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ENTREVISTA

Henri Castelli, atualmente está no ar na reprise da novela “Flor do Caribe”

O ator ressalta aprendizados com mocinho vingativo na trama de Walther Negrão
21/09/2020 14:44 - Caroline Borges/TV Press


Henri Castelli colecionou mocinhos ao longo de sua trajetória na tevê. Seu porte atlético, olhos azuis e traços finos levaram o ator facilmente ao posto dos típicos personagens bom moço. Ainda assim, ao se deparar com o nobre Cassiano de “Flor do Caribe”, ele se surpreendeu ao perceber que ainda tinha muito que descobrir e aprender sobre os tradicionais mocinhos de novela. A saga vingativa do piloto da Aeronáutica deu a Henri um novo leque de possibilidades para construir seus personagens dali por diante. “O Cassiano me fez enxergar o mocinho de um jeito diferente. Na minha cabeça, o mocinho era sempre o politicamente correto, não podia tramar nada e nem bater em ninguém. A traição do amigo transforma o personagem e dá uma carga de humanidade nele. Isso tudo foi muito forte”, relembra.

Na história assinada por Walther Negrão, Cassiano é um homem de origem humilde, criado em meio a muitas privações, mas que, à custa de um grande esforço e perseverança, conseguiu realizar o sonho de menino e ingressar na Aeronáutica, onde é um dos melhores pilotos. Bom filho, bom irmão, seu objetivo maior é casar com Ester, papel de Grazi Massafera, e dar a ela uma vida à altura dos sonhos que os dois construíram ao longo dos anos. Porém, o rapaz não contava com ganância e inveja de Alberto, interpretado por Igor Rickili. Enganado pelo vilão e melhor amigo, Cassiano é dado como morto durante uma viagem para a Guatemala. “Eu acho que traição de amigo é pior que de mulher. O amigo é aquela pessoa para quem você conta tudo. Ele foi traído da pior forma que existe. O Cassiano volta tramando uma enorme vingança. Ele quer retomar a família, custe o que custar”, defende. 

P – “Flor do Caribe” não foi sua primeira novela com Walther Negrão. Você já havia participado de outros trabalhos, como “Araguaia” e “Como Uma Onda”. Como é a sua relação com o autor? 

R – A gente se dá muito bem e estamos sempre nos falando. Quando soube da reprise, a primeira coisa que fiz foi ligar para o Negrão. Fiz quatro novelas dele. Comentei com ele sobre a reprise e ele estava que nem uma criança. A gente se divertiu muito nesse trabalho e também fiz outras grandes amizades.

P – A novela foi ao ar originalmente em 2013. Ficou surpreso com a escolha do folhetim para voltar ao ar nesse período de isolamento social?

R – Fiquei muito surpreso com a volta. Essa novela foi muito especial e aconteceu em um momento importante da minha vida pessoal. É um projeto com ação, romance e aventura. Deu muito trabalho para a gente, mas fizemos com alma e identidade. A gente ficou meio sem saber se voltaria ou não. Tinham alguns rumores, mas foi tudo meio inesperado. É um presente ver essa novela duas vezes. Na época, minha filha estava nascendo e agora vai poder acompanhar tudo.

P – Na produção, você formou par romântico com a Grazi Massafera. Como vocês construíram essa parceria em cena? 

R – Ela foi uma das primeiras pessoas com quem falei quando soube da novela. Liguei para ela e falei para irmos com tudo, somos pé quente e vamos ser sucesso. Avisei que iríamos trabalhar muito, mas seríamos bem felizes. Ela estava bastante nervosa e eu também estava. Mas alguém tinha de estar calmo para acalmar o outro. Sabia que seríamos grandes parceiros e foi tudo certo. A Grazi é muito rápida, tem grandes sacadas em cena e generosa demais. Ela merece todo o sucesso que está vivendo. É um grande talento.

P – Tem alguma cena específica que você gostaria de rever nessa edição especial?

R – A sequência em que a gente gravou a fuga do Cassiano junto com o Duque (Jean Pierre Noher). Lembro que cheguei com o cabelo cortado. O Jayme (Monjardim) quase teve um treco. A gente colocou uma peruca para dar uma ideia de passagem de tempo. Sempre pego o Jayme de calça curta (risos). Em outra novela também dei um susto nele parecido. Essa sequência da fuga é justamente quando o Cassiano começa a ver uma luz no fim do túnel literalmente.

P – Antes das gravações no Rio de Janeiro, vocês ficaram 45 dias gravando no Rio Grande do Norte. Quais lembranças você tem dessa viagem?

R – Eu amei ficar no Rio Grande do Norte. Não queria mais voltar e olha que a gente ficou bastante tempo. Até hoje, na pousada em que ficamos, tem nossos recados na parede. A gente nunca mais teve essa oportunidade de ficar tanto tempo gravando em um lugar. Muita coisa mudou. Já conhecia o Rio Grande do Norte. Tinha feito muito teatro por lá. Mas, depois da novela, fiquei ainda mais conectado com a região. Um dos lugares que mais me impactou, sem sombra de dúvidas, foi Currais Novos.

P – Por quê? 

R – Gravamos nas minas de lá e fiquei muito impressionado com tudo. Não queria sair de lá, queria fazer das pedras travesseiro e dormir por ali. Foi uma grande aventura. A mina ficava a quase 200 metros de profundidade. O Jayme acertou demais nas escolhas das locações. Foi um golaço. Tudo muito bem pensado. Gravamos no Rio Grande do Norte, Guatemala e ainda tínhamos as gravações nos Estúdios Globo, em estúdio e as locações na rua do Rio. Era uma loucura.

P – Na trama, o Cassiano era piloto de caça da Aeronáutica. Como foi seu trabalho de composição?

R – Eu já tinha feito um piloto em “Um Anjo Caiu do Céu”, mas não tive essa vivência e experiência tão rica como foi em “Flor do Caribe”. A gente passou 11 dias na base área de Natal. A gente gravava dentro dos caças, tivemos palestra e aulas com os comandantes. Cheguei a aprender a dar alguns comandos de subida e descida. Mas, honestamente, não sou muito fã de experiências radicais (risos). Acho que é algo da idade. Vai ser difícil viver aquilo tudo de novo. Na tevê parecia que eu era que estava pilotando, mas não era. 

P – Como assim? 

R – Quando você está aprendendo, o piloto iniciante fica na primeira cadeira e o instrutor ou piloto verdadeiro vai atrás, comandando tudo. Então, quem não conhece, pensa que sou eu que estou comandando o avião. Além disso, o cameraman conseguia pegar ângulos e closes incríveis de mim no ar. Era muito sensacional. Tem de ter um preparo muito forte. O impacto de voar naqueles caças era enorme, mas cansa muito. A gravidade é intensa demais. Quem voava e tinha avião de verdade era o Max Fercondini. Ele ajudava muito a gente nos bastidores.

Amigos além da fronteira

A experiência profissional acumulada em “Flor do Caribe” foi gigantesca para Henri Castelli. No entanto, os laços de amizade que construiu ao longo da novela também foram marcantes. O ator franco-argentino Jean Pierre Noher virou um dos melhores amigos de Henri. Os dois seguem em contato até hoje intensamente. “A gente chorava de rir nos bastidores. Ficamos muito amigos. Quando vou para Buenos Aires, na Argentina, fico na casa do Jean. Acho que fomos mais casal do que eu e a Grazi (risos)”, brinca.

Além de Jean Pierre, Henri também mantém contato com outros colegas de elenco. O período de gravações no Rio Grande do Norte e na Guatemala foi fundamental para aproximar todos os atores. “Temos grupos no Whatsapp até hoje. A gente se divertiu muito e fizemos muitos amigos. Do elenco, da equipe... Nos falamos sempre e formamos uma família. Tivemos as viagens, sendo 45 dias no Rio Grande do Norte, e quase 30 dias na Guatemala, e isso uniu muito a gente. A diferença que isso fez na novela transpareceu no ar”, valoriza.

Ansiedade de reestreia

Henri Castelli não esperou a reestreia da novela para conferir seu desempenho no vídeo. Antes que o folhetim voltasse ao ar na grade da Globo, o ator começou a rever a obra através do aplicativo Globoplay, em que a trama está disponível na íntegra. “Vi a primeira semana toda da novela no Globoplay. Tive uma curiosidade de ver como eu estava naquela época. Não me achei mais velho ou coisa assim. Mas estranhei muito estar sem barba. Eu não costumo fazer personagens sem barba e, na vida real mesmo, eu uso barba”, explica.

Enquanto revia os primeiros capítulos da novela, Henri também relembrou do começo das gravações na base aérea. O ator revisitou a sensação da adrenalina de gravar em um dos caças. “Lembrei da gente gravando a primeira cena do capítulo de estreia. Eu já estava nervoso no avião e, então, o Leo Nogueira (diretor) falou que era a primeira cena da novela. Fiquei um pouco tenso”, ressalta. 

Instantâneas

# Henri Castelli chegou a ser anunciado como um dos participantes da nova temporada da “Dança dos Famosos”. No entanto, o ator precisou deixar a competição por conta de um problema no tornozelo.

# O ator esteve no ar recentemente. Em abril, ele encerrou sua participação na temporada “Malhação – Toda Forma de Amar”.

# Henri estreou na tevê em uma pequena participação na minissérie “Hilda Furacão”. 

# O ator é pai de Lucas Fontana, de 13 anos, fruto de seu relacionamento com a modelo Isabeli Fontana, e de Maria Eduarda, de 6, da relação com a empresária Juliana Despiritom.R – Eu já tinha feito um piloto em “Um Anjo Caiu do Céu”, mas não tive essa vivência e experiência tão rica como foi em “Flor do Caribe”. A gente passou 11 dias na base área de Natal. A gente gravava dentro dos caças, tivemos palestra e aulas com os comandantes. Cheguei a aprender a dar alguns comandos de subida e descida. Mas, honestamente, não sou muito fã de experiências radicais (risos). Acho que é algo da idade. Vai ser difícil viver aquilo tudo de novo. Na tevê parecia que eu era que estava pilotando, mas não era. 

 
 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!