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ENTREVISTA

Flavia Alessandra se delicia com as memórias de “Êta Mundo Bom!”

Atriz aguarda retomada de trabalhos de “Salve-se Quem Puder”
03/08/2020 10:00 - Márcio Maio/TV Press


A pandemia do novo coronavírus tem sido um período marcante para Flavia Alessandra. A atriz completou 46 anos nessa fase, no dia 7 de junho, e vem tendo a oportunidade de se rever na pele da ardilosa Sandra de “Êta Mundo Bom!”. Isso enquanto, aguarda o retorno das gravações de “Salve-se Quem Puder”, novela das 19h que teve os trabalhos interrompidos em função do isolamento social imposto pelo avanço da covid-19 no Brasil. E, a julgar pelas lembranças da atriz, não haveria papel melhor para rever do que a vilã loura da atual reprise do “Vale a Pena Ver de Novo”, da Globo. “A história era muito instigante para nós (atores). Amava receber os roteiros e saber o que a Sandra iria aprontar”, recorda.

Na trama, Sandra é sobrinha de Anastácia, interpretada por Eliane Giardini, uma viúva milionária e, aparentemente, sem herdeiros diretos. Só que a empresária teve um filho na juventude, que foi jogado em um rio a mando do pai dela, que não aceitava que a filha se tornasse mãe solteira. Ao descobrir que sua herança está ameaçada, ela faz de tudo para garantir que o filho de Anastácia, caipira e ingênuo Candinho vivido por Sergio Guizé, não fique com o dinheiro da família. “Ainda hoje, sempre tem alguém que vem comentar ou brincar como eu era malvada na novela. Adoro isso. É sinal de que o público comprou o trabalho”, conta.  

P – Como construiu a Sandra de “Êta Mundo Bom!”, para diferenciá-la da Cristina de “Alma Gêmea”, que fez tanto sucesso e alavancou sua carreira?

R – Apesar de as duas serem vilãs, Cristina e Sandra têm energias bem diferentes. Cristina era uma personagem mais carregada, amargurada... Ela só tinha um objetivo na vida: o Rafael, papel de Eduardo Moscovis. E isso a cegava de todos os jeitos. Toda a energia dela era canalizada. A Sandra, apesar de ser do mal também, tinha uma leveza, sabia aproveitar as situações. As vilãs do Walcyr são muito interessantes. Ele é um autor criativo, com uma mente sagaz, sou grata por ele ter me confiado essas duas personagens.

P – Qual foi a cena mais difícil de gravar durante “Êta Mundo Bom!”? E a mais divertida?

R – A novela tem muitas cenas boas. Entre as mais divertidas, o casamento falso da Sandra, que teve uma guerra de comida. Foi uma sequência maravilhosa e deliciosa de fazer. A mais difícil foi uma cena final, em que Sandra rasgava um colchão antigo, recheado de feno, e comia comida do chão. Foi difícil e, ao mesmo tempo, maravilhosa. Qualquer atriz gostaria de fazer aquela cena. Ela fica louca, depois desmaia... Foi muito marcante.

P – Você chegou a acreditar que a personagem poderia se redimir?

R – Ela deu um golpe na tia, roubou toda a fortuna. Isso foi muito ruim, muita ingratidão. Mas, em determinado momento, ela sequestra o filho do Candinho e da Filomena (personagens de Sergio Guizé e Débora Nascimento). Acho que não existe nada pior do que você mexer com uma criança indefesa. Não cheguei a pensar que ela iria se redimir. Sandra tinha atitudes muito coerentes com a falta de caráter dela. Não existia um remorso em suas ações.

P – A novela fez sucesso. Como era a repercussão da personagem?  

R – Apesar de ter tanto tempo de carreira, as pessoas ainda me confundem muito com as personagens. Sandra falava sempre “titia” de um jeito irritante. E eu via as titias me olhando torto, me encarando (risos).  

P – Quais as principais lembranças que você guarda da rotina de gravação?

R – Foi a minha última novela com o Jorge Fernando (diretor, que morreu em outubro do ano passado). Eu estava mais madura quando fiz “Êta Mundo Bom!”. E estava mais consciente da dupla que eu tinha no comando ali, que era o Jorge e o Walcyr. Fiquei muito em estado de alerta para tentar sugar o máximo daquela experiência. O Jorginho foi um grande mestre para mim. Foi um daqueles trabalhos que, quando chegou na reta final, já estava sofrendo que ia acabar.

 

Felpuda


As eleições do segundo turno, encerradas no domingo (29), descortinaram panorama de como será a briga eleitoral em 2022.

Os partidos das chamadas extremas direita e esquerda, no cômputo geral, tiveram o repúdio das pessoas nas urnas, que contrariaram, nos dias das votações, o dito popular de que na briga entre o rochedo e o mar quem apanha são os mariscos. Desta feita, decidiram escolher ficar em águas mais tranquilas pelos próximos quatro anos, evitando extremistas.