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SAÚDE

Doença celíaca aparece ainda na infância e pode causar diarreia, perda de peso e anemia

Doença pode ser definida como uma reação exagerada do sistema imunológico ao glúten
01/02/2021 10:00 - Naiane Mesquita


De origem genética, a doença celíaca pode ser definida como uma reação exagerada do sistema imunológico ao glúten, um tipo de proteína encontrada em cereais como trigo, centeio, malte e cevada. Sem o diagnóstico adequado, a doença pode causar diarreia, anemia, perda de peso, osteoporose e até deficit de crescimento em crianças.  

“É uma desordem sistêmica autoimune desencadeada pela ingestão de alimentos que contém glúten. O consumo da proteína causa uma inflamação crônica da mucosa do intestino delgado, atrofiando as vilosidades intestinais e resultando na má absorção intestinal de macronutrientes – como carboidratos, gorduras e proteínas – e micronutrientes – vitaminas e minerais –, além das suas manifestações clínicas”, afirma a nutricionista Luciane Gonzalez.  

A doença costuma aparecer na infância, logo nos primeiros anos de vida. Foi o caso de Thais Leite Vianna, de 8 anos, que descobriu a doença aos 3 anos. “Minha filha de 8 anos é celíaca. Tem a minha sobrinha, que tem apenas seis meses de diferença dela, que também é e recentemente meu irmão, com 50 anos, que descobriu no ano passado que é celíaco. A primeira a ser diagnosticada foi a minha sobrinha, ela tinha apenas 2 anos”, explica a mãe de Thais, Luciene Ribeiro Leite.  

O diagnóstico da prima foi decisivo para os médicos desconfiarem que Thais era celíaca. “A médica automaticamente pediu todos os exames, porque é uma doença genética. Quando eu relatei que já tinha um caso, o diagóstico da minha filha foi mais rápido”, explica Luciene.  

O principal sintoma de Thais era a diarreia. “Ela ia ao banheiro três ou quatro vezes ao dia e chegou a apresentar sangue nas fezes. E quando a gente não sabe, acaba oferecendo o alimento que ela aceitava, e nisso ia pão, macarrão – não sabia que estava piorando as coisas”, conta a mãe.  

Segundo a nutricionista, o diagnóstico normalmente é feito por meio de exames de sangue. “Os exames do anticorpo antitransglutaminase tecidular (AAT) e do anticorpo antiendomísio (AAE) são altamente precisos e confiáveis, mas insuficientes para um diagnóstico. A doença celíaca deve ser confirmada encontrando-se certas mudanças nos vilos que revestem a parede do intestino delgado”, frisa Luciane. O diagnóstico deve ser feito por um médico gastroenterologista. 

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