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Fernanda Montenegro chega aos 90 anos com carreira de sucesso

Atriz tem no currículo indicação ao Oscar e ganhou um Emmy

G1

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16/10/2019 - 17h01
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Fernanda Montenegro é um dos maiores orgulhos brasileiros. A atriz é a única brasileira indicada ao Oscar em categoria de atuação, primeira a ganhar um prêmio Emmy como melhor atriz e tem personagens fortes em quase 80 filmes, novelas e minisséries e centenas de peças de teatro.

Arlette Pinheiro - seu nome de batismo - completa 90 anos nesta quarta-feira (16) sem precisar se ancorar em glórias do passado. Até o final deste ano, ela estreia dois filmes. E guarda um terceiro para 2020.

A atriz não é do tipo que espera comemoração dos outros. Antecipou-se ao aniversário e lançou, em celebração da data, uma espécie de autobiografia: "Prólogo, ato, epílogo: Memórias", pela Cia das Letras.

Por suas páginas, Fernanda conta a história de sua família na Europa, os primeiros encontros com Fernando Torres (de quem é viúva), a trajetória artística e também a batalha quase eterna de ser mãe em meio a tudo.

Início da carreira

Nascida no Rio de Janeiro em 16 de outubro de 1929, Fernanda Montenegro é considerada uma das damas do teatro brasileiro. Filha de pai português e mãe italiana, tem como nome de batismo Arlette Pinheiro Esteves Torres.

Aos 15 anos de idade, ingressou na Rádio Ministério após participar de um concurso para radialistas. “Fiz um teste, li um poeminha. Achava que não daria pra nada, fui para casa. Dois meses depois, recebi telegrama pra me apresentar. Levei um susto”, recorda. Fernanda permaneceu na rádio por dez anos. Lá foi locutora, rádio atriz, redatora e adaptou contos e romances.

Foi nessa época que escolheu o nome artístico. “Eu redigia como Fernanda Montenegro. E era locutora como Arlette Pinheiro. E Fernanda Montenegro foi o que pegou.”

Em 1953, aos 23 anos de idade, se casou com o também ator Fernando Torres. Em agosto de 1962, a atriz deu à luz seu primeiro filho, Cláudio Torres, hoje diretor e produtor de cinema e publicidade.

Em 1965, nasceu Fernanda Torres. A caçula de Montenegro seguiu os passos da mãe e se tornou atriz, além de apresentadora e escritora.

Envelhecer

Em dezembro de 2012, ao falar sobre a personagem Dona Picucha, de "Doce de Mãe", Fernanda fez comentários sobre sua relação com a idade.

TELEVISÃO

'Babilônia' - 2015

Nesta novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, a personagem de Fernanda viveu um romance com a de Nathalia Timberg. As atrizes veteranas protagonizaram um beijo muito repercutido na época.

'Saramandaia' - 2013

Na segunda versão da novela, atualizada por Ricardo Linhares, a atriz era Candinha Rosado, autoritária e líder de uma das famílias mais importantes da cidade de Bole-Bole.

'Doce de mãe' - 2012

Começou como um especial de fim de ano, virou série e rendeu um Emmy de melhor atriz para Fernanda. Ela interpretou Dona Picucha, uma viúva que começa a se atrapalhar com pequenas coisas da vida e decide morar em um asilo.

'Passione' - 2010

A atriz teve grandes trabalhos pelas histórias de Sílvio de Abreu. Em "Passione", comandou, com Tony Ramos, a história de mãe e filho que se desconheciam.

'Belíssima' - 2006

Em 2006, Fernanda viveu uma das vilãs mais icônicas da dramaturgia brasileira. A matriarca da família Assunção era gananciosa, preconceituosa e sem escrúpulos - ela chegou a abandonar uma filha recém-nascida. A morte de sua personagem levou a uma pergunta crucial para a trama: "Quem matou Bia Falcão"?

'Zazá' - 1997

Fernanda dominou a faixa das 19h. Em "Zazá", de Lauro César Muniz, era Marisa Dumont, herdeira excêntrica da herança de Santos Dumont.

'Renascer' - 1993

Quando a novela das 21h ainda era das 20h, Fernanda viveu Jacutinga, dona de um bordel durante a primeira fase de "Renascer", de Benedito Ruy Barbosa. A participação especial foi rápida, mas bem elogiada.

'Cambalacho' - 1986

Ao lado de Gianfracesco Guarnieri, viveu a trambiqueira Naná na novela de Sílvio de Abreu, outro sucesso das 19h. Pobre e cheia das mutretas, a personagem tinha bom coração e ajudava crianças abandonadas. Mais uma vez Fernanda mostrava seu lado cômico e irônico. O sucesso da novela popularizou a expressão no país.

'Guerra dos Sexos' - 1983

"Guerra dos sexos" foi um marco das novelas das 19h. Fernanda dividiu o protagonismo com Paulo Autran, vivendo um casal de primos divididos entre amor e ódio e unidos por uma herança milionária. Charlô, a personagem, era feminista e desafiava a ordem da época.

'Brilhante' - 1981

Na trama de Gilberto Braga, ela foi Chica Newman, milionária controladora com ares de vilã. Ela era mau-caráter e tinha horror só de pensar em perder dinheiro e poder. Lutou ferrenhamente contra a censura à novela, que não podia citar a palavra homossexual. Inácio, vivido por Dennis Carvalho, era gay e filho de Chica. Fernanda lutou para que o texto seguisse na íntegra.

'Baila comigo' - 1981

A novela de Manoel Carlos foi a estreia de Fernanda na TV Globo. Na trama, ela tinha uma personagem secundária que foi ganhando espaço, a ex-atriz Sílvia Toledo.

CINEMA

'O amor nos tempos de cólera' - 2007

Um filme do diretor Mike Newell, baseado no romance de Gabriel García Márquez, com Javier Bardem e Benjamin Bratt e filmado na Colômbia. No filme, a brasileira foi Tránsito Ariza e brilhou mesmo em inglês.

'O outro lado da rua' - 2004

No suspense de Marcos Bernstein, vive Regina, mulher solitária que participa de um programa da polícia para denunciar pequenos delitos. O longa tem Raul Cortez e Laura Cardoso, e rendeu a Fernanda prêmios em festivais nacionais de cinema.

'O auto da compadecida' - 2000

A comédia de sucesso de Guel Arraes estrelada por Matheus Nachtergaele e Selton Mello tem uma participação super especial da atriz: ela é ninguém menos que Nossa Senhora, a própria Compadecida.

'Central do Brasil' - 1998

O filme mais prestigiado do Brasil, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor atriz por seu trabalho como a personagem Dora. Ele narra a jornada da professora aposentada Dora e do menino Josué, que acaba de perder a mãe e precisa encontrar o pai.

'O que é isso companheiro' - 1997

Dirigido por Bruno Barreto, concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1998. No longa sobre o sequestro real de um embaixador americano por guerrilheiros, a atriz é Dona Margarida.

'Eles não usam Black-tie'

Baseado na peça de Gianfrancesco Guarnieri, o filme fala sobre uma greve em uma fábrica e as consequências para as famílias de operários. Fernanda interpreta Romana, a matriarca da família principal. O longa foi indicado ao Leão de Ouro no festival de Veneza e venceu outros prêmios.

'A falecida' - 1965

Em 1965, interpretou Zulmira, personagem de Nelson Rodrigues em filme de Leon Hirszman e Eduardo Coutinho. Com uma vida pobre, o último desejo da personagem é ter um enterro luxuoso. Este foi seu primeiro filme.

OPORTUNIDADE

Brechó em Campo Grande vende marcas de luxo com até 70% de desconto do valor da loja

O LuxoDBrechó trabalha com grifes como Chanel, Gucci, Dior, Prada e Louis Vuitton, já os valores dos itens variam de R$ 170 a R$ 280 mil

20/03/2025 13h30

Brechó em Campo Grande vende marcas de luxo com mais de 50% de desconto; confira

Brechó em Campo Grande vende marcas de luxo com mais de 50% de desconto; confira Arquivo Pessoal

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De vários lugares do mundo para Campo Grande, as bolsas e sapatos ocupam as prateleiras do Luxo D'Brechó, os itens de segunda mão - ou second hand, na expressão em inglês da moda, são vendidos exclusivamente on-line com um atendimento exclusivo, pensado no conforto de cada cliente. 

“Era uma tradição familiar essa troca de itens entre as mulheres, então pensei que isso poderia virar um negócio, fiz especializações em moda fora do Brasil e criei o brechó”, diz Marina Ribeiro, proprietária da loja que está no mercado desde 2016.

O local trabalha com grifes como Chanel, Gucci, Dior, Prada e Louis Vuitton, já os valores dos itens variam de R$ 170 a R$ 280 mil. Vale ressaltar que para chegar até as prateleiras, Marina faz uma curadoria cuidadosa, que garante que todas as peças sejam autênticas e estejam em excelente estado.

De acordo com Marina, comprar em um brechó de luxo oferece diversas vantagens, inclusive adquirir itens exclusivos e edições limitadas de grifes renomadas, muitas vezes indisponíveis nas lojas convencionais. 

Brechó em Campo Grande vende marcas de luxo com mais de 50% de desconto; confiraBolsa LV à direita que custa R$ 4,7 mil - Gerson Oliveira

Os descontos também são outro ponto chamativo, por exemplo, uma bolsa da marca Louis Vuitton que no site está R$ 12 mil, no LuxodBrechó ela custa R$ 4.700,00, uma economia de 60,84%. 

Outra opção mais acessível são os óculos Ray Ban que custam a partir de R$ 170,00. Já na parte dos itens exclusivos, Marina conta que seu estoque conta com uma bolsa que é o sonho de muitas mulheres da marca Hermes, com couro de crocodilo - para ter uma ideia, se a pessoa quiser adquirir essa bolsa no site oficial, ele precisa estar entre os melhores clientes da marca, não são todos que têm acesso, alguns chegam a ficar em uma fila de espera durante anos. 

Sobre o preço, essa raridade está custando R$ 280 mil no LuxodBrechó, já no Google, se os leitores optarem por pesquisar, o valor pode chegar a R$ 2 milhões, dependendo do modelo e da raridade do material.

Entre outros itens estão bolsas e sapatos da marca queridinha Yves Saint Laurent e as famosas bolsas de mão da marca Gucci e Dior. 

A loja também possui uma extensa lista de clientes, bem conhecidos no mundo da moda e da internet, como Tata Estanieck, Mila Braga, Karina Affonso e Mari Gonzalez. 

Como funciona ? 

Para vender, Marina explica que as pessoas que desejam desapegar de peças de marca, paradas no armário, podem entrar em contato com ela, através do Instagram Luxodbrecho, onde também há telefone de contato.

Já para comprar, as vendas são feitas por meio do Instagram, WhatsApp ou site da loja (aqui). Vale lembrar que ela envia para todo o Brasil e alguns países também, como Suíça e EUA.

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ALIMENTAÇÃO & SAÚDE

Reduzir ou eliminar a proteína animal da dieta ajuda o meio ambiente

No Dia Mundial Sem Carne, saiba porque reduzir ou eliminar a proteína animal da dieta, além de fazer bem para o seu organismo, ajuda o meio ambiente, com menos metano na atmosfera e menos desmatamento

20/03/2025 10h00

Basta começar: nutricionistas garantem que, sim, é possível ter uma alimentação adequada, saudável e saborosa sem o consumo de carne ou com redução da proteína animal no cardápio

Basta começar: nutricionistas garantem que, sim, é possível ter uma alimentação adequada, saudável e saborosa sem o consumo de carne ou com redução da proteína animal no cardápio Reprodução

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“No meu caso, optei por parar de comer carne em 2009. Só para testar. Queria saber se conseguiria... e estou aqui até hoje. A ideia de viver causando o mínimo de dor possível a outros animais me apetecia naquela época e continua fazendo sentido para mim hoje. Então, acabo não pensando muito nas restrições”. Quem afirma é Guilherme Luís Teló, 35 anos, dono do restaurante vegetariano Mais Que Salada, na Rua Treze de Maio, no centro de Campo Grande, a menos de um quarteirão da Praça Ary Coelho.

Ele inaugurou o estabelecimento uma década depois de ter retirado a carne de seu cardápio pessoal. “Trabalhar em um restaurante que não serve nada de origem animal ajuda bastante, e gosto de pensar que 
o Mais Que Salada também ajuda muita gente, deixando o dia a dia mais prático e essas restrições mais fáceis de contornar”, conta Guilherme.

O Dia Mundial Sem Carne é comemorado anualmente em 20 de março. Seu objetivo é incentivar as pessoas a reduzir ou a eliminar o consumo de proteína animal. Visa ainda conscientizar sobre o processo produtivo da carne, mercado que envolve assuntos como crueldade e sofrimento animal, poluição e uso de recursos naturais, entre outros aspectos.

Criado em 1985 por movimentos ambientalistas e de proteção animal nos EUA, o Dia Mundial Sem Carne traz luz ao debate sobre a indústria da carne e a adoção de hábitos mais saudáveis e sustentáveis.

MERCADO DE US$ 20 BI

Conforme pesquisa da consultoria SkyQuest, o mercado global de alimentos veganos foi avaliado em US$ 20,14 bilhões no ano passado, mas deve alcançar os US$ 44,79 bilhões até 2032.

O crescimento desse mercado é alimentado por fatores como a procura por saúde e bem-estar, responsabilidade ambiental e melhores tecnologias de alimentos. Alternativas lácteas e substitutos de origem vegetal vêm impulsionando o mercado sem carne.

No entanto, o alto preço afasta alimentos veganos da mesa da maioria dos consumidores. 

A disponibilidade limitada desses alimentos em regiões inexploradas e em áreas rurais também é uma das barreiras do mercado.

Mesmo assim, as apostas no segmento continuam aumentando, talvez de olho no crescimento exponencial previsto para os próximos 10 anos. 

Inovações no desenvolvimento de produtos e a expansão do consumo nos países em desenvolvimento são algumas oportunidades observadas pelos investidores.

PROTEÍNA VEGETAL

A nutricionista Maria Tainara Carneiro defende que a data mostra que a proteína vegetal também é nutritiva. “É possível ter uma alimentação adequada, saudável, saborosa e sem o consumo de carne ou com uma redução do consumo dessa proteína”, diz ela, que também é professora de Nutrição da Estácio.

A proteína animal, segundo Maria Tainara, tem mais gorduras saturadas. Seu consumo em excesso facilita o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). 

“Com uma alimentação balanceada, é possível suprir a necessidade de nutrientes com as proteínas vegetais e demais tipos de alimentos”, explica.

Exemplos de vegetais ricos em proteínas incluem o feijão carioca cozido (4,8 g), feijão preto cozido (4,5 g), amendoim (25,4 g), grão de soja (16,2 g), nozes (14 g), castanha de caju (18,2 g) e aveia (15,4 g). Mas o menu de opções – verduras, grãos e castanhas – vai bem além desses exemplos.

MEIO AMBIENTE

Para produzir 1 kg de carne de boi são gastos cerca de 15,5 mil litros de água. Essa é a média global que leva em conta a criação de gado em países do Hemisfério Norte, conforme dados da Embrapa. No Brasil, os pesquisadores do órgão desenvolvem estudos para definir a pegada hídrica na pecuária brasileira.

O impacto também pode ser sentido na atmosfera. O metano liberado pelos arrotos (fermentação entérica) e pelos gases dos bovinos é um dos principais gases de efeito estufa. Além disso, as fezes dos animais emitem óxido nitroso (N0), outro composto que contribui para o problema.

Um estudo nacional de 2023 que integra o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) apontou que esses gases somaram 600 milhões de toneladas no ano, cerca de 26% do total de emissões do País. 

Para piorar, a expansão da pecuária para áreas de floresta acelera o desmatamento, que é uma das maiores fontes de emissões de gases de efeito estufa.

“DENTRO DO POSSÍVEL”

Ouvindo Guilherme Luís, percebe-se o que parece óbvio, mas muita gente não consegue levar em consideração quando deseja mudar os hábitos alimentares.

“‘Dentro do possível e do praticável’ não é uma máxima no veganismo à toa”, diz o restauranteur vegano. “É melhor começar com mudanças pequenas e graduais e tentar mantê-las no longo prazo do que fazer uma reviravolta maluca nos costumes e não conseguir manter essa mudança por muito tempo”, aconselha. 

Ou seja, um dia de cada vez.

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