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SOLIDARIEDADE EM FOTOS

Grupo de fotógrafos cede imagens para campanha que arrecada fundos para favelas de Campo Grande

Obras foram doadas pelos fotógrafos e serão vendidas por R$ 100,00; dinheiro vai para a Cufa
02/07/2020 07:00 - Naiane Mesquita


 

A pandemia do novo coronavírus não trouxe apenas problemas de saúde pública. As medidas de biossegurança adotadas pelos governos para tentar diminuir o contágio da doença impactaram diretamente a economia e o desemprego, problema antigo no País.

Para tentar amenizar os impactos socieconômicos emergenciais das classes mais desassistidas, um grupo de fotógrafos se uniu em prol da campanha “100FotosParaMS”.  

A ação criou uma galeria virtual com 100 obras fotográficas, as quais estão à venda desde ontem (1º), pelo valor de R$ 100,00. As imagens foram cedidas pelos autores sem custo para a ação solidária.  

“Quem teve toda a ideia foi Aline Teodoro, uma fotógrafa de Nova Andradina. Minha família é toda de lá e por isso a gente já se conhecia. Ela é mais antenada do que eu nas redes sociais e observou campanhas semelhantes em Porto Alegre, Belém e Minas Gerais”, explica o jornalista, fotógrafo e um dos organizadores, Gustavo Maia, 27 anos.  

Atualmente morando em Minas Gerais, onde cursa Artes Cênicas, Gustavo explica que a intenção da campanha é reunir profissionais de Campo Grande e também do interior do Estado.  

“O desafio foi alcançar fotógrafos do interior. Foi com base na rede de contatos, e cada um indicava outro fotógrafo que conhecia, profissionais que fazem desde ensaio de gestantes até casamento. Quando conseguimos 100 participantes, fomos em busca de uma equipe que auxiliasse na campanha, na identidade visual do projeto, na construção do site e na divulgação da ação. Entramos em contato com os profissionais de outros estados que estavam realizando ações semelhantes para descobrir como eles estavam organizando a logística da campanha, até que conseguimos criar e colocar o site no ar”, frisa.

Solidariedade

As fotos ficarão à venda por 30 dias, em uma galeria virtual. Com o dinheiro arrecadado pela campanha em Mato Grosso do Sul, a entidade escolhida pelo grupo para receber os recursos arrecadados foi a Central Única das Favelas (Cufa), coletivo que desenvolve ações assistenciais em comunidades periféricas na Capital e tem expandido sua atuação para cidades do interior, como Dourados e Três Lagoas.

Diversidade

Na galeria virtual do projeto, há produções de estilos diferentes, que mostram o cotidiano, as manifestações religiosas e a exuberância da natureza.  

A venda das obras acontecerá no próprio site da campanha, sem limite de cópias. Isso significa que várias pessoas poderão escolher a mesma fotografia e o comprador também poderá adquirir mais de uma impressão da mesma obra, caso queira. Os próximos passos, após o encerramento do período de vendas e o repasse do lucro para a entidade apoiada, são a impressão e o envio das fotografias, mas estes só serão feitos quando estiver seguro para todos, em virtude da pandemia de coronavírus.

Parceiros

O grupo ainda espera encontrar parceiros para viabilizar o envio das fotografias e outros gastos com o site. “Todo mundo da equipe é voluntário, mas a campanha tem alguns gastos inevitáveis, como taxas cobradas pelo site, seguro das operações de venda, a impressão das fotos e o envio pelos correios, por exemplo. São coisas que a gente vai ter que pagar. A gente espera que os empresários, ao verem a causa da nossa campanha, se sensibilizem e venham somar com a gente”, acredita Maia.  

Além das fotografias que estão disponíveis na galeria, Maia frisa que o grupo aceita mais participantes. “Estamos aceitando doações de fotografia. Qualquer fotógrafo de Mato Grosso do Sul que queira doar, é só entrar em contato”, ressalta.  

Serviço – Para visitar a galeria e comprar as obras, basta acessar www.100FotosParaMS.com.br. As vendas ocorrerão durante um mês. As fotografias também estão disponíveis no perfil instagram.com/100fotosparams.

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.