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ENTREVISTA

Gabriela Prioli no “CNN Tonight”

Destaque na programação da CNN Brasil, ela encara experiência como apresentadora
15/07/2020 09:54 - Caroline Borges/TV Press


Os últimos meses têm sido um turbilhão na vida de Gabriela Prioli. Após estrear na CNN Brasil em março, a advogada criminalista viu novas variantes em trajetória profissional se abrirem diante de seus olhos repentinamente. Após uma rápida, porém intensa, passagem pelo quadro “O Grande Debate”, Gabriela passou a ir além da posição de comentarista e começou a ganhar mais força no vídeo. Há pouco mais de dois meses participando do programa especial “O Mundo Pós-Pandemia”, ela estreia na posição de apresentadora à frente do “CNN Tonight”. “Estou aprendendo muito em pouquíssimo tempo. No ‘Mundo Pós-Pandemia’, tive a chance de conduzir as entrevistas e foi uma delícia de fazer. Nunca tinha feito isso. São tantas oportunidades diferentes em tão pouco tempo. Me sinto privilegiada. Pela primeira vez, quando ligou uma câmera, eu não me senti tão nervosa como quando estreei na tevê. Deve ser um bom sinal. Isso muito em virtude das companhias do programa também”, explica Gabriela, que comanda a produção ao lado de Mari Palma e do historiador Leandro Karnal. “É uma possibilidade de tratar de temas diversos, sérios e profundos, mas com uma leveza. É um respiro que estamos precisando depois de um dia intenso de hard news”, completa.

Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Mestra em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Gabriela não tinha ambições de trabalhar com televisão. Mas sempre nutriu o desejo de se comunicar de alguma forma sobre os assuntos e temáticas que acreditava. “Conforme os projetos foram aparecendo e se encaixavam nessa perspectiva mais ampla, eu encarei. Mas nunca foi nada direcionado ou desenhado. Sempre quis comunicar sobre coisas que acredito e de uma forma proveitosa, incitando o debate e a reflexão”, aponta. Com mais 520 mil inscritos em seu canal no Youtube e quase 1,5 milhão de seguidores no Instagram, a advogada também tem profissionalizado cada vez mais sua comunicação através das redes sociais. Recentemente, ela fechou uma parceria com a Play 9 - empresa que tem como sócio o “youtuber” Felipe Neto e está por trás dos canais de Giovanna Ewbank e Otaviano Costa. “Eu já trabalhava com essa demanda, mas ela foi tomando um protagonismo maior na minha vida. É uma equipe fantástica e gosto muito de todos (da Play 9). É uma parceria muito válida”, elogia.

P – O “CNN Tonight” é a terceira produção que você se envolve desde a estreia da CNN Brasil. Como esse projeto chegou até você? 

R – Desde que eu saí do quadro “O Grande Debate”, eu e a CNN já vínhamos discutindo um novo formato. Começamos a estruturar melhor as ideias e a gravar os pilotos. Sempre achei a ideia maravilhosa e, depois que descobri que seria ao lado da Mari e do Karnal, fiquei mais feliz ainda. Gosto muito de participar de tudo do programa. Dou minhas ideias, sugestões, falo das formas como gosto de abordar os assuntos. É muito gostoso participar de tudo.

P – O “CNN Tonight” não foca no “hard news”. As conversas, análises e debates giram ao redor de temas atuais. O programa é uma chance de ampliar sua atuação no canal além dos debates sobre política?

R – Acho que sim. É um conteúdo que já é possível encontrar na minha comunicação através das redes sociais e agora posso levar isso para a tevê. A gente é uma complexidade. Não podemos segmentar nosso tipo de conhecimento. A gente vai formando um repertório ao longo da vida e esse repertório faz a diferença na nossa forma de abordar os assuntos. Quando faço uma avaliação política, parto do meu repertório construído na advocacia. Quando falo de assuntos mais amplos como felicidade, por exemplo, eu trago meu repertorio construído na advocacia e nos meus comentários políticos na tevê. O que a gente adquiriu ao longo da vida faz a diferença na hora que queremos nos comunicar.

P – Atualmente, o debate político está bastante polarizado. Como você busca fugir das constantes rotulações impostas, principalmente, pelas redes sociais?

R – É natural as pessoas quererem colocar a gente em uma caixinha. Quanto mais as pessoas couberem em uma caixinha, mais confortável a gente se sente. Elas ficam em um lugar que a gente deu para elas e não gera nenhum ruído na nossa percepção de mundo. Eu acredito muito que o mundo se apresenta mais complexo do aquele que se mostra em caixinhas. É uma polarização normal dentro do contexto político que estou inserida. As pessoas, às vezes, ficam em dúvida comigo. Acho isso muito positivo. Ao acompanhar minhas opiniões, as pessoas vão saber meus posicionamentos.

P – Desde a sua estreia na CNN, você viu sua repercussão crescer bastante entre o público. Como você tem lidado com essa exposição do vídeo e sua vida privada?

R – No começo, fiquei assustada com a repercussão da estreia. Claro que é muito legal a gente ver essa repercussão positiva. Foi gratificante. Mas ainda estou processando tudo, tenho um caminho a percorrer. Não sinto muito isso da exposição. Compartilho uma parte da minha intimidade nas redes sociais. É o que estou disposta a compartilhar. É natural as pessoas terem curiosidade e eu vou estabelecendo meus limites do que compartilhar ou não. 

P – Pouco tempo após a estreia de “O Grande Debate”, você decidiu deixar a produção. Como esse posicionamento foi importante para a sua relação com a CNN a partir daquele momento? 

R – Acho que assumir o que a gente acredita, de forma firme e encarando as consequências que isso representa, faz com que as pessoas com quem a gente se relaciona vejam que temos um posicionamento e somos transparentes em relação a ele. Isso é positivo para qualquer relação. Por isso, busco ser muito transparente sempre em minhas opiniões e posicionamentos. 

 
 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.