não estar presente em sua criação. Portanto, quando recebe uma ligação de Jéssica (Camila Márdila), que compartilha com a mãe seu desejo de prestar vestibular para Arquitetura na USP, Val sente que o destino lhe concedeu uma segunda chance. No entanto, a chegada de Jéssica na casa provoca certos conflitos, pois ela não vê sentido em condicionar a forma como trata as pessoas de acordo com sua classe social e, portanto, conversa com os padrões da mãe de igual para igual.      

Link para o trailer de “Que Horas Ela Volta?”: http://globotv.globo.com/globo-filmes/globo-filmes/v/trailer-do-filme-que-horas-ela-volta/4304843/

 

 
 

Problemas no amor

Uma espécie de “Sex And The City” espanhola, a nova série original da Netflix “Valéria” estreia na plataforma dia 8 de maio

Com Diana Gómez (que interpreta Tatiana em “La Casa de Papel”) como protagonista, a nova série espanhola original da Netflix, “Valéria”, chega à plataforma no dia 8 de maio. A produção de oito episódios é baseada na série de cinco livros escritos pela espanhola Elisabet Benavent, cujo primeiro volume da coleção – com o título de “Nos Sapatos de Valeria” – foi lançado em dezembro de 2017. A obra lembra muito a dinâmica de “Sex And The City” só que ambientado na Espanha, pois também retrata o dia a dia de um grupo de amigas e seus envolvimentos amorosos e relacionamentos sexuais.  

Valéria é uma escritora que, depois do sucesso de seu primeiro livro, enconta-se em um bloqueio criativo e não consegue ter ideias para o seu próximo texto. Além disso, seu casamento de seis anos com Ádrian não anda muito bem. O dois praticamente só se veem a noite, quando dormem na mesma cama. Assim, a escritora busca conforto em seu animado grupo de amigas, formado por Lola (Silma López), Carmen (Paula Malia) e Nerea (Teresa Riott). Apesar de se esforçarem para animar a amiga, cada uma delas também possui os seus próprios problemas e questões sobre trabalho, amor e relacionamentos.    

Quando Valéria começa a se sentir atraída por um outro homem que conhece em uma saída com suas amigas, a escritora começa a questionar a realidade de seu casamento. Assim, ao mesmo tempo que mostra a importância de amizades fortes, “Valéria” também trata de assuntos como a falta de comunicação entre um casal e questiona os limites do que seria considerado como traição em um relacionamento. Com uma temática bastante cativante, a série promete fazer com que o espectador, da mesma forma que suas protagonistas, passe por um turbilhão de emoções ao longo dos episódios.  

Link para o trailer de “Valéria”: https://youtu.be/e7t8aoy6zLk  

 
 

Alma musical

Nova série da Netflix retrata as dificuldades enfrentadas por um clube de jazz parisiense

Diferentemente dos outros gêneros musicais, o jazz encontra sua essência, no improviso, na transgressão da partitura em prol da criação individual. Talvez exatamente por permitir esse nível de liberdade e expressão que o jazz foi capaz de produzir alguns dos melhores músicos de todos os tempos, como Louis Armstrong e Ella Fitzgerald.  Assim, com o passar dos anos, se estabeleceu como um estilo próprio, que não se sujeitava a industrialização e, recentemente, voltou à tona entre o público jovem com o lançamento de “La La Land”. Dentro desse contexto, surge “The Eddy”, uma produção original da Netflix que estreia dia 8 de maio e tem o jazz como elemento principal.

A série conta a história de Elliot Udo (André Holland), um talentoso pianista de Nova York que decide se mudar para Paris após a morte do filho.  Apesar de não tocar mais, continua a compor músicas para o The Eddy, um clube de jazz que dirige com o amigo Farid (Tahar Rahim). No entanto, o lugar enfrenta sérios problemas financeiros que os obrigam a contrair dívidas com a máfia. Como se não bastassem esses problemas, Eliot precisa descobrir como se tornar um bom pai para Julie (Amandla Stenberg), sua filha de 16 anos que, considerada um risco para si mesma, é enviada à Paris pela mãe.

Ao longo de oito episódios, a primeira temporada se encarrega de dar ênfase para cada um dos membros que compõem a banda do The Eddy. Dessa forma, retrata suas nuances e dificuldades, para assim fornecer um retrato verossímil daqueles que compõem as margens da sociedade parisiense, e encontram na música a única forma de externa lizar seus sentimentos. “The Eddy” conta com direção de Damien Chazelle (“La La Land” e “Whiplash”) e músicas originais do vencedor do Grammy, Glen Ballard.      

Link para o trailer de “The Eddy”: https://youtu.be/BMUPp_hNMlM

 

 
 

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...