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Saúde

Entrando em forma sem riscos

Entrando em forma sem riscos

Thiago Andrade

05/01/2011 - 00h00
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Chegou o verão, as festas de fim de ano passaram e é hora de lidar com os quilinhos a mais. Para os que preferem evitar academias, os parques e pistas espalhados por toda a Capital são uma ótima opção. Além de gratuitos, os locais com pistas para caminhada e ciclovias são abertos e favorecem o contato com o ar livre. Mas, ao contrário do que se pensa, não adianta vestir roupas esportivas e simplesmente iniciar os exercícios, pois existem riscos de lesões e até problemas mais graves no caso de pacientes cardiopatas, por exemplo.

“O primeiro passo para começar qualquer atividade física, por mais que pareça inofensiva, é fazer uma avaliação médica. Consultar um médico cardiologista e fazer exames para constatar se o paciente é ou não hipertenso já diminui muito alguns riscos”, alerta Carolina Salles, educadora física e coordenadora do Projeto Movimente-se da Fundação Municipal de Esportes (Funesp). Segundo ela, a caminhada é um dos poucos esportes recomendados para todas as pessoas por ser saudável e seguro. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que 30 minutos diários de caminhada são o suficiente para se deixar de lado o sedentarismo e viver uma vida saudável.

A dica para praticar o esporte é começar aos poucos. Nada de caminhar meia hora diária depois de anos passando o dia inteiro sem fazer nada. “Pode parecer pouco, mas 30 minutos exigem bastante do corpo. O importante é sentir e não forçar demais. Para principiantes, dez minutos são um bom começo. A medida que o corpo ganha resistência, pode-se aumentar”, descreve a educadora. Segundo ela, a indicação da OMS pode ser dividida durante o dia. “Caminhar dez minutos durante a manhã, a tarde e à noite já garantem melhora considerável na qualidade de vida”.

Acelerando
Quem pensa que caminhar não é suficiente e quer partir para a corrida ou cooper, como é conhecida, precisa ter calma. Por ser um esporte que causa maior desgaste físico, os cuidados também precisam ser redobrados. “O primeiro passo é a avaliação médica, de um cardiologista. Mas, neste caso, também é importante contar com o acompanhamento de um profissional de educação física, que pode oferecer indicações sobre aquecimento, postura, respiração e corrigir alguns vícios que podem prejudicar os joelhos”, aponta Carolina.
Entre as dicas que a educadora oferece, a principal é nunca começar a correr de uma vez. O primeiro passo é caminhar e aumentar o ritmo gradativamente até que o corpo esteja condicionado para suportar uma corrida, evitando lesões musculares, de tendões e articulações. “A falta de orientação faz com que muitos esqueçam a importância de aquecer e alongar o corpo, mas para evitar problemas é imprescindível fazê-lo”, pontua.

Hora da saúde
Ontem, o tempo fechado não impediu que Oswaldo de Almeida, advogado de 69 anos, fosse caminhar na Praça Esportiva Belmar Fidalgo, localizada no centro da Capital. “Venho sempre que possível, há anos. Tenho colesterol alto e procuro reduzi-lo caminhando. Dou cerca de 10 voltas, um total de 4,2 mil metros”, aponta. Segundo ele, desde que começou a caminhar “quase diariamente”, sua condição física melhorou muito. “Tenho mais ânimo para fazer atividades corriqueiras. Não sou muito rigoroso com meu treino, procuro não exagerar”, descreve. Sempre que vai a algum médico, Oswaldo discute questões relacionadas às caminhadas para saber se está seguindo por um bom caminho.

Juliana Pereira é adepta da corrida. A administradora de 33 anos passou alguns anos sem praticar atividades físicas em razão de uma lesão no pé, mas retornou há cerca de um mês. “Eu gosto de correr. Durante um tempo alternava corrida e caminhada, mas hoje só corro. Não procurei nenhum profissional, mas procuro não exagerar”, aponta. O motivo da visita à Praça Esportiva Belmar Fidalgo, no entanto, era outro. Ela levou o filho para se divertir no local e aproveitou para correr um pouco. “Geralmente, corro em uma praça perto de casa”, afirma.
No caso do casal Cristina Matsusita e Alexandre Aguena, caminhadas e corridas não costumam fazer parte da rotina. “A falta de tempo é maior que a vontade de praticar alguma atividade física”, explica a dentista de 40 anos. Já para Alexandre, a preferência é por esportes como futebol. “Mas machuquei meu joelho e acabei de terminar a fisioterapia. Vim aqui no parque correr um pouco e ver se não tenho problemas”, aponta ele, que é analista de sistemas e tem 39 anos.

O movimento no Belmar Fidalgo não era dos maiores, em razão do dia chuvoso. Mas a partir da próxima segunda-feira, o retorno do Projeto Movimente-se, tanto lá quanto em outras praças e parques da Capital, promete animar o público, promovendo saúde e bem-estar. Confira abaixo os locais e horários no qual o projeto é realizado, além de alguns outros pontos em que o público pode praticar atividades físicas ao ar livre.

Centro Olímpico da Vila Nasser – Terça-feira e quinta-feira – às 18h

Praça Esportiva Elias Gadia – Terça-feira e quinta-feira – às 18h

Parque do Sóter – Quarta-feira e sexta-feira – às 18h

Praça Esportiva Belmar Fidalgo – Segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira – às 7h15min e às 18h15min

Praça da Coophatrabalho – Terça-feira e quinta-feira – às 7h

Praça do Papa – Segunda-feira e quarta-feira – às 18h

Parque Florestal Antônio de Albuquerque – Segunda-feira a sábado, das 5h às 19h

Parque das Nações Indígenas – Terça-feira a domingo – das 6h às 21h30min

Orla Morena – Aberta diariamente ao público (o projeto neste local começará em fevereiro)

Correio B+

Cinema B+: Bob Marley: One Love Retrato (Superficial) de um Ícone da Música

Kingsley Ben-Adir está ótimo no papel principal, mas, se você não conhece a história do cantor jamaicano, vai ficar confuso

22/06/2024 13h00

Bob Marley: One Love  Retrato (Superficial) de um Ícone da Música

Bob Marley: One Love Retrato (Superficial) de um Ícone da Música Foto: Divulgação

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Ainda em 2023, quando anunciaram que (finalmente) fariam um filme sobre Bob Marley, focando nos últimos anos de sua vida e os bastidores do clássico álbum Exodus, celebrei. Afinal, Marley foi o mais conhecido músico e reggae de todos os tempos, vendendo mais de 75 milhões de discos, mas morreu de câncer, aos 42 anos, em 1981, meio que de repente para nós.

Em vida, sofreu atentados, com o racismo e ainda assim sempre se opôs à violência. A história dele claramente era fascinante, no entanto, o filme Bob Marley: One Love parece ter perdido a oportunidade de trazer dimensão ou sequer fazer a conexão com novos fãs sobre a trajetória do músico. Por que então estou aqui falando desse filme com você? Porque é importante.

Há um risco enorme quando o diretor e roteirista da obra é fã da música e usa a trilha sonora como guia. Várias biografias de cantores passam por isso: é como as canções fossem o único fio condutor possível, e tentam incluir todos os sucessos para dar alguma perspectiva sobre a música mais do que o autor.

Junte-se a isso a tendência forte de chapa branca, com a família aprovando cada detalhe (ou não) e defeitos são omitidos ou apressados, tentando deixar o público envolvido com a música e ignorando a pessoa.

É preciso ter muita curiosidade para checar o que está nas telas, para ter senso crítico do que é gravado como fato e ainda apreciar a trilha sonora. Isso não é um problema exclusivo de Bob Marley: One Love, esteve em Bohemian Rhapsody e outras biografias não musicais. 

Como muitos gênios, Bob Marley era apenas um homem, cheio de traumas, frustrações e sim, falhas. O diretor Reinaldo Marcus Green, que já tinha feito King Richard (que rendeu o Oscar à Will Smith), pelo menos acertou na escolha do elenco, paradoxalmente, com um Kingsley Ben-Adir sensível e perfeito como Marley e Lashana Lynch também está ótima como Rita Marley. Não é o suficiente, mas me permite discutir aqui a obra.

Bob Marley: One Love foca nos dois anos no qual Marley viveu um exílio voluntário no Reino Unido, entre 1976 e 1978, uma vez que já era uma voz política na Jamaica e foi frustrado em tentar fazer um concerto de unidade para pôr fim à violência infligida por dois líderes políticos em conflito.

Ele sofre um atentado, descobre que tem câncer e volta ao seu país para finalmente uma apresentação lendária. Assim mesmo, superficial e rápido como descrevi.

No meio tempo, ele lida com o impacto de nunca ter conhecido seu pai, mantido um relacionamento abusivo e dependente com Rita, a traindo com inúmeras mulheres, mas esperando fidelidade e perdão incondicional da esposa.

Divulgação

Por exemplo, todo romance com a Miss Mundo de 1976, a modelo jaimaicana Cindy Breakspeare, para quem escreveu Waiting in Vain e que está em Exodus não passa de um frame no filme (literalmente) sem qualquer impacto como o que realmente aconteceu no casamento com Rita.

Numa ininterrupta sequência de uma hora e meia, a música de Marley nos interrompe mais do que nos envolve, e não temos noção da real perspectiva de seu talento artístico, nem mesmo dos conflitos políticos que o levaram ao exílio após sofrer um atentado.

Os flashbacks são usados de forma ainda mais confusa, e mesmo com Kingsley se esforçando para dar alguma dimensão a Bob Marley, é uma luta inglória para o ator. Por outro lado, não rever sua relevância é perder uma ótima oportunidade. Minha sugestão? OUÇA, Bob Marley a todo volume, e passe pelo filme atento para a superficialidade. Não há conjunção da força que ele foi como artista na tela, mas é importante conferir.

Gastronomia

Confira receitas saborosas e típicas das festas juninas

As festas juninas são, para além da tradição religiosa, das músicas, danças, trajes e rincadeiras, também um período de celebração de sabores bem típicos; as receitas de hoje garantem um toque especial no cardápio da temporada

22/06/2024 10h30

O mungunzá salgado, com bacon, linguiça calabresa, paio e carne-seca, é uma das três delícias juninas que você vai aprender a fazer com as receitas de hoje

O mungunzá salgado, com bacon, linguiça calabresa, paio e carne-seca, é uma das três delícias juninas que você vai aprender a fazer com as receitas de hoje Reprodução

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Entre os dias de Santo Antônio (13/6), padroeiro de Campo Grande, e de São Pedro (29/6), está o Dia de São João (24/6), ponto máximo das festas juninas, que, neste ano, cai na segunda-feira, jogando a comemoração, portanto, para a noite deste domingo.

A data, mais que mobilizar atenção de devotos para o santo profeta, vai muito além de um momento dedicado a exaltação uma tradição religiosa – e o mesmo ocorre com a devoção aos outros santos. Junho tem reza, tem missa, tem até peregrinação, mas tem também música, danças, figurinos e brincadeiras que só se vê nessa época.

A pauta da temporada torna-se ainda motivo de um momento especial no cardápio de muitas famílias, bares, clubes e restaurantes que, seguindo o clima dos arraiás, passam a oferecer sabores temáticos.

E é isso o que você terá para a sua aventura do sabor deste fim de semana: três receitas que vão aquecer a alma e enfeitiçar o paladar de qualquer um, seja religioso ou ateu, chef experiente ou cozinheiro de primeira viagem, mais chegado nos doces ou nos salgados.

O menu desta edição mostra como pode ser fácil e proveitoso gastar um tempo na cozinha preparando o mungunzá salgado, a canjica branca ou o quentão de vinho.

FESTA PAGÃ

Faz tempo que a devoção religiosa divide ou perde espaço para outras tradições, como os bailes dançantes e as antigas quadrilhas, que se modernizaram bastante, ou as brincadeiras e jogos impagáveis que não podem faltar, como a pescaria, o correio elegante e a barraca do beijo.

A origem da festa, na verdade, é pagã, remete à era pré-cristã, e prestava homenagem às divindades da natureza e da fertilidade. Com a propagação do cristianismo, a Igreja se apropriou da celebração e a associou ao dia 24/6, data de nascimento de João Batista – o profeta foi o pregador que anunciou a chegada de Jesus Cristo.

Especialmente no norte da Europa, onde se identifica os primórdios da festa pagã, as fogueiras juninas eram acesas para comemorar o solstício de verão. Tanto que, para os estudiosos, valem as duas hipóteses: o termo junino tanto pode ser associado ao santo – como uma derivação de joanino – quanto ao mês de junho.

AS RECEITAS

O mungunzá, ou munguzá, sem o segundo N, é um preparo à base de milho de origem africana, mas muito popular em quase todo o Brasil, sendo conhecido como canjica em algumas regiões. A versão doce do prato talvez seja mais recorrente, mas a versão salgada ganha cada vez mais espaço. Além da receita que você encontra nesta página, com bacon, paio, carne-seca, etc., o mungunzá dá muito certo, por exemplo, com nata, queijo coalho e outros ingredientes regionais.

O quentão de vinho pode ser preparado na hora de servir ou com antecedência. Quando aquecido, a bebida não perde nada do seu sabor marcante. Você pode ainda adicionar outras especiarias de sua preferência, como pimenta-da-jamaica em grãos ou anis-estrelado. As medidas indicadas nesta página rendem seis copos de 200ml e o preparo leva apenas 20 minutos.

Um dos atrativos da canjica branca de hoje é que, mesmo sem leite condensado e leite de coco, ela fica muito cremosa. Para ativar a cremosidade da canjica, basta deixar esfriar. A canjica é rica em fibras, é fonte de proteínas e vitaminas do complexo B. Na hora de servir, polvilhe canela por cima, que dá aquele gostinho clássico desse prato.

Você pode adicionar paçoquinha de rolha na receita. Apenas tome cuidado para não deixar o preparo tão doce. Para variar um pouco nos aromas, utilize cardamomo e anis-estrelado no lugar da canela e do cravo. As medidas indicadas rendem de 8 a 10 porções e o prato leva 50 minutos para ficar pronto.

Quentão de vinho

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de açúcar demerara;
  • Casca de uma laranja;
  • Casca de um limão;
  • Gengibre picado a gosto;
  • Canela em ramas a gosto;
  • Cravos a gosto;
  • 1 xícara (chá) de água;
  • 1,5 litro de vinho tinto seco ou suave;
  • 1/2 xícara (chá) de cachaça.

Modo de Preparo

Em uma panela, coloque o açúcar, a casca de laranja, a casca de limão, o gengibre, a canela, o cravo e a água.

Leve ao fogo baixo e mexa bem até o açúcar derreter.

Em seguida, adicione o vinho e a cachaça. Misture bem.

Deixe ferver por cerca de 10 minutos, mexendo por vezes.

Agora, é só servir.

Mungunzá salgado

Ingredientes

  • 250 g de milho para canjica amarelo (mungunzá);
  • 1/2 colher (sopa) de óleo;
  • 50 g de bacon picado;
  • 3 dentes de alho amassados;
  • 1 cebola média picada;
  • 1 linguiça calabresa em rodelas;
  • 1 paio em rodelas;
  • 300 g de costelinha de porco dessalgada;
  • 250 g de carne-seca dessalgada;
  • 2 tomates sem sementes picados;
  • 3 xícaras de água;
  • Pimenta-do-reino a gosto;
  • 2 tabletes de caldo de costela;
  • 2 colheres (sopa) de coentro fresco picado;
  • 2 colheres (sopa) de cebolinha picada.

Modo de Preparo

Em uma panela de pressão, coloque o milho, adicione 1,5 litro de água e leve ao fogo médio. Após pegar pressão, cozinhe por 40 minutos.

Retire a pressão e transfira os grãos e o caldo para um recipiente. Reserve.

Na mesma panela de pressão, coloque o óleo e o bacon, frite até dourar, junte o alho e a cebola e deixe refogar.

Adicione a linguiça, o paio, a costelinha, a carne-seca e os tomates e refogue bem.

Acrescente o restante da água e os dois tabletes de caldo de costela, tampe a panela e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos, após pegar pressão.

Desligue o fogo, retire a pressão, abra a panela e junte os grãos com o caldo reservado, o coentro e a cebolinha. Tempere com pimenta-do-reino.

Deixe ferver por cerca de 30 minutos em fogo baixo. Está pronto.

Canjica branca

Ingredientes

  • 250 g de canjica de milho branca;
  • 750 ml de água;
  • 1 xícara (chá) de açúcar (200 g);
  • 1 litro de leite integral fervido;
  • 1 colher (sopa) de manteiga;
  • 1 canela em pau;
  • 4 cravos-da-índia;
  • 1 xícara (chá) de coco ralado fresco (100 g);
  • Canela em pó para finalizar.

Modo de Preparo

Lave a canjica de milho na água corrente. Em seguida, coloque ela em uma tigela, cubra com água e deixe de molho por cerca de 12 a 24 horas. Esse processo diminui o tempo de cozimento.

Depois, transfira a canjica com a água para uma panela de pressão. A água deve ficar três dedos acima da canjica. Se precisar, adicione mais água. Junte 1/2 xícara (chá) de açúcar, tampe e leve ao fogo alto. Após pegar pressão, diminua o fogo e cozinhe por cerca de 20 minutos.

Desligue o fogo e deixe a pressão sair sozinha. Abra a panela, verifique se os grãos estão macios. Caso não estejam, volte para a pressão por mais 5 ou 10 minutos e transfira para uma panela grande.

Adicione o leite, a manteiga, a canela em pau, os cravos, o coco ralado fresco e mais 1/2 xícara (chá) de açúcar. Misture bem e, em fogo baixo, cozinhe até engrossar, mexendo de vez em quando para não grudar, por aproximadamente 20 minutos.

Prove a canjica. Se necessário, acrescente açúcar para deixar mais docinha. Cozinhe por mais uns três ou cinco minutos para incorporar. Está pronta.

Você pode servir a canjica quente ou levar à geladeira para resfriar e ela ficar ainda mais cremosa. Na hora de servir, salpique canela em pó a gosto.

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