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ARTE

Ilustradora cria peças em barro e parte da venda auxilia famílias no Pantanal

Marina Torrecilha se inspirou no Pantanal e nas artes rupestres para criar xícaras, infusores e itens de decoração
05/10/2020 07:30 - Carol Alencar Cozzatti


A graciosidade do artista está nos detalhes, que tornam as obras eternizadas na memória de alguém. Assim são as canecas, xícaras, colheres e até infusores de chá feitos a partir do barro e criados pela ilustradora digital Marina Torrecilha, 30 anos.

Campo-grandense, Marina é uma artista com múltiplos talentos. 

Criadora de jogos para celular e ilustradora, durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), encontrou na argila uma forma de se manter em movimento. 

“Por conta de estar em casa há tanto tempo em isolamento social, o excesso de energia foi me direcionando para a argila e, como na faculdade estudamos cerâmica, fui relembrando, estudando novamente e iniciando as produções, sempre voltadas para a nossa história”.  

Dessa energia surgiu a Copa de Barro, série de peças inspiradas na fauna e na flora do cerrado, com destaque para a arte rupestre e o folclore brasileiro.  

Memória

Em seu processo artístico, ela conta que se inspirou na chácara onde vive com a família para criar concepções. 

“Minha concepção da natureza vem da minha mãe, que é bióloga, e da minha infância. Moramos em um lugar cheio de verde e bichos por todos os lados. Recentemente, ela me indicou o nome de uma arqueóloga brasileira [Niéde Guidon], e usei de referência para o formato inicial da ideia do projeto”, explica.

Tendo uma variação bem pequenininha, as xícaras para café expresso têm 7 cm de altura e largura, sendo moldadas na argila. 

“Primeiro modelo na argila o formato do copo, crio o molde de gesso para fazer a série e faço esse procedimento com a arte que vou inserir neles. Se é um copo de arara, eu modelo a arara e vou produzindo”, conta.

Quanto ao processo de queima, Marina diz que é necessário ter um forno específico.

“Como ainda não tenho o forno, eu alugo de uma ceramista, e cada peça precisa de duas queimas, uma para deixar ela bem rígida e outra para a esmaltação. Todo esse processo leva em torno de 15 a 20 dias para ficar pronto”, ressalta.

 

 
 

Marketing

A pandemia surgiu e com ela a necessidade de produzir e divulgar seu próprio negócio. 

Pensando em divulgar sua arte, Marina criou também um site gracioso de suas produções e, automaticamente, um Instagram, que é onde ela divulga suas criações para amigos e familiares. 

“No Instagram posto peças e fotografias que tiro do processo criativo de cada uma delas, além da narrativa da nossa história e uma conexão com a nossa identidade e com a natureza e suas nuances”, explica.

Pensando também em ajudar o próximo, Marina reverterá parte das vendas das peças para a ONG Comitiva Esperança, que auxilia no combate às queimadas no Pantanal e realiza um trabalho direto com famílias ribeirinhas. 

“Poder contribuir, mesmo que minimamente, é um alento para o meu coração”.

 
 

Barroterapia

Aposentada a pouco menos de um ano, a jornalista Lu Bigatão também aderiu à “barroterapia”. 

Ela usou a rede social para divulgar a alegria em conseguir realizar mais uma atividade artística. “Estou sem fazer teatro por causa da pandemia e resolvi fazer curso com o [Mauro] Yanaze e me apaixonei”, conta.

Como uma observadora permanente da natureza, Lu diz que começou a moldar rosas e passarinhos, o que rendeu peças lindas, e brinca: “É uma terapia, e agora entrou dos meus projetos para a terceira idade”, brinca.

Serviço – mais informações sobre as peças de Marina e a campanha para auxiliar a ONG Comitiva Esperança no site www.copadebarro.com

 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!