Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

SOLIDARIEDADE

Em mutirão familiar, Nilza faz mais de 450 máscaras de pano em casa

Com saudade dos netos, a aposentada decidiu colocar em prática os anos de costura para ajudar o próximo e se distrair
04/04/2020 15:35 - Naiane Mesquita


 

Ansiosa e com saudade dos netos, a aposentada Nilza Lima Jesus Santos, 54 anos, decidiu agir. Inspirada, ela reuniu os familiares, que também estavam em isolamento domiciliar, e iniciou a produção de máscaras de pano para a proteção durante a pandemia de coronavírus (Covid-19). Até agora, o grupo produziu em média 450 máscaras, todas destinadas à doação. 

“Estamos fazendo na medida do possível para ajudar de alguma maneira as pessoas. Toda a vida fui costureira, faz pouco tempo que eu parei, mas tenho as máquinas, graças a Deus, e o material”, explica.

A saudade dos netos também pesou na decisão de encarar a máquina de costura.  “Tenho dois netos, essa semana eu não aguentei. Estava para ficar louca. Decidi fazer as máscaras por desespero, por não pode fazer nada, não ver meus filhos ou netos. Optei por ocupar a mente, é melhor e graças a Deus estou feliz trabalhando”, acredita Nilza.

Nilza decidiu produzir dois tipos de máscara, de tecido e TNT. “Nós começamos na quinta-feira, eu e minha filha ficamos na máquina, mas tem quatro pessoas que ajudam, inclusive meu esposo”, conta.

Morando no bairro Santa Emília, Nilza doou primeiro para os vizinhos e familiares. “Os vizinhos foram os primeiros, mas também já doei para a igreja católica, funcionários do aeroporto e para quem mais quiser”, indica.  

Só hoje, Nilza fez mais de 200 máscaras de pano e na hora de entregar as encomendas, ela jura que evita o contato social. “Continuo quietinha dentro de casa”, diz, bem-humorada. 

Mais informações pelo telefone (67) 98406-3816.

 

 
 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.