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NOVELA

Fim da primeira temporada de “As Aventuras de Poliana”

Folhetim durou tempo demais, mas frente de capítulos se tornou providencial na pandemia
06/07/2020 10:00 - Márcio Maio/TV Press


 

Levar uma novela por 559 capítulos não é tarefa para qualquer um. Mas foi isso que Íris Abravanel fez com a primeira temporada de “As Aventuras de Poliana”, encerrada na última segunda-feira com a promessa de voltar em uma nova temporada, cujas gravações foram interrompidas em função da pandemia do novo coronavírus. Por um lado, a autora conseguiu ser responsável pelo único folhetim brasileiro inédito no ar durante os meses de maio e junho. Isso porque tanto Record quanto Globo interromperam suas novelas inéditas, substituindo-as por reprises, na falta de frente para terminá-las diante de um cenário com gravações suspensas. 

A explicação para o SBT ter se mantido com “As Aventuras de Poliana” no ar até o começo de julho é simples. Afinal, a emissora tem como costume adotar uma vasta frente de capítulos, o que não deixa muito espaço para mudanças em função da aceitação ou não de determinadas tramas. Para a pandemia, foi providencial. Mas, no que diz respeito à qualidade do trabalho, sabe-se que há um risco grande nesse hábito. Sem falar no fato de que, para diluir custos e garantir a mesma novela no ar ao logo de dois anos – a estreia de “As Aventuras de Poliana” foi em 16 de maio de 2018 –, haja barriga e mais do mesmo no texto. 

O primeiro ponto que chamou atenção nessa exibição tão esticada do folhetim foi o esvaziamento da protagonista em boa parte dos capítulos. Poliana, interpretada por Sophia Valverde, não deixou de aparecer. Mas outras “aventuras” tiveram de ganhar mais espaço para tentar tirar a história do marasmo. Não chegou a funcionar, mas, pelo menos, espaços foram abertos para que muitos nomes do elenco tivessem a chance de aparecer um pouco mais. Como a androide Ester, interpretada por Manuela Kfouri, e a veterana Mylla Christie, na pele da fútil Verônica, que passou a ter seus dramas pessoais mais explorados.

“As Aventuras de Poliana” também garantiu um bom momento para Thaís Melchior. Ela entrou no quarto mês de história, substituindo Milena Toscano, que ficou grávida e não teria como seguir interpretando Luísa, um dos principais personagens adultos da trama. A mudança fez bem à personagem, que foi deixando de lado o jeito mais sisudo e soube aproveitar bem as chances de dar um toque mais leve à tia de Poliana. Ela e Dalton Vigh, o Pendleton da trama, são certamente os principais destaques adultos ali. 

Por ter um elenco com muitas crianças no início das gravações e ter sido levada por tanto tempo no ar, “As Aventuras de Poliana” deve se beneficiar dessa pausa imposta pelo novo coronavírus. A ideia é explorar conflitos mais adolescentes nessa segunda temporada. E sabe-se que essa faixa etária – Sophia Valverde completa 15 anos no ano que vem, mas tinha acabado de fazer 12 anos quando começou a gravar como a personagem – é repleta de mudanças físicas marcantes. Sendo assim, essa lacuna entre as duas temporadas pode ajudar não só a dar um fôlego novo à história, mas também favorecer esse desabrochar de uma nova Poliana.

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.