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hidrocefalia oculta

Ícone da TV, cinema e teatro, Tônia Carrero não voltará a falar e andar

Ícone da TV, cinema e teatro, Tônia Carrero não voltará a falar e andar

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Ícone da TV, do cinema e do teatro, Tônia Carrero perdeu, há sete anos, a fala e os movimentos das mãos e das pernas. A atriz, de 93 anos, foi diagnosticada em 2000 com uma doença chamada de hidrocefalia oculta, e, desde então, vive reclusa em sua casa, na Zona Sul do Rio, sob os cuidados e o carinho dos familiares.

O médico neurocirurgião José Ricardo Pinto que operou Tônia por duas vezes, em 2000 e em 2008, para entender mais da doença e saber do real estado, disse que boa parte dos pacientes diagnosticados acabam se curando, mas acredita que o caso de Tônia seja irreversível devido a idade da atriz. "Ela não se recupera mais".

A hidrocefalia oculta é uma doença rara e grave, doutor?

Não é uma doença rara. Com o advento da doença do Alzheimer e outra demências, começou a se observar que alguns pacientes idosos tinham uma troca inadequada do líquido que a gente tem dentro do cérebro, que é produzido e reabsorvido nas 24 horas do dia. Ou seja, o cérebro produz líquido mas não absorve tudo o que o produziu. Então, vai acumulando líquido até se formar uma hidrocefalia, que é um acúmulo de líquido dentro do cérebro. Essa pressão não é muito alta, ela só fica alta em alguns momentos. Por isso que, antigamente, quando se descobriu a hidrocefalia do adulto, media-se a pressão desse líquido, e essa pressão era normal. E aí então, passou a se chamar hidrocefalia oculta ou hidrocefalia de pressão normal. Mas o nome correto é hidrocefalia de pressão intermitente, ou seja, a pressão às vezes está alta e às vezes baixa.

Qual é o tratamento?

O tratamento é a colocação de uma válvula no cérebro, que vai funcionar tirando o excesso desse líquido.

Por quê a Tônia Carrero foi operada duas vezes?

Operei a Tônia em 2000, quando ela foi diagnosticada. Na ocasião, coloquei uma a primeira válvula no cérebro dela. Mas era uma válvula convencional, normal. E, com o tempo, essa válvula se obstruiria. E, então, surgiu uma válvula programável, mais moderna, que ela passou a usar em 2008.

E o caso dela tem cura?

Quando mais cedo você faz o diagnóstico, melhor o resultado. Têm casos que melhoraram com a válvula. A Tônia tem mais de 90 anos... Quando a válvula foi colocada pela primeira vez, ela teve uma reposta muito boa, inclusive, voltou a trabalhar, fez uma peça no Rio... Acontece que depois disso, a doença se mistura, por consequência da atrofia do cérebro, por conta da idade mesmo, o cérebro não consegue se manter lúcido na maioria das pessoas. A Tônia teve, por conta da própria doença, a evolução dela. Ou seja, aí já não era nem a hidrocefalia, mas, sim, era a hipertrofia do cérebro, que já ocorreu por conta da idade, fazendo que ela perca os movimentos das mãos e das pernas. É como se se fosse uma vela que vai se pagando. Não adiantava mais mexer na válvula, porque já era um problema da atrofia do cérebro. Ela não recupera mais, de forma alguma.

Muita gente acreditou que Tônia estava com mal de Alzheimer

Ela nunca teve Alzheimer. Essa é outra doença. No caso dela, quando se suspeitou que ela tinha Alzheimer, logo foi diagnosticado com hidrocefalia. Eu tenho pacientes que vivem hoje normalmente, que dirigem e recuperaram os movimentos, porque operaram logo. Já operei muitos pacientes com essa doença e que voltaram à vida normal.

Cinema

Confira as estreias da semana nos cinemas de Mato Grosso do Sul

Após 9 anos de espera, continuação de Divertida Mente chega às telonas

20/06/2024 16h00

Dublada por Tatá Werneck, a Ansiedade é uma das novas emoções apresentadas em Divertida Mente 2

Dublada por Tatá Werneck, a Ansiedade é uma das novas emoções apresentadas em Divertida Mente 2 Reprodução

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Com elenco de peso na dublagem brasileira, a animação da Pixar, Divertida Mente 2, estreia hoje nos cinemas nacionais. Foram nove anos de espera para o público poder finalmente acompanhar as emoções da pré-adolescência da Riley.

Os dubladores das emoções na versão brasileira são: Miá Mello (Alegria), Katiuscia Canoro (Tristeza), Leo Jaime (Raiva), Otaviano Costa (Medo), Dani Calabresa (Nojinho), Tatá Werneck (Ansiedade), Gaby Milani (Inveja), Eli Ferreira (Tédio) e Fernando Mendonça (Vergonha).

Confira a lista completa de estreias abaixo:

Sinopses

Divertida Mente 2

Divertida Mente 2 marca a sequência da famosa história de Riley (Kaitlyn Dias). Com um salto temporal, a garota agora se encontra mais velha, com 13 anos de idade, passando pela tão temida pré-adolescência. Junto com o amadurecimento, a sala de controle mental da jovem também está passando por uma demolição para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções. As já conhecidas, Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Raiva (Lewis Black), Medo (Tony Hale) e Nojinho (Liza Lapira), que desde quando Riley é bebê, eles predominam a central de controle da garota em uma operação bem-sucedida, tendo algumas falhas no percurso como foi apresentado no primeiro filme. As antigas emoções não têm certeza de como se sentir e com agir quando novos inquilinos chegam ao local, sendo um deles a tão temida Ansiedade (Maya Hawke). Inveja (Ayo Edebiri), Tédio (Adèle Exarchopoulos) e Vergonha (Paul Walter Hauser) integrarão juntos com a Ansiedade na mente de Riley, assim como a Nostalgia (June Squibb) que aparecerá também.

Diretor: Kelsey Mann

Duração: 1h 36 min

Classificação indicativa: Livre

Título original: Inside Out 2

Onde ver: 

  • Campo Grande: Cinemark (Shopping Campo Grande), Cinépolis (Shopping Norte Sul) e UCI (Shopping Bosque dos Ipês)
  • Três Lagoas: Cinépolis (Shopping Três Lagoas)
  • Dourados: Cine Araújo (Shopping Avenida Center)

 

Bandida - A Número Um

Bandida - A Número Um é um filme nacional de ação dirigido por João Wainer (A Jaula, Pixo) que se passa no Rio de Janeiro da década de 80 e acompanha a história de Rebeca (Maria Bomani), vendida pela avó aos nove anos de idade para o homem que comandava a comunidade da Rocinha. Anos depois, em meio à incessante disputa de território entre os bicheiros e traficantes, as dinâmicas de poder do local passam por mudanças, e Rebeca - agora viúva do traficante-chefe - deve assumir o comando da Rocinha. Assim, se inicia uma eletrizante trajetória de crime, violência, drogas e amor.

Diretor: João Wainer

Duração: 1h 22 min

Classificação indicativa: 18 anos

Onde ver: 

  • Campo Grande: Cinemark (Shopping Campo Grande), Cinépolis (Shopping Norte Sul) e UCI (Shopping Bosque dos Ipês)
  • Três Lagoas: Cinépolis (Shopping Três Lagoas)

 

Clube dos Vândalos

Clube dos Vândalos é um filme ficcional baseado no livro fotográfico de Danny Lyon, que documentou a ascensão de um clube de motociclismo no Centro-Oeste dos EUA durante a década de 1960. Na trama, acompanha-se a ascensão dos Vândalos, um clube de motociclistas, sob o olhar de Kathy (Jodie Comer), uma das integrantes do grupo e também casada com Benny (Austin Butler), um motociclista selvagem e imprudente e melhor amigo de Johnny (Tom Hardy), o líder do grupo. Iniciando apenas como um clube local de forasteiros unidos pela paixão pelas motos barulhentas e o respeito por seu líder, ao longo dos anos a vida dos Vândalos se torna mais violenta e gananciosa, ao ponto de se tornarem uma perigosa gangue. Kathy faz o possível para acompanhar a natureza indomável de seu marido, sua cega lealdade a Johnny, e também pela sua atenção, que muitas vezes é voltada apenas para Johnny. Encurralados pelo destino violento do grupo, os três precisam decidir sobre a lealdade do clube e entre si.

Diretor: Jeff Nichols

Duração: 1h 56 min

Título original: The Bikeriders

Classificação indicativa: 16 anos

Onde ver: 

  • Campo Grande: Cinemark (Shopping Campo Grande)

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Alimentação e Saúde

Plantas alimentícias não convencionais rendem boas refeições, fazem bem à saúde e custam pouco

Elas estão mais perto do que você imagina, rendem boas refeições, fazem bem à saúde, custam pouco e podem até ser facilmente cultivadas em casa; conheça as Pancs, tema de um projeto que o Sesc Mais lança hoje, em parceria com o Recanto das Ervas

20/06/2024 10h00

Andryws Leite é um dos expositores do Mercadão Municipal, no centro de Campo Grande, que comercializam Pancs: preços módicos, sabor na mesa e benefícios à saúde

Andryws Leite é um dos expositores do Mercadão Municipal, no centro de Campo Grande, que comercializam Pancs: preços módicos, sabor na mesa e benefícios à saúde Foto: Gerson Oliveira

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Elas estão mais perto do que você imagina, rendem boas refeições, fazem bem à saúde, custam pouco e podem até ser facilmente cultivadas em casa. São as Pancs, sigla que representa as plantas alimentícias não convencionais, uma opção mais saudável e mais barata para o cardápio do dia a dia, ou para dietas especiais, do que boa parte da lista de produtos que você encontra com maior facilidade no supermercado.

A cactácea ora-pro-nóbis, por exemplo, é uma dessas plantas. Trata-se da espécie vegetal classificada como Panc mais disponível em Campo Grande e em todo o Brasil. É daquelas que, no dizer popular, você encontra “no mato”, em qualquer tipo de solo, na sombra ou no sol, muito utilizada como cerca viva e para outras finalidades, inclusive na alimentação. A nutricionista Paula Saldanha Tschinkel faz uma lista com várias outras Pancs e compartilha diversas informações sobre essas plantas tão ricas para o organismo e, sim, para o paladar também.

“A mais consumida é sem dúvida a ora-pro-nóbis. Outras mais fáceis de se encontrar [na Capital ou em MS] são: bertalha, beldroega, urtiga, dente-de-leão, capuchinha, carqueja, azedinha, malva e taioba. Elas oferecem uma série de benefícios para os hábitos alimentares e à saúde em razão de sua diversidade nutricional e propriedades medicinais, têm baixo teor calórico e proporcionam uma boa variedade na dieta”, diz Paula.

“São ricas em vitaminas, minerais, antioxidantes e ácidos graxos essenciais. Por exemplo, a beldroega é rica em ômega-3, enquanto a urtiga é uma excelente fonte de ferro e vitamina C. Para a saúde, contam muito as propriedades antioxidantes. As Pancs ajudam a combater os radicais livres no corpo, reduzindo o risco de doenças crônicas”, prossegue a nutricionista.

“A carqueja é conhecida por suas propriedades digestivas e hepáticas, e a urtiga é usada para tratar anemia e problemas urinários. Temos melhora na digestão com a malva: ela é rica em mucilagem, uma substância que ajuda na digestão e no tratamento de problemas gástricos e também no fortalecimento do sistema imunológico”, afirma.

Paula destaca ainda o potencial ecológico das Pancs, assim como seu papel na segurança alimentar.

“Além de benefícios ambientais e de sustentabilidade no cultivo sustentável e fácil, são importantes na preservação da biodiversidade, pois ajudam a preservar a biodiversidade local, incentivando o uso de plantas que muitas vezes são negligenciadas pela agricultura moderna, reduzindo o desperdício alimentar”, argumenta a nutricionista.

“Cultivar Pancs em casas e apartamentos é uma ótima maneira de ter acesso a alimentos frescos e nutritivos, mesmo em espaços limitados”, recomenda Paula Tschinkel.

FUTURO NA MESA

Hoje e amanhã, o Sesc MS, por meio do Sesc Mais, em parceria com o Recanto das Ervas, lança o projeto Panc – Futuro na Mesa, com a proposta de incentivar a inserção das Pancs e frutos do Cerrado na alimentação diária de escolas e instituições sociais.

Michelle Koltermann, nutricionista do Sesc MS, reforça que as Pancs são ricas em sais, vitaminas e minerais, além de terem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

“Nós podemos inserir as Pancs no nosso consumo diário de várias formas: in natura, refogadas, em processos de produção de doces e diversas outras maneiras de preparo”, diz Michelle.

Quanto às partes que são comestíveis, ela informa que são folhas, frutos, raízes e sementes, mas é importante conhecer as características de cada um desses alimentos e seus valores nutricionais para entender como utilizar e qual o modo de preparo indicado.

Segundo a nutricionista, a ora-pro-nóbis pode ser consumida in natura, e o mangará, conhecido como flor de banana, rico em fibra solúvel e insolúvel, pode ser utilizado em diversas receitas, como a caponata. Já a taioba, rica em vitaminas A e C, não pode ser consumida crua, pela presença de oxalato de cálcio.

A jornalista Márcia Chiad, criadora do Recanto das Ervas, considera que inserir as Pancs e os frutos nativos na alimentação do dia a dia de escolas, comunidades e população em geral é resgatar parte da nutrição perdida ao longo dos tempos. “Podemos ser mais independentes e reconectados com a natureza. Este é o verdadeiro futuro na mesa”, aposta Márcia.

Ela observa que as Pancs são resistentes e abundantes e ainda respondem às demandas de soberania e segurança alimentar, conservação e uso do solo e podem melhorar a saúde coletiva e garantir geração de renda.

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