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CULTURA

Inspirado pela obra de Helena Meirelles, espetáculo da Sôma Cia de Dança será apresentado amanhã

Espetáculo da companhia tem no palco sete mulheres intérpretes-criadoras
20/01/2021 17:30 - Naiane Mesquita


Quando a Sôma Cia de Dança se propôs a criar um novo espetáculo, a ideia era homenagear a violeira Helena Meirelles. Porém, durante a preparação, envoltas na vida e na obra da artista, as intérpretes perceberam que muitas questões do feminino ainda precisavam emergir no espetáculo.

“Fazia muito tempo que a gente estava pensando em fazer algo parecido para homenagear algo que estava relacionado a Mato Grosso do Sul. Quando surgiu o edital do Fmic no fim de 2019, resolvemos escrever um projeto para falar sobre Helena Meirelles”, comenta Paulo Oliveira, diretor-geral do projeto.

Segundo Paulo, a história e as canções de Helena Meirelles estavam no imaginário do grupo, formado por ele e pelas sete mulheres intérpretes-criadoras, Adriana Zuleger Ribeiro, Beatriz de Oliveira Amorim, Julianna Oliveira Silva Sarti, Mariah Santos Prado, Mariana Santos Prado, Raíra Albanez Viudes e Weverlin Ferreira Brizola.

“A gente resolveu escrever esse projeto sobre a Helena. Achamos superinteressante tanto a história dela quanto a produção artística. Mas, durante as pesquisas, a vida e a obra dela serviram de impulso para começar a tratar outros temas que envolvem o universo das meninas que estão dançando. Resolvemos discutir, por meio da dança, essas questões, esses paradigmas que existem sobre a mulher”, ressalta o diretor.

Com Helena como inspiração subjetiva e as vivências pessoais das mulheres no centro, a companhia criou o espetáculo de dança contemporânea “Paraguaçu – Parteira de Si”. As apresentações ocorrem de amanhã até sábado, com sessões às 19h e 20h.  

“Na verdade, no início do projeto, quando eles começaram a criá-lo, eu não fazia parte, entrei depois. Realmente partiu desse ponto, de ser uma artista sul-mato-grossense, do feminismo, da questão da mulher, da força da mulher e da quebra do paradigma relacionado à feminilidade”, afirma Raíra Albanez Viudes.