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REVELAÇÃO

Jovem de 28 anos afirma ter se casado com Joãosinho Trinta

Jovem de 28 anos afirma ter se casado com Joãosinho Trinta

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A técnica de enfermagem Gláucia Custódio Siqueira Trinta, de 28 anos, afirma ser esposa do carnavalesco Joãosinho Trinta. Na certidão, o casamento realizou-se no dia 20 de janeiro de 2011, quase um ano antes de o carnavalesco morrer.

Na ocasião, ele tinha 77 anos e ela 26. Segundo Gláucia, a iniciativa partiu dele, que queria ajudar a moça a realizar o sonho de ser médica. Em visita a parentes no Espírito santo, Gláucia conversou com o G1, ontem  (3), sobre sua história com o carnavalesco.

"Sou técnica de enfermagem e fui contratada para cuidar dele, em Brasília. Fomos pegando carinho um pelo outro. Ele conheceu minha história, minha família e o meu sonho de ser médica. Ele disse que conhecia as pessoas pelo olhar e queria realizar meu sonho. E me pegou de surpresa quando disse que queria casar comigo para me ajudar a realizá-lo", conta Gláucia.

Segundo ela, Joãosinho Trinta deixaria uma pensão para que ela pagasse os estudos, mas desde que ele morreu ela não recebeu nada e a advogada dela cuida do caso. Os dois se casaram sob o regime de Separação Obrigatória de Bens, como manda a lei, já que o noivo tinha mais de 70 anos. Joãosinho Trinta não deixou bens de herança.

O casamento longe da mídia foi uma opção de Joãosinho, segundo Gláucia, já que ele tinha noção da gravidade de sua doença. "Quando nos conhecemos, ele estava em um momento de reflexão. Nossa relação era de afeto e companheirismo. Moramos em Brasília algum tempo e depois ele quis voltar para o Maranhão, para ficar perto da família dele. Ele foi para lá e a gente ficava junto nos finais de semana. A família dele me viu poucas vezes", diz.

Gláucia decidiu tornar o fato público agora, segundo ela, por achar importante o registro na biografia do carnavalesco. "Vejo muitos projetos de livros e filmes sobre a vida dele e muitos não sabem que ele chegou a se casar. Acho importante isso ficar registrado na história dele. Ele gostava de ajudar as pessoas e passou isso para mim. Quero ter projetos sociais e ajudar a quem precisa", afirma a esposa de Joãosinho Trinta.

Programação cultural

Fórum MS Economia Inteligente enaltece cultura nesta quinta-feira (17)

Além de ser um marco para a Rota Bioceânica, evento terá programação cultural variada

17/07/2024 18h45

Grupo Camalote, uma das atrações do evento

Grupo Camalote, uma das atrações do evento Divulgação

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Nesta quinta-feira (18), acontece o Fórum MS Economia Inteligente, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, das 8h às 20h. O evento promete ser um marco para a Rota Bioceânica, explorando alternativas de sucesso em setores como energia, agro, mercado financeiro e tecnologia.

Além dos painéis, treinamentos e rodadas de negócios, o fórum contará com uma programação cultural robusta, organizada pela escritora e ativista Delasnieve Daspet. A feira afro, com produtos artesanais do Coletivo de Mulheres Negras, é um dos destaques.

Exposições de artistas visuais de Mato Grosso do Sul, danças folclóricas do Grupo Camalote e um stand com livros de autores locais também estarão presentes. Vários escritores da Academia Feminina de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul (Aflams) e do PEN Clube do Brasil participarão, incluindo uma performance do poeta Ruberval Cunha.

A programação cultural inclui exibições de filmes, apresentações do violonista Joel Mendes e do Grupo Raízes, além de performances de dança cigana, dança afro-brasileira, grupo Embrujos de Espanha e Cia Guarani. Poetas locais farão declamações, e o encerramento será com o Coro Lírico Cant’Art, sob a direção da maestrina Edineide Dias de Oliveira.

“A cultura não está desassociada da economia. A economia necessita da cultura para movimentar a roda do conhecimento, do aprendizado, da arte. Todos os segmentos presentes ajudam a economia do Estado de alguma forma. Os presentes terão a oportunidade de ver o trabalho de artesãos, músicos, dançarinos, poetas, promovendo um grande encontro cultural”, explica Delasnieve Daspet.

Serviço

Data: 18 de julho

Horário: 8h às 20h

Local: Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, Av. Waldir dos Santos Pereira, s/n – Parque dos Poderes.

Inscrições: Gratuitas, pelo link.

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MÚSICA CLÁSSICA

O destino em canto e cordas

O quarteto sul-mato-grossense Brasil Opus Música recebe o trio Parcae, da França, para dois recitais com entrada franca; um amanhã, em Campo Grande, no Teatro Aracy Balabanian, e o outro no dia 22, em Bonito, na Praça da Liberdade

17/07/2024 10h00

Trio Parcae: Fiona Fauchois (soprano), Elise Gueroult (mezzo-soprano) e Léa Sirera (soprano)

Trio Parcae: Fiona Fauchois (soprano), Elise Gueroult (mezzo-soprano) e Léa Sirera (soprano) Foto: Divulgação

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As parcas, na Roma Antiga e na mitologia grega, eram três irmãs que governavam o destino dos homens. Filhas da noite (ou de Júpiter e Têmis), Nona (ou Cloto), Décima (ou Láquesis) e Morta (ou Átropos) teciam o fio da vida e eram simbolizadas como três velhas fiandeiras – bem ao gosto, aliás, da escritora Raquel Naveira. As três também eram responsáveis por vigiar o movimento das “esferas celestes e da harmonia do mundo”.

É assim, carregado de sentidos, o nome escolhido por três jovens cantoras líricas francesas para o projeto do trio Parcae. Elise Gueroult, Léa Sirera e Fiona Fauchois – a primeira é mezzo-soprano, enquanto as outras duas são sopranos – buscam mostrar um trabalho vocal que é resultado de uma investigação sobre a influência da música medieval na tradição da música europeia, trazendo à tona “figuras esquecidas pela história”, a fim de propor um “repertório distante, reorganizado e repensado de forma a ser apresentado com canções dos dias atuais”.

Elas chegaram na manhã de ontem em Campo Grande e estão sendo ciceroneadas pelo quarteto sul-mato-grossense Brasil Opus Música, com quem fazem duas apresentações no Estado, ambas com entrada franca: a primeira delas amanhã, na Capital, no Teatro Aracy Balabanian, às 19h, e a segunda no dia 22, em Bonito, na Praça da Liberdade, no mesmo horário.

Com o seu “repertório distante”, o trio Parcae quer fazer o público “dançar, chorar e sonhar” com as suas intérpretes e com os parceiros com quem desenvolvem a sua arte.

A ideia dos dois recitais em MS, que integram o projeto Catedral Erudita, da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), é justamente trazer para o Estado a oportunidade de se ver – e principalmente ouvir – como se dá a química sonora do Parcae com um dos mais destacados grupos de câmara da cena local.

Idealizado e dirigido pelo maestro e violonista Eduardo Martinelli, o quarteto Brasil Opus Música apresenta, por sua vez, uma abordagem bastante inventiva das tradições brasileiras, sul-americanas e da região do Pantanal.

O grupo é formado por músicos com vasta experiência internacional, tendo se apresentado ao lado de instrumentistas dos Estados Unidos, do Canadá, do Chile, da Argentina, do Uruguai, de Portugal, da Espanha, da Suíça, de Trindade e Tobago, da Coreia do Sul e da Itália.

A formação das duas apresentações com o trio Parcae envolve, além de Martinelli, Brenner Rozales na viola erudita (ou de arco), Gleison Ferreira no violino e Marcelo Geronimo no violoncelo.

Os integrantes do quarteto de CG e do trio francês se conheceram em fevereiro, quando o Brasil Opus Música cumpriu uma agenda de apresentações em Barcelona, na Espanha, e descobriram “uma conexão única entre estilos e abordagens artísticas”, como relata o maestro Martinelli, que fala em “diálogo entre culturas e épocas distintas” e em “transcender fronteiras” ao comentar sobre o encontro no palco com as convidadas.

REPERTÓRIO

Toda essa miscelânea de referências e sensibilidades chegará aos ouvidos do público por meio de um repertório bem eclético, capaz de pôr à prova a versatilidade das duas formações em sua simbiose artística.

E isso com uma interessante pontuação da expressão feminina ao longo do programa, desde “A chantar m’er de so qu’eu no volria”, da trovadora Beatriz de Dia (1140-1180), única “cantiga de amigo” – como são chamadas as canções de amor compostas por mulheres no período medieval – da qual a música 
se mantém intacta, até “Lua Branca” (1911).

Essa segunda canção é uma célebre modinha da carioca Chiquinha Gonzaga (1847-1935), um dos maiores nomes da composição brasileira de todos os tempos, que a fez para a burleta (uma forma de teatro de costumes) “Forrobodó”.

A partir daí, o tema ganharia o cancioneiro nacional, permanecendo como um standard com Olívia Hime, Maria Bethânia e diversas outras vozes. Tema do bis do recital, “Lua Branca” foi uma escolha de Martinelli.

“Sugeri por ser de uma compositora brasileira muito importante e pelo timbre de voz das cantoras também. É uma coisa bonita, e acredito que músicos de outros países podem gostar não só de conhecer, mas também de interagir e se integrar. Achei que tinha muito a ver com a questão das três cantoras. Na minha intuição e no meu conhecimento da forma, achei que era uma coisa muito bacana e que pudesse dar supercerto”, conta o maestro e violonista.

Até os ensaios presenciais de ontem, hoje e amanhã, a interação dos grupos – cada um de um lado do Oceano Atlântico – vinha ocrrendo virtualmente, por WhatsApp e videochamadas coletivas/laterais.

“A troca de material, de verificação de tonalidade e das formas musicais foram antecipadas remotamente”, diz Martinelli.

Confira o repertório completo no box.

Repertório – Trio Parcae & Brasil Opus Música

Parte 1 – Música Antiga

  • “A chantar m’er de so qu’eu no volria” (Beatriz de Dia);
  • “Le tre grazie” (Barbara Strozzi);
  • “La fille au roi Louis” (autoria anônima);
  • “Quand je menai les chevaux boire” (autoria anônima).

Parte 2 – Ópera

  • “Habanera” (da ópera “Carmen”, 
  • de Bizet), com Elise e Brasil Opus Música;
  • “Belle nuit o nuit d’amour” (da ópera 
  • “Os Contos de Hoffmann”, de Offenbach), com Léa, Fiona e Brasil Opus Música;
  • “Dueto de Gatos” (Rossini);
  • “Nana” (de “Sete Canções Populares”, de Manuel de Falla), com Léa e Brasil Opus Música;
  • “La rosa y el sauce” (Carlos Guastavino);
  • “Je ne t’aime pas” (Kurt Weill).

Parte 3 – Música Popular

  • “La vie en rose” (Édith Piaf);
  • “Cucurrucucu Paloma” (Tomás Méndez), com Léa e Brasil Opus Música;
  • “Aatini Al Naya wa Ghanni” (Gibran/Fairuz), com Elise e Brasil Opus Música;
  • “Recuerdos de Ypacarai” (Ortiz/De Mirkin);
  • “Will ye go lassie go” (autoria anônima), com Fiona e Brasil Opus Música;
  • “La valse à mille temps” (Jacques Brel);

Bis: “Lua Branca” (Chiquinha Gonzaga).

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