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ENTREVISTA

Hélio de La Peña valoriza e encontra outras formas de fazer comédia na tevê

Atualemten, o ator está no ar na edição especial de “Totalmente Demais”
01/09/2020 15:00 - Caroline Borges/TV Press


Hélio de La Peña já tinha uma extensa carreira na tevê quando surgiu a oportunidade para “Totalmente Demais”. O ator, que ficou conhecido por integrar o elenco da trupe do “Casseta & Planeta”, estreou nas novelas na trama de Rosane Svartman e Paulo Halm. Apesar de veterano no vídeo e conhecer bem os meandros da comédia, Hélio precisou encontrar uma nova forma de fazer humor dentro da dramaturgia naturalista dos folhetins. “O comando do diretor era para que eu fizesse uma graça menor do que aquela que eu estava acostumado (risos). Eu vivia um advogado mais educado e contido. Foi muito legal experimentar um humor mais realista”, relembra o ator, que voltou ao ar como o focado Zé Pedro na edição especial de “Totalmente Demais”.

A novela voltou ao ar em decorrência da paralisação dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, por conta do avanço da pandemia de Covid-19. Hélio, inclusive, entrou para as estatísticas e faz parte dos mais de 3 milhões de brasileiros que foram infectados pelo novo coronavírus. O ator sentiu os primeiros sintomas da doença no final de abril. “Fiquei cansado e com muita febre. Mas, quando fiz o exame para confirmar, os sintomas já estavam melhorando. Foi bem leve. Desconfio que peguei em alguma ida ao supermercado. Eu era o responsável pelas compras aqui em casa. Só saía para fazer mercado e dar foto para um paparazzo que eu alimento aqui perto (risos)”, brinca.

P – A trama de “Totalmente Demais” foi sua estreia no universo dos folhetins. Qual foi a importância dessa experiência na sua trajetória?

R - Foi a minha primeira e única novela até hoje, com um elenco de primeira e o desafio de apresentar um outro tom de humor me levaram a aceitar o convite. Foi muito legal experimentar um humor mais realista. O “Casseta & Planeta, Urgente!” tinha um tom mais exagerado, sobretudo nos personagens. Na novela, tive de baixar a bola, trabalhar numa frequência mais sutil. Foi muito legal a experiência. O comando do diretor era sempre fazer menor. Não era o tipo de comédia que eu estava acostumado a fazer. Tinha uma estética mais naturalista. Não precisava ser caricato. Na verdade, a grande comicidade do núcleo estava com a Samantha (Schmütz).

P – Em que sentido?

R – O Zé Pedro faz contraponto à sua mulher, Dorinha (Samantha), é um advogado sério, mas o público esperava por um momento em que ele se revelaria um picareta, o que não aconteceu. Me diverti com a expectativa dos fãs, causada pela imagem criada pelo “Casseta & Planeta”. Ali, ao contrário do que se costuma ver, um negro pode ser o advogado de uma grande empresa, caso do meu Zé Pedro. Além disso, era um advogado negro que tinha família, tinha um núcleo. Quando tem um médico negro na novela, por exemplo, a gente só vê no consultório. O Zé Pedro tinha um núcleo. A melhor forma de combater o racismo estrutural é mostrando que é possível escalar negros para outros papéis, além dos clássicos bandido-traficante-policial.

P – Quais são as principais recordações que você carrega desse trabalho?

R - As minhas lembranças são do alto astral nos bastidores e nas gravações. A gente tinha um ambiente ao mesmo tempo sério e divertido, formamos uma grande família, elenco, direção, produção. Destaco a parceria com a Samantha Schmütz, sempre divertida, e com o Humberto Martins, com quem contracenei muito. Minha família fazia a maior zona na casa da Carol (Juliana Paes).

P – Você tem conseguido se manter ativo artisticamente durante essa quarentena?

R – Estamos descobrindo novas formas de trabalhar. Gravei uma insta série e, aos sábados, faço a minha live nas redes sociais. Fui inventando formas de trabalhar. Consegui escrever alguns projetos também. O bom de você ficar isolado e não encontrar outras pessoas é que consegue dar uma concentrada no que tem de fazer. Mas o melhor de tudo, claro, foi a convivência familiar ter se intensificado.

P – Como assim?

R - Não tenho do que reclamar. Tenho o privilégio de morar numa casa ampla e confortável. Minha família está toda bem instalada. Estou achando o máximo essa convivência intensa. Mas não sei se meus filhos adolescentes pensam igual (risos). Agora a gente almoça e janta junto. Estamos malhando todos juntos. Temos quase uma academia aqui em casa. Porém, somos uma exceção dentro do Brasil. Estou preocupado com as mães das favelas, que sabem da importância do confinamento, enquanto não sabem como vai ser o dia de amanhã. 

 
 

Felpuda


Figurinha está trabalhando intensamente para tentar eleger a esposa como prefeita de município do interior.

Até aí, uma iniciativa elogiável. Uns e outros, porém, têm dito por aí que seria de bom tom ele não ensinar a ela, caso seja eleita, como tentar fraudar folha de frequência de servidores. 

Afinal, assim como ele foi flagrado em conversa a respeito com outro colega, não seria nada recomendável e poderia trazer sérias consequências. Só!