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Falabella emociona com texto
de despedida à Marília Pera

Falabella emociona com texto
de despedida à Marília Pera

O Fuxico

07/12/2015 - 10h44
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Não é fácil perder alguém que se ama. No domingo (6), Miguel Falabella contou em sua página do Facebook como foram seus últimos dias ao lado de sua parceira tão querida de trabalho, Marília Pera, morta no sábado em decorrência de um câncer de pulmão.

Falabella contou como se sentiu, uma noite antes de saber que a atriz havia partido e relata, em um texto emocionante, um pouco da história dessa grande dupla de sucesso, em uma foto postada por ele. Essa é, segundo ele, uma das últimas fotos que tirou de Marília, após a última gravação do seriado Pé na Cova, da Globo, onde interpretavam o casal Ruço e Darlene.

A atração tem muitos episódios inéditos gravados com a atriz, que nos últimos tempos fazia suas cenas sentada, devido às dores que a doença lhe causava.

Leia o texto na íntegra:

"Na sexta-feira não me senti bem. Um mal estar por todo o corpo. Fiquei na cama recuperando forças para o espetáculo noturno, assistindo a um documentário sobre Van Gogh. E pensei nela. Curiosamente, enquanto o narrador explicava que as escolhas do pintor o direcionavam para uma singularidade excepcional, eu pensava em Marília Pêra. E fazia uma analogia entre as pinceladas nervosas e o ritmo inebriante do mestre holandês com a agilidade com que Marília buscava as emoções, cuidadosamente armazenadas e devidamente estudadas. Assim como Van Gogh escolhia as cores, Marília ia escolhendo emoções e colorindo com elas o texto. Enfim, fui para o teatro e não me senti bem no fim do primeiro ato.

Cogitou-se até se Cláudio Galvan não deveria fazer o segundo ato em meu lugar, que é o que se faz numa emergência, mas é estranho. Terminei a peça, fui pra casa, tomei um remédio e me embrulhei nas cobertas. Acordei suado, dolorido, com o telefone tocando. Marília se foi, Cininha me disse chorando./ O mundo para. O quarto está escuro, porque nunca consegui dormir com luz. E penso que preciso vê-la. Preciso me despedir dela./ No avião, vim costurando os pedaços da manta, tentando contar a história. 

Eu tinha vinte e dois anos quando conheci Marília Pêra. Era egresso d’O Tablado e ela nos dirigiu numa montagem de A Menina e o Vento da saudosa Maria Clara Machado, no teatro Clara Nunes. Era uma diretora caprichosa, cheia de vontades, e ali já havia a tal singularidade excepcional. Mais do que conceituar ou nos explicar as intenções da personagem, Marília nos ensinava a amar o teatro. A sagração do ofício para ela sempre foi muito importante. Era dona absoluta do texto, estudava sem parar o texto. Nunca entrei em seu camarim, sem que ela estivesse passando uma ou outra fala. E ensaiávamos nossas cenas com cuidado, aprendendo a respiração um do outro, percebendo o tamanho exato da pausa para que o ritmo não se perdesse e a emoção se mantivesse à tona. Nesse sentido, Marília foi muito mais do que uma colega de trabalho.

Foi uma mestra com quem tive o privilégio de ter aulas particulares. Lembro-me de um dia em que troquei uma fala e ela me corrigiu: como você escreveu fica melhor! Ela costumava dizer que nós não éramos amigos, que o trabalho é que nos juntava. Talvez ela tivesse razão. Nunca me falou sobre a doença e eu entendia o porquê. Não queria que eu a visse como alguém que já não pudesse mais exercer seu ofício. Eu imediatamente comecei a escrever um projeto para ela estrelar depois de Pé na Cova. Percebi que o trabalho talvez a mantivesse viva. Não foi o bastante. No seu último dia de gravação, quando ela se despediu de sua memorável Darlene, e foi sendo levada para o camarim em cadeiras de rodas, ovacionada pela técnica e pelo elenco, eu me deixei ficar atrás do cenário, porque percebi no olhar dela, que se estendia até os refletores lá no alto, que aquilo era uma despedida. Talvez não fôssemos amigos, mas havia algo muito maior que nos unia: o respeito pelo ofício. Que eu aprendi com ela e com outros mestres que me cruzaram o caminho.

Essa foto foi tirada numa de suas últimas gravações. Acabamos de gravar uma cena e ela ficou satisfeita, depois ficamos falando sobre os ataques que ela estava sofrendo por ter abandonado a peça que ela estava ensaiando. Já não importava mais, Marília sofreu vários ataques ao longo de sua carreira. Não somos um povo generoso com o sucesso. A classe a rejeitou no episódio Collor e só seu extraordinário talento fê-la sobreviver ao massacre. Enfim, voltando à foto: Eu peguei o celular e disse: deixa eu tirar uma foto sua! Ela respondeu: Pode tirar. Eu já fiz as pazes com isso tudo.

Já tinha publicado a foto, mas não tinha contado a história. Talvez não fôssemos amigos, como ela gostava de dizer, fazendo charme e fingindo ciúme de outras atrizes, mas em sua última mensagem no WhatsApp, ela diz que me ama do fundo do coração. E eu então? De que maneira mensurar tantas emoções? Você foi o norte de uma geração de atores, Marília! Todos nós seguimos viagem com sua bússola nas mãos, buscando seu fraseado e seu gesto preciso. Eu também te amo. Do fundo do coração. E quer saber? Eu acho que também já fiz as pazes com isso tudo".

Alimentação e Saúde

Plantas alimentícias não convencionais rendem boas refeições, fazem bem à saúde e custam pouco

Elas estão mais perto do que você imagina, rendem boas refeições, fazem bem à saúde, custam pouco e podem até ser facilmente cultivadas em casa; conheça as Pancs, tema de um projeto que o Sesc Mais lança hoje, em parceria com o Recanto das Ervas

20/06/2024 10h00

Andryws Leite é um dos expositores do Mercadão Municipal, no centro de Campo Grande, que comercializam Pancs: preços módicos, sabor na mesa e benefícios à saúde

Andryws Leite é um dos expositores do Mercadão Municipal, no centro de Campo Grande, que comercializam Pancs: preços módicos, sabor na mesa e benefícios à saúde Foto: Gerson Oliveira

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Elas estão mais perto do que você imagina, rendem boas refeições, fazem bem à saúde, custam pouco e podem até ser facilmente cultivadas em casa. São as Pancs, sigla que representa as plantas alimentícias não convencionais, uma opção mais saudável e mais barata para o cardápio do dia a dia, ou para dietas especiais, do que boa parte da lista de produtos que você encontra com maior facilidade no supermercado.

A cactácea ora-pro-nóbis, por exemplo, é uma dessas plantas. Trata-se da espécie vegetal classificada como Panc mais disponível em Campo Grande e em todo o Brasil. É daquelas que, no dizer popular, você encontra “no mato”, em qualquer tipo de solo, na sombra ou no sol, muito utilizada como cerca viva e para outras finalidades, inclusive na alimentação. A nutricionista Paula Saldanha Tschinkel faz uma lista com várias outras Pancs e compartilha diversas informações sobre essas plantas tão ricas para o organismo e, sim, para o paladar também.

“A mais consumida é sem dúvida a ora-pro-nóbis. Outras mais fáceis de se encontrar [na Capital ou em MS] são: bertalha, beldroega, urtiga, dente-de-leão, capuchinha, carqueja, azedinha, malva e taioba. Elas oferecem uma série de benefícios para os hábitos alimentares e à saúde em razão de sua diversidade nutricional e propriedades medicinais, têm baixo teor calórico e proporcionam uma boa variedade na dieta”, diz Paula.

“São ricas em vitaminas, minerais, antioxidantes e ácidos graxos essenciais. Por exemplo, a beldroega é rica em ômega-3, enquanto a urtiga é uma excelente fonte de ferro e vitamina C. Para a saúde, contam muito as propriedades antioxidantes. As Pancs ajudam a combater os radicais livres no corpo, reduzindo o risco de doenças crônicas”, prossegue a nutricionista.

“A carqueja é conhecida por suas propriedades digestivas e hepáticas, e a urtiga é usada para tratar anemia e problemas urinários. Temos melhora na digestão com a malva: ela é rica em mucilagem, uma substância que ajuda na digestão e no tratamento de problemas gástricos e também no fortalecimento do sistema imunológico”, afirma.

Paula destaca ainda o potencial ecológico das Pancs, assim como seu papel na segurança alimentar.

“Além de benefícios ambientais e de sustentabilidade no cultivo sustentável e fácil, são importantes na preservação da biodiversidade, pois ajudam a preservar a biodiversidade local, incentivando o uso de plantas que muitas vezes são negligenciadas pela agricultura moderna, reduzindo o desperdício alimentar”, argumenta a nutricionista.

“Cultivar Pancs em casas e apartamentos é uma ótima maneira de ter acesso a alimentos frescos e nutritivos, mesmo em espaços limitados”, recomenda Paula Tschinkel.

FUTURO NA MESA

Hoje e amanhã, o Sesc MS, por meio do Sesc Mais, em parceria com o Recanto das Ervas, lança o projeto Panc – Futuro na Mesa, com a proposta de incentivar a inserção das Pancs e frutos do Cerrado na alimentação diária de escolas e instituições sociais.

Michelle Koltermann, nutricionista do Sesc MS, reforça que as Pancs são ricas em sais, vitaminas e minerais, além de terem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

“Nós podemos inserir as Pancs no nosso consumo diário de várias formas: in natura, refogadas, em processos de produção de doces e diversas outras maneiras de preparo”, diz Michelle.

Quanto às partes que são comestíveis, ela informa que são folhas, frutos, raízes e sementes, mas é importante conhecer as características de cada um desses alimentos e seus valores nutricionais para entender como utilizar e qual o modo de preparo indicado.

Segundo a nutricionista, a ora-pro-nóbis pode ser consumida in natura, e o mangará, conhecido como flor de banana, rico em fibra solúvel e insolúvel, pode ser utilizado em diversas receitas, como a caponata. Já a taioba, rica em vitaminas A e C, não pode ser consumida crua, pela presença de oxalato de cálcio.

A jornalista Márcia Chiad, criadora do Recanto das Ervas, considera que inserir as Pancs e os frutos nativos na alimentação do dia a dia de escolas, comunidades e população em geral é resgatar parte da nutrição perdida ao longo dos tempos. “Podemos ser mais independentes e reconectados com a natureza. Este é o verdadeiro futuro na mesa”, aposta Márcia.

Ela observa que as Pancs são resistentes e abundantes e ainda respondem às demandas de soberania e segurança alimentar, conservação e uso do solo e podem melhorar a saúde coletiva e garantir geração de renda.

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Felpuda

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta quinta-feira, 20 de junho de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

20/06/2024 00h01

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Rachel de Queiroz escritora brasileira
Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdade ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não”.

FELPUDA

O que era dado como favas contadas sobre as eleições  em cidade do interior de MS está se tornando motivo de preocupação para galerinha que andava no salto alto que só. Situação do pré-candidato se complicou depois de triste episódio e da tentativa de se tapar o sol 
com a peneira para livrar as caras de uns e outros. 
Para piorar a situação, dito-cujo tem casos de supostos malfeitos administrativos do passado que voltaram a público. Pelo jeito, figurinha terá de comer muita farinha para enfrentar o humor do eleitorado, se continuar na disputa, é claro.

O astronauta americano Donald Pettit publicou no X, antigo Twitter, uma foto da cidade de São Paulo vista do espaço. A fotografia foi feita quanto ele estava a bordo da Expedition 6, 
e a imagem destaca diferenças nas cores de iluminação em cada região. No centro da cidade, a luz é mais clara, próxima ao branco. Em partes mais afastadas do centro, em especial 
nas áreas sudeste, região do ABC Paulista, e oeste, em Osasco, a iluminação fica com a tonalidade mais amarelada. 
A foto foi tirada em 2003, por isso, Pettit teoriza  que a diferença de cor acontece provavelmente porque  o centro da cidade ainda era iluminado com luzes de vapor 
de mercúrio, enquanto as regiões periféricas, com iluminação mais recente, tinham luzes de vapor de sódio. Desde 2021, a capital paulista tem substituído a iluminação pública por luzes de LED.

 Melissa Fagundes Canale com seu pai, Heitor Fagundes

 

 Schynaider Moura
 

Em erupção 


Os estragos que delação de ex-servidor da prefeitura de Sidrolândia estão fazendo 
não devem parar por aí. Nos meios políticos, a volta do vereador Claudinho Serra, licenciado da Câmara Municipal de Campo Grande, é considerada como quase impossível. 
Sua sogra, a prefeita Vanda Camilo, terá de matar um leão por dia nesta pré-campanha para a reeleição. Isso sem contar, segundo os bastidores, os respingos que poderão complicar a vida de uns e outros agora e em 2026.

Interrogação


A prefeita Vanda Camilo, de Sidrolândia, reagiu à informação de que teria usado recursos públicos para comprar um iPhone e mandar fazer reparosno ar-condicionado de sua casa. 
Isso consta no depoimento de ex-servidor em delação premiada, que levou o vereador Claudinho Serra, seu genro, a passar alguns dias na cadeia. Ela divulgou nota 
de esclarecimento afirmando que está tranquila e “reafirma sua inocência’’.

Mistério


A gestora de Sidrolândia preferiu insinuar que a denúncia teria motivações políticas, pois, 
em sua nota, afirmou ter partido “de quem é de famílias com interesses políticos na cidade a [sic] anos”. Adversários se perguntam: se quem dedurou era de família do grupo adversário, como éque conseguiu o importante cargo para chefiar licitações?

Aniversariantes


João Figueiredo Júnior (João Fígar),
Dra. Silene Anache Borges, 
Gabriel Ortiz Veloso,
Therezinha de Alencar Selem,
Tarley do Carmo Meza, 
Ana Maria Santo Andréa Ortega,
Paulo Roberto Nogueira Mussi,
José Sedeval Delarissa,
Armando Morais de Souza,
Walter Pael Barbosa,
Antônia Siqueira Fernandes,
Marcio Antonio Arakaki,
Sônia Ferreira Martins,
Mario Silverio Vilanova,
Karina Ribeiro Mauro Scaff,
Airde Ferreira Gil de Menezes,
Elder Seiji Ishiyi,
Ivaldino Xavier da Silva,
Claudemiro Pereira Roberto,
Giovana Hegedus,
Alice Keiko Higa Terra,
Marcos Antonio Messias da Silva,
Eliane Avila Tussi, 
Fabrizzia Giordano Sadalla, 
Paulo Cezar Peron Palhano,
Helena Demétrio Gasparini,
Maria Aparecida Salmaze,
Michele Elizabete Massochin,
Padre João Justino Sobrinho,
Fernando Reginatto,
Vicente Gonçalo Fontes Martins, Maria Eline Messa,
Mileta Rosa Vieira,
Wilson Ribeiro de Paula,
Moises Moreira da Cunha,
Solange Bonatti, 
Joaquim Santos Oliveira,
Marisa Chena,
Silvia Melina Fernandes Gonçalves,
Eliane Terezinha Martins Costa,
Vera Lúcia Menegale,
Angela Maria Bender,
Carmen Asato,
Adriana Arruda Negrisoli,
Francisco Bueno Filho,
Severino Luiz Vinholi, 
Dr. Gustavo Henrique dos Santos Ferreira, 
Dr. Silvério Arakaki, 
Rudi Paetzold, 
Eric Barcellos de Souza,
Itirada Miyashiro, 
Odilza Fernandes Bittar,
Reinaldo Benjamin Ferreira,
Plínio Bicudo,
Ana Paula Tinoco Santiago,
Pedro Carlos Garcia de Medeiros,
Marcio Edgard Lucas Lima Filho,
Avelino Rondina,
Rosangela Santiago da Silva,
Rosely Borges Paula,
Marta Lopes da Silva,
José Cabral de Arruda,
Élbio Soares da Silva,
Manoel Evaristo de Jesus,
Zélia Franco Rozas,
Denize Tôrres de Deus,
Nilce Marangoni Iglécias,
Cláudio Fernandes Nunes,
Dr. Silvino de Jesus Canale Gamarra, 
Dr. João Baptista de Paiva Pinheiro,
Juliana Belle Toniazzo, 
Rosa Amélia de Mello,
Alcides Moreira Neto,
Maria Bernadete Bueno,
João Carlos Nogueira e Silva,
Doralice Delmondes Areco,
Hélio Antonio Zara de Souza,
Ailton Ferreira Gonçalves,
Marcelo Dib Rahim,
Ana Maria Lopes,
Mathias Heriberto Melgarejo,
Mario Eduardo Fernandes Abelha,
Elza Pereira da Silva,
Eraldo Sandes Magalhães,
Magnum de Souza Nogueira,
Francisco da Silva Bandeira,
Julian Pascual Mondragon,
Davy Windson Coqueiro Ferro,
Maria de Freitas Queiroz,
Draiton Antonio Braga de Oliveira,
Adriana Barbosa de Moraes,
Maria Aparecida Ribeiro de Souza, Danieli Manvailer de Carvalho,
Emerson Missiano da Silva,
Dimas Akucevikius Junior,
Maria Rosângela Sigrist,
Vânia Ferreira Rodrigues Margato,
Fernanda Isabela Freitas 
de Siqueira,
Léia Raquel Pires Debesa Torres,
Elsio de Oliveira Klain,
Eralicia Machado Damasceno,
Orlando Marin Cruz de Oliveira, Keila Rodrigues de Barros Vaz,
Sandra Cambui Pereira Dias,
Oscar Acosta Lescano,
Wilson Huberto Grunewaldt,
Luiz Cézar Freddi Lomba,
Eva Maria Saraiva,
Dr. Wilson Tavares de Lima, 
Amaury Domingos Candeloro.

Colaborou: Tatyane Gameiro

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