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BASTIDORES

Estreia de “Submersos”

Primeira série de ficção brasileira do Paramount, aborda o universo do surfe e do tráfego de drogas
01/03/2020 07:00 - Caroline Borges/TV Press


 

O futebol é um dos esportes mais tradicionais do Brasil e, por isso mesmo, já foi retratado de inúmeras formas na tevê. No entanto, a partir da ascensão de atletas como Carlos Burle, Gabriel Medina e Adriano Souza, o Mineirinho, o surfe tem ganhado espaço no vídeo. O universo do esporte, que inclusive estará presente nas Olimpíadas de 2020, apresenta contornos dramáticos na trama de “Submersos”, primeira série de ficção brasileira do canal Paramount, que estreia no próximo dia 2 de março. A produção conta a trajetória de Nando Oliveira, papel de Cassio Nascimento, um ex-campeão mundial de surfe, filho não assumido de um aristocrata de uma tradicional família catarinense. “O surfe está muito em voga e tem vários brasileiros no topo. O surfe se reconfigurou bastante e mostra que o estereotipo do surfista que só fumava maconha mudou. Hoje, é necessário ter um comprometimento muito grande com uma rotina de exercícios. Ao longo das gravações, senti na pele um pouco desse dia a dia deles”, ressalta Cassio.

Na produção, Nando é amigo de infância de Gabi, papel de Mariano Bertolini. O ex-campeão lança uma marca de roupas com o apoio do amigo. Porém, na verdade, a atividade é uma fachada para o tráfico de anfetamina, colocada dentro de pranchas de surfe. O esquema dá errado quando elas desaparecem, Nando é sequestrado e tudo indica que Gabi traiu o amigo de infância. “O Nando é um cara que conquistou fama e dinheiro através do surfe. Mas nada disso supriu a perda da mãe. Ele acaba montando uma loja, mas não dá certo. Ele acaba indo mais para o buraco, se metendo com tráfico”, explica.

Além de Cássio, a produção também conta com Zécarlos Machado, Ana Cecília Costa e Guilherme Weber no elenco. A série é uma parceria do canal a cabo com a Plural Filmes. Com 13 episódios, com uma hora de duração cada, o projeto conta com mais de 60 pessoas, entre atores e profissionais brasileiros e argentinos no “casting”. “Vejo com muita alegria essa abertura do mercado audiovisual. As séries são importantes para a gente refletir sobre temas essenciais do país. A série é herdeira dos folhetins, das crônicas. Tem esse papel de compreensão e desconstrução de temas cotidianos”, analisa Guilherme, que interpreta Branco, um assessor político e marido de Luiz Oliveira, de Zécarlos Machado. 

“Submersos” contou com gravações em Florianópolis e em Córdoba, na Argentina. Ana Cecília foi uma das atrizes que gravou nas duas cidades e, inclusive, precisou falar em espanhol em algumas sequências. Ela vive Flávia, uma jornalista investigativa de uma revista com reconhecimento nacional que aborda temas como personalidades, cultura e comportamento. Ela tem uma relação antiga com Nando, um misto de relacionamento amoroso, amizade e consultoria profissional. “É uma grande vitória fazermos uma produção gravada em dois países e com uma produção latino-americana. Interpretar em duas línguas, português e espanhol, foi muito rico como atriz. Não é algo comum no Brasil. Além disso, acho que Florianópolis e Córdoba são dois cenários pouco explorados no audiovisual”, afirma.

Com coprodução internacional, a diretora Marcia Paraíso dividiu os trabalhos da série com Claudio Rosa e Pablo Brasa, na Argentina. Logo no início do processo de pré-produção, Marcia buscou um protagonista que fosse fora do eixo Rio-São Paulo. “Queria um ator negro, que fosse do Sul e também fosse um rosto novo. Recebi algumas indicações do Cassio, mas ele fez testes. Também fizemos umas buscas pelas escolas de Floripa”, explica a diretora, que mora em Florianópolis há 18 anos. “Conheço bem a ilha e já tinha uma boa concepção de onde começar a filmar. Tudo se encaixou bem no que a gente estava desenhando no processo criativo”, completa.

 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!