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Margaret Thatcher - política britânica

Não existe dinheiro público. Existe apenas dinheiro do pagador de impostos”.

Felpuda

Estaria havendo “ruídos” entre a Prefeitura de Campo Grande e o governo do Estado. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu inquérito civil para acompanhar e cobrar providências voltadas ao aprimoramento da regulação de acesso aos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) nas áreas de urgência e emergência da Capital e da macrorregião Centro. O procedimento decorre de manifestações do Conselho Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde. Este último órgão alertou para potenciais impactos negativos da centralização e que não estaria havendo, segundo documentação, integração efetiva entre Município e Estado.

Mais um

Nos meios políticos, há quem não descarte a possibilidade real do surgimento de um pré-candidato ao governo que possa aglutinar o grupo da direita considerado extremamente conservador.

Mais

Fala-se, inclusive, que essa turma estaria conversando e que o nome para encarar a empreitada seria o do deputado federal Marcos Pollon, que estaria pronto para desembarcar do PL, porque o partido fechou as portas para candidatura própria.

A jornalista Maria Cândida foi a mestre de cerimônia do Araruna Fest, no dia 11, que recebeu, entre outras atrações, Lobão Power Trio. Na foto, Maria e os artistas Willian Paiva, Guto Passos, Lobão e o empresário Patrick Gontier, da 93 Produções. O evento foi realizado no Bosqueexpo e sua segunda edição acontecerá em maio de 2026, com a participação de Frejat.

Estener Ananias de Carvalho e Renata dos Santos Araújo de Carvalho

 

Anderson Varejão, Luiz Fruet e Aylton Tesch

Dupla

O fim do ano chega com dois nomes colocados como futuros candidatos ao governo do Estado. No caso, Eduardo Riedel (PP), que tentará a reeleição, e Fábio Trad (PT). Até o momento, não há outro nome posto que realmente possa conseguir entrar em campo com partido que tenha força política e estrutura. A direita e a esquerda, portanto, estariam representadas. Resta saber o que vem por aí.

Retroativo

O Senado aprovou na terça-feira projeto que autoriza os estados, o Distrito Federal e os municípios a pagarem para servidores, retroativamente, direitos remuneratórios congelados durante a pandemia de Covid-19. A proposta foi aprovada com 62 votos favoráveis, 2 contrários e 2 abstenções e agora segue para sanção presidencial. O texto trata de benefícios como anuênio, triênio, quinquênio, sexta parte, licença-prêmio e mecanismos equivalentes, sem transferência de encargos a outro ente.

Para todos

Os pagamentos são referentes ao período de 28 de maio de 2020 a 31 de dezembro de 2021. Os benefícios serão pagos desde que o ente federativo tenha decretado estado de calamidade pública em razão da pandemia da Covid-19 e conte com orçamento disponível. Antes da votação, o projeto sofreu alteração: a expressão “a servidores públicos” foi trocada por “ao quadro de pessoal”. Assim, a mudança valerá para os servidores públicos efetivos e para os empregados públicos contratados por CLT.

ANIVERSARIANTES

Alexandre Augusto Brandes, 
Marina Mazzini Thomaz,
Rubião Silva Ferraz,
Renata Potrich Dolzan,
David Souza,
Dirceu Roveda Deboni,
Dr. Paulo de Tarso Rosa Delfini,
Antônio Koester,
Neusa Maria de Almeida Correia,
Daniela Lopes,
Tânia Maria Lima Miguel,
José Antonio Soares,
Moises da Silva Pereira,
Cleuvanir Barbosa de Lima,
Sônia Maria Penrabel Galhardo,
Elídio Morales,
Elisabete Garcia Gomes,
Leila Cristina Sabino Pinho, 
Marcelo dos Santos Felipe,
Alderi Dal Lago,
Maria Ângela Correia Lúcio,
Viviane aparecida Lino de Almeida,
Maria Cândida Vieira Praxedes,
Lucy Chinzarian,  
Dra. Maria Isabel Dutra,
José Ferreira do Nascimento,
Bernardino Lopes,
Edna Batista de Carvalho da Silva,
Môrgana Gaspar do Valle,
Célia Sanches Nunes,
Aurea Cecília Villarinhos,
Wilian de Siqueira,
Régia Jussara Fagundes,
Amanda Rui Maia,
Laucídio Valdez de Barros,
Janete Isabel Galand de Bazan,
Cooracy Galdino,
Helbert Basso,
Edson Antunes,
Adalberto Ledesma dos Santos,
Thiago Vinicius Domingues,
Eloi de Lima,
Carlos Alexandrino de Arruda,
Tatiana Seda,
Zenaíde de Lemos Barroso,
Reinaldo Camacho Braga,
Dr. Clério Pereira Ferreira,  
Paulo Tadeu Klidzio,  
Antonio Cezar Naglis,
Tiago Castriani Quirino,
Maria Elipia Ferreira dos Santos,
Zuleika Freitas de Oliveira,
Renata de Oliveira Costa,  
Jeane Gleice Camargo Barros, 
Cleusa Benevides Gonçalves,
Zita Olinda Verçoza de Matos,
Cristiane Lopes mMiranda,
Alaide de Castro,
Carlos Frederico de Souza Baís,
Flávio Pedra,
José Gonçalves de Lima,
Hilde Brandão Souza Barbosa,
Elena Alves dos Santos,
Cristiane Borges Netto Medeiros,
Regina de Souza Vasco,
Odive Soares da Silva,
Karina Gindri Soligo Fortini,
Flávia Correia Lima,
Edson Gonçalves de Aguiar,
Carlos Maurício Corrêa da Costa, 
José Carlos Crisostomo Ribeiro,
Flávio Antonio de Almeida,
Gisele Camargo de Oliveira,
Rosilene Rosa Valota,  
Joaquim Guimarães Honorio, 
Daisson Saraiva,
Hilton Pereira Vargas,
Joanice Vieira Ramos,
Adenalcides Azevedo Silva,
Lindamir Fernandes Santos Ávila,
Ângela Maria de Jesus Gonzaga,
Josiley Costa de Oliveira Silva,
Ana Lúcia Pietramale Ebling,
Hilário Antonio Dalbosco,
Rosilda Ribeiro Rodrigues,
Anazuia Guedes Sá Earp,  
Clóvis Sylvestre Sant´ana,
Antonio Cavalheiro Ocampos, 
Eduardo de Oliveira Mendes, 
Thaysa Cervantes Ennes,
Michelle Melo de Melo,
Valfrido Pereira do Prado,
João Nelson Lyrio Filho,  
Sirlena Aquino de Oliveira,
Roberto Tognoli Alves da Silva,
Eleonor Carvalho Lossio,
Higor Thiago Pereira Mendes,
Rubens Dario Ferreira Lobo Junior,
Tobias Jacob Feitosa Gomes,
Wilton Cordeiro Guedes,
Ivan Corrêa Leite,
Jair Augusto de Almeida Lara,
Leila Benites Ricardo,
Jean Rodrigues Andrade, 
Maria Clara Machado Almeida, 
Lúcio Mauro Menezes, 
Carlos Henrique Torres Mendes, 
Carolina de Oliveira Barbosa, 
Amanda de Souza Miranda, 
Rosa Helena Lima Gonçalves, 
Telma Barros Costa, 
Luiz Claudio Ramos da Silva.

*Colaborou Tatyane Gameiro

Correio B+

Frejat é a grande atração do Araruna Fest, dia 30 de maio, em Campo Grande

Festival reúne mais de seis horas de shows no Bosque Expo, com programação que vai do School of Rock ao headliner que definiu o rock nacional

23/05/2026 15h00

Frejat é a grande atração do Araruna Fest, dia 30 de maio, em Campo Grande

Frejat é a grande atração do Araruna Fest, dia 30 de maio, em Campo Grande Foto: Divulgação

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Frejat é a grande atração da segunda edição do Araruna Fest, que acontece no dia 30 de maio, no Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande. O músico encerra a noite com o show Frejat Ao Vivo, revisitando parcerias com Cazuza, como Exagerado, Bete Balanço e Pro Dia Nascer Feliz, além de canções de carreira solo como Por Você, Amor pra Recomeçar e Segredos.

Em sua segunda edição, o festival reúne nomes históricos do rock brasileiro, artistas da cena de Mato Grosso do Sul e promove encontros que não acontecem regularmente no circuito de shows do Centro-Oeste.

Um dos destaques da programação é a participação de Alec Haiat, integrante da formação clássica da Metrô, banda que ajudou a definir a estética pop-rock dos anos 1980 no Brasil com músicas como Beat Acelerado, Johnny Love e Tudo Pode Mudar. No Araruna Fest, Alec sobe ao palco ao lado de Erica Espíndola. Além dos clássicos do Metrô, o show inclui o lançamento de um single inédito.

"Vai ter mais clássicos do que músicas novas, claro. Mas eu nunca parei de compor. Já são quase 50 músicas inéditas. As pessoas vão ver que não é só uma experiência nostálgica. Existe uma continuação", afirma Alec Haiat. Para Erica Espíndola, a participação no festival representa também uma mudança para a cena cultural local.

"Nem nos meus sonhos mais selvagens eu imaginaria viver um momento como esse. E eu não falo só da minha carreira. Eu falo de Campo Grande estar entrando nesses movimentos grandiosos da música e abrindo espaço para diferentes estilos", diz a cantora.

Outro momento especial da noite é o retorno de Clemente Nascimento, das bandas Plebe Rude e Inocentes. Na primeira edição do Araruna Fest, o músico passou mal antes do show e precisou ser submetido a uma cirurgia cardíaca de emergência na Santa Casa de Campo Grande.

Recuperado, ele volta ao festival com o projeto Violões em Fúria, com versões de clássicos do rock nacional e internacional, e também como mestre de cerimônias da noite, ao lado da jornalista Maria Cândida, curadora do evento. A abertura fica por conta da School of Rock. Na sequência, O Bando do Velho Jack sobe ao palco. O grupo completa 30 anos como uma das principais referências do blues e do rock de Mato Grosso do Sul.

Os ingressos estão em reta final de lote e podem ser parcelados em até 12 vezes. A Área VIP Pista tem valores entre R$ 75 e R$ 150. O setor Bistrô, com quatro lugares, varia entre R$ 95 e R$ 190. Os Setores A, B e C têm preços entre R$ 160 e R$ 420.

SERVIÇO:

Araruna Fest
Data: 30 de maio de 2026
Local: Bosque Expo, Shopping Bosque dos Ipês, Campo Grande/MS
Abertura dos portões: 17h30
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/115842
Valores: a partir de R$ 75 + taxas

Cinema Correio B+

Legends: a inacreditável história real que inspirou a série da Netflix

Baseada na vida do agente infiltrado Guy Stanton, série britânica acompanha homens comuns transformados em identidades falsas para combater o tráfico internacional

23/05/2026 13h00

Legends: a inacreditável história real que inspirou a série da Netflix

Legends: a inacreditável história real que inspirou a série da Netflix Foto: Divulgação

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Entre as muitas séries policiais lançadas pelo streaming nos últimos anos, poucas começam de maneira tão desconfortável quanto Legends. A produção britânica, disponibilizada internacionalmente pela Netflix, até poderia ser confundida inicialmente com mais um thriller sobre tráfico internacional, infiltrações perigosas e agentes secretos vivendo vidas duplas.

Mas a série rapidamente deixa claro que seu verdadeiro interesse não está na adrenalina da espionagem, mas no desgaste psicológico provocado por ela.

E talvez o aspecto mais impressionante seja justamente o fato de que quase tudo ali parte de histórias reais.

A série se inspira nas operações secretas conduzidas pela HM Customs and Excise, equivalente à alfândega britânica, durante os anos 1990. Na época, o Reino Unido enfrentava um crescimento alarmante da entrada de heroína e cocaína no país, especialmente através de redes internacionais ligadas ao tráfico vindo do Afeganistão, Oriente Médio e América do Sul.

A resposta das autoridades foi criar uma unidade de infiltração formada não por agentes cinematográficos à la James Bond, mas por funcionários aparentemente comuns transformados em identidades falsas ambulantes.

O título original da série ajuda a entender muito desse universo. No vocabulário das operações infiltradas, “legend” é o nome dado à identidade falsa construída para um agente sobreviver.

Não se trata apenas de um nome inventado, mas de uma biografia inteira cuidadosamente fabricada: profissão, passado, contatos, hábitos, histórico financeiro, pequenas histórias pessoais e até traços emocionais que precisavam resistir à convivência diária com criminosos reais.

A lógica era simples e ao mesmo tempo aterrorizante: a persona precisava parecer tão convincente que até o próprio agente precisava acreditar nela. Caso contrário, morreria.

É exatamente aí que entra Guy Stanton, homem cuja trajetória serviu de inspiração para um dos personagens centrais da série.

Stanton não vinha do exército, da inteligência militar ou do universo glamoroso normalmente associado à espionagem britânica.

Funcionário da HM Customs and Excise, ele foi recrutado para integrar a unidade secreta justamente porque parecia comum o suficiente para desaparecer dentro daquele mundo sem chamar atenção.

Uma de suas primeiras missões envolveu infiltrar redes de traficantes turcos, curdos e cipriotas responsáveis por levar enormes quantidades de heroína do Afeganistão para o Reino Unido. Assim como acontece em Legends, Stanton precisou atuar ao lado de um informante para conseguir acesso ao grupo criminoso.

Na série, esse parceiro é o personagem Mylonas, interpretado por Gerald Kyd. Na vida real, era um dono de cassino grego-cipriota conhecido pelo apelido de Keravnos, ou “Thunderbolt”.

Foi através de Keravnos que Stanton passou a circular entre alguns dos maiores traficantes do mundo em operações extremamente perigosas que o levaram inclusive à América do Sul. Em determinado momento, segundo relatos posteriores, ele foi vendado e levado para um galpão remoto por um primo de Pablo Escobar.

O encontro fazia parte de negociações ligadas ao tráfico internacional de cocaína e acabaria levando à apreensão de uma grande carga da droga no Brasil.

Embora muitos detalhes permaneçam protegidos por sigilo, o episódio ajuda a entender como o Brasil já aparecia nos anos 1990 como peça estratégica nas rotas internacionais do narcotráfico monitoradas por autoridades europeias.

Décadas antes do país se consolidar publicamente como um dos principais corredores globais da cocaína rumo à Europa, agentes infiltrados britânicos já operavam dentro dessas conexões sul-americanas extremamente violentas.

Stanton descreveu essas operações como algumas das experiências mais perigosas de sua vida infiltrada. Para sobreviver, precisava convencer traficantes ligados a organizações internacionais de que realmente pertencia àquele universo. Qualquer hesitação, inconsistência ou falha significaria morte imediata.

Ao longo dos anos infiltrado, Stanton escapou da morte inúmeras vezes. Em Curaçao, por exemplo, enquanto tentava concluir um acordo criminoso, um homem passou de carro atirando contra ele com uma submetralhadora Uzi. Em entrevistas recentes, Stanton afirmou que sequer consegue calcular quantas vezes teve armas apontadas para sua cabeça.

Mas talvez o aspecto mais perturbador de sua história seja justamente a dimensão emocional da infiltração. Porque sobreviver naquele universo exigia construir relações reais com homens que ele eventualmente entregaria às autoridades.

Em diversos momentos, Stanton precisou testemunhar em tribunais contra criminosos de quem havia se aproximado durante anos. Em Haia, chegou a depor disfarçado para proteger sua identidade.

A série entende algo fundamental sobre infiltração que thrillers tradicionais muitas vezes ignoram: o maior risco não é apenas ser descoberto, mas deixar de conseguir retornar para si mesmo depois.

O próprio Stanton descreveu essa transformação de forma dolorosamente direta anos depois. Em determinado momento, passou a ser investigado pela polícia sob suspeita de aceitar propinas de Keravnos, acusação que sempre negou e acabou abandonada por falta de provas.

Ainda assim, a situação marcou o fim de sua atuação infiltrada. “Eu tinha orgulho de ser um agente infiltrado, mas minha persona, Stanton, se tornou notória demais e precisou morrer”, afirmou ao jornal The Sun.

A frase parece saída diretamente da série, mas revela algo muito mais profundo sobre o impacto psicológico desse tipo de vida. Porque Legends não trabalha infiltração como fantasia de poder ou aventura glamorosa, mas como erosão progressiva da identidade.

Os agentes vivem tanto tempo interpretando personagens que a fronteira entre atuação e existência começa lentamente a desaparecer.

E talvez seja exatamente isso que Tom Burke consegue captar tão bem em sua interpretação.

Burke já vinha construindo há anos uma das carreiras mais respeitadas da televisão britânica contemporânea, quase sempre interpretando homens emocionalmente ambíguos, inteligentes e ligeiramente deslocados do mundo ao redor. Filho dos atores David Burke e Anna Calder-Marshall, cresceu cercado por teatro e televisão, mas nunca seguiu exatamente o caminho convencional do galã britânico.

Grande parte do público passou a conhecê-lo através de Strike, adaptação dos romances policiais escritos por J.K. Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith, onde interpreta o detetive Cormoran Strike.

O personagem se tornou um enorme sucesso justamente porque Burke construiu algo muito mais complexo do que o típico investigador genial e torturado. Sua atuação trabalha exaustão física, trauma emocional, ironia e vulnerabilidade de forma contida, quase sempre deixando mais coisas sugeridas do que explicitamente ditas.

Antes disso, também chamou a atenção em War & Peace, da BBC, e em Mank, de David Fincher, onde interpretou Orson Welles. Mesmo em papéis menores, costuma dominar cenas por uma combinação rara de magnetismo silencioso e introspecção. Há algo muito ligado ao velho cinema britânico em sua presença: atores que parecem pensar enquanto atuam.

Isso se torna essencial em Legends. Porque a série depende justamente de um protagonista capaz de transmitir a sensação de alguém permanentemente dividido entre o personagem que interpreta e a pessoa que lentamente deixa de reconhecer em si mesmo.

Hoje, Guy Stanton está na casa dos 60 anos. Depois de deixar as operações infiltradas, trabalhou como investigador privado e passou a dar palestras para forças policiais estrangeiras sobre técnicas de infiltração e operações encobertas. Também recebeu um MBE, uma das honrarias concedidas pelo governo britânico por serviços prestados ao país.

Mesmo décadas depois, ainda evita revelar totalmente sua identidade pública. Em entrevistas recentes para divulgar Legends, afirmou que muitos dos criminosos daquela época já morreram ou envelheceram. Mas admitiu também que jamais saiu emocionalmente ileso da experiência.

“Eu costumava ser um otimista absoluto”, disse ao The Times. “Hoje, às vezes, vejo o copo meio vazio. Você olha para o noticiário e, em vez de pensar que tudo vai passar, pensa no pior. Isso me afetou. Saber que essas pessoas existem, saber que esse mundo existiu e continua existindo.”


Talvez seja justamente essa a grande força de Legends. No fundo, não é apenas uma série sobre tráfico internacional ou operações secretas. É uma história sobre identidade. Sobre o que acontece quando alguém passa anos sobrevivendo através de personagens fabricados até o ponto em que a linha entre atuação e existência lentamente desaparece.

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