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MS EM VERSOS

Escritor carioca relembra as férias de infância na Capital

Livro desgaste resgata memórias dos anos 60
22/07/2020 07:00 - Naiane Mesquita


“Cada vez que eu ia a Campo Grande, era como se a cidade tivesse se transformado, sempre maior e maior”, conta o escritor carioca André Luís Câmara.  

A última vez em que pisou em solo sul-mato-grossense foi em 2008, mas a memória da terra vermelha e da Rua Dom Aquino permaneceu durante muito tempo na trajetória do escritor, que é apaixonado por Manoel de Barros.  

“Fui muito pra aí, desde que nasci, em 1965, até a adolescência. Todo ano passava as férias em Campo Grande, na casa dos meus tios e padrinhos, Edgar e Yone Sperb. Ia muito para a chácara deles, em Terenos”, diz.  

O laço com a cidade foi construído por meio do tio, um dos muitos migrantes que escolheram Campo Grande para viver. “Minha tia, Yone, irmã da minha mãe, morava no Rio de Janeiro quando conheceu meu tio e padrinho, gaúcho e então estudante de Medicina no Rio. Eles se casaram e foram logo para Campo Grande, onde ele se tornou pediatra conhecido, desde a década de 1950”, frisa.

As histórias da infância acabaram imortalizadas nos versos de “Desgaste”, segundo livro de poemas de Câmara. “Sempre quis escrever sobre o que me ficou da infância aí. E também achava curioso o fato de Manoel de Barros ser um poeta tão maravilhoso e reconhecido, morando aí, um lugar que me foi tão próximo. Tinha vontade de poder falar da vontade de me aproximar da poesia dele. Jamais nos vimos pessoalmente. Quando descobri a poesia dele, eu já estava com uns dezoito anos e não ia mais a Campo Grande constantemente. Também não sei se algum dia ele me receberia, né, se ia achar alguma graça nos meus versos”, diz.  

No livro, há uma sensação de esgotamento, com perdas, doenças, peso da memória, em meio a embates da conjuntura. Um desgaste também de afetos e de palavras.

Andanças

Além de Campo Grande, São Paulo e lugares dos Estados Unidos, o Rio de Janeiro, cidade onde o autor nasceu e vive, tem presença forte. O extenso poema “Referências do meu Rio” cita muitos locais, fatos marcantes, nomes consagrados ou nem tanto, oferece um panorama caótico e contraditório e deixa escapar certa mágoa que se mistura a um encantamento pela cidade.  

Já em uma viagem aos Estados Unidos, entre Washington e Nova Iorque, o poeta descreve sua emoção de juventude em “Fragmentos de Georgetown”.  

Redes sociais

Além do livro, Câmara também recita os poemas no YouTube. O de Campo Grande pode ser conferido no endereço https://www.youtube.com/watch?v=FGEmQQzM_q4. Enquanto o último poema a ser incluído, “Quarentena”, pode ser ouvido no podcast “Diz um verso aí”, hospedado na Anchor e que está disponível ainda no Spotify. 

Serviço

Entrecortado por memórias e perplexidades, “Desgaste”, segundo livro de poemas de André Luís Câmara, lançado pela Editora Patuá, nos leva a um passeio com referências a lugares, livros e canções.  

Preço: R$ 40,00.

 
 

Felpuda


Falatório e atitude de membro da família acenderam a luz vermelha no “QG” de candidato, pois poderão causar muitos estragos. 

A tropa de choque de defensores do candidato a prefeito já foi colocada em campo e só falta falar que os genes de ambos são diferentes. 

E com relação ao dito-cujo, sabe-se que deverá ser orientado a “baixar a bola” nos próximos dias, mais precisamente até o término da campanha eleitoral.

Afinal...