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MÚSICA

Com estilo retrô, Ana Gee investe em vídeos estilosos para mostrar a carreira solo

Depois de anos atuando em bandas de Campo Grande, Ana Gabriella Floriano resolveu seguir pela primeira vez a carreira solo
01/12/2020 07:30 - Naiane Mesquita


O estilo é retrô. Da cabeça aos pés, Ana Gabriella Floriano inspirou-se nas divas pin-up dos anos 1940 para construir a primeira carreira musical solo, o projeto Ana Gee and The Tom Cats. Até então, a relação com a música era estreita, mas vinculada a grupos musicais, como Beatles Maníacos e a banda de blues Whisky de Segunda. “Sempre quis ter uma carreira solo, mas nunca tive a atitude de ter uma carreira solo. Muito disso era porque eu não tinha decidido direito o meu estilo”, explica Ana.  

A decisão acabou surgindo durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), quando praticamente todos os shows musicais foram cancelados. “O start foi a pandemia. Decidi que iria tirar da cabeça e passar para o papel. Eu queria antes, mas não tinha começado. Com a questão do isolamento, eu fiquei pensando no que iria fazer, porque os trabalhos diminuíram muito, não estou fazendo show até hoje com as outras bandas”, diz Ana. Nesse cenário de incertezas, a cantora decidiu produzir o primeiro videoclipe. “O primeiro material que eu tenho postado nas minhas redes é um videoclipe de um boogie-woogie. Como a gente precisa produzir, eu decidi fazer um videozinho de uma música a quatro vozes que eu já sabia cantar. Gostei da experiência, é legal fazer e é meio desafiador”, pontua.  

O estilo vintage acabou conquistando o público. Apesar de não ter tantos seguidores – 3 mil –, Ana ficou feliz em ver uma música ser salva por até 400 pessoas. “Tem um retorno legal, tem vídeo que realmente surpreende a quantidade de pessoas que compartilham”, frisa.  

Segundo ela, apesar de não ter tantos seguidores quanto gostaria, ainda assim, é um crescimento interessante para a inédita carreira solo. “É um crescimento que vou tendo aos poucos e que eu tenho trabalhado com dedicação. Muitas pessoas compartilham e salvam. Um dos vídeos 400 pessoas salvaram para assistir depois, é uma surpresa realmente, as pessoas acabam seguindo, por ser um trabalho diferenciado e nostálgico”, afirma.  

Apesar de o formato não ser possível reproduzir ao vivo, Ana pretende continuar com os dois públicos quando a pandemia, enfim, terminar. “Não pretendo parar, claro que esse formato é um formato totalmente virtual, porque não consigo reproduzir ao vivo. Mas eu achei interessante e as pessoas gostam. Sempre que eu posto, as pessoas comentam que gostam da música, da proposta e perguntam quando vou postar os próximos. Eu sempre posto a cada 15 dias e eles ficam esperando que eu poste”, conta, orgulhosa.