Correio B

Chegou o Natal

Lembranças marcantes e histórias de como as festas eram comemoradas no passado

Natal e Réveillon do passado estão na memória daqueles que acompanharam várias transformações

IZABELA CARVALHO

24/12/2015 - 17h31
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Para algumas pessoas,  esta época do ano, com suas  festas e comemorações, possibilita uma espécie de viagem    no tempo. Elas  relembram de instantes com a família, amigos, pessoas próximas e até de cenários marcantes. São instantes em que, muitas vezes, a alegria e a tristeza podem ganham força.  

Os acontecimentos de fim do ano, com certeza, ficam  para sempre guardadas na memória e no coração.

Por um motivo ou outro, para alguns, as datas do período surgem com lembrança pouco agradável e marcada pelo vazio da perda de pessoas queridas.

Esse foi o caso da infância e da adolescência do advogado e ex-deputado federal João Leite Schimidt, 80 anos.

Ele recorda que,  aos 11 anos, as festas de fim de ano já não faziam mais sentido, pois seus pais tinham falecido. “Não tive bons momentos na minha infância, depois que meus pais morreram, tive que me virar sozinho, tenho uma irmã, mas não tínhamos o hábito de comemorar o Natal e nem Ano Novo”, diz.

Na adolescência, consegue se lembrar dos lugares em que frequentava, entre eles, um foi o mais marcante. “Eu passei um Réveillon na Praça do Rádio Clube. Sempre quando dava meia-noite o pessoal fazia a maior bagunça, soltava fogos com a cidade toda iluminada, foi bem divertido. Nesse tempo, eu estava tentando me divertir, pois o vazio estava tomando conta de mim”.

Para ele, muita coisa mudou de lá pra cá, apesar das grandes tristezas que enfrentou,  conseguiu construir uma família e com isso resgatar todos os momentos que não tivera  quando criança, inclusive a comemoração do Natal.

MEMÓRIAS

A comerciante Benedita Gonçalves Magalhães, 64 anos, destaca com alegria do tempo em que acordava cedo no dia 25 de dezembro, e ia para a Prefeitura de Campo Grande pegar brinquedo. 

“Ficava doida para ganhar uma boneca, era bem divertido. Além disso, no Natal, eu e minhas primas brincávamos bastante, pois naquela época não tinha televisão”, conta.

Ressalta que a  maior saudade é dos seus pais. “ Sempre, no  final de ano, bate uma tristeza, pois lembro muito do meu pai e da minha mãe, do tempo em que nos reuníamos”, lamenta.

NATAL DO PASSADO

O técnico em eletrônica Manoel de Moura Dorneles, 68 anos, foi criado na área rural de Miranda. Apesar de não ganhar presentes naquela época, acredita que o Natal vivido na sua infância e adolescência tinha um perfil diferente do atual.

“Antes, era mais familiar e as pessoas se lembravam do verdadeiro significado do Natal. Hoje, o pessoal só pensa na comida e nas festas. Havia mais comunhão naquele tempo”, diz.

Morando há 29 anos na Capital, afirma que sente falta da paz e da tranquilidade do Natal de antigamente.

"Aquele tempo podíamos ir nas festas sem ser preocupar com a violência ou algum perigo; agora, algumas pessoas não sabem se divertir sem brigas. Hoje é tudo mais prático, tem mais comida gostosa, tem refrigerante, microondas, mordomia total. Antes podia ser até  mais   rústico  –  meu pai matava uma vaca ou um carneiro, e minha mãe fazia no fogão a lenha – , mas era muito melhor”, diz com bom humor.

DECORAÇÃO FAZIA DIFERENÇA

Para a historiadora Alisolete Weingartner, 78 anos, suas melhores lembranças foram os natais que do período que compreende as décadas de 1950 a 1970. Recorda que a Rua 14 de Julho e as praças da cidade eram bem decoradas, e que na Avenida Afonso Pena era montado um grande presépio. 

“Esse foi o maior encanto que guardei para mim daquela época: os familiares sempre se reuniam na Afonso Pena para ver o presépio e para rezar, era muito lindo”, diz emocionada.

Sua maior saudade da sua época de  adolescência e da infância é a reunião familiar . “O Natal para mim nunca foi apenas troca de presente, mas  um momento para estarmos juntos e pedir perdão um para o outro. Recordo que no almoço de Natal, sempre lembrávamos de momentos alegres que passamos um com o outro”, relembra.

Correio B+

Gastronomia B+: Receita argentina com ovos para a saúde e bons hábitos

Aproveite os benefícios do ovo para saúde e faça uma refeição nutritiva e deliciosa para começar todos os dias

16/06/2024 11h00

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O ovo é um ingrediente versátil e nutritivo, conhecido por seus benefícios para a memória e a concentração. A nutricionista Lúcia Endriukaite, do Instituto Ovos Brasil, destaca que os ovos são uma excelente fonte de proteínas e gorduras saudáveis, além de conter vitaminas e minerais essenciais para a saúde.

"Os ovos são ricos em vitaminas A, D, E, K, vitaminas do complexo B em especial a colina, vital para transmissão do impulso nervoso, além de minerais como ferro, zinco, fósforo e selênio. Eles também possuem luteína e zeaxantina, antioxidantes que contribuem para a saúde dos olhos,", afirma Lúcia.

O ovo é um ingrediente fácil de encontrar em qualquer mercado, além de ter um custo-benefício que quase nenhum outro alimento possui nos dias atuais. Seja em receitas doces ou salgadas, os ovos de galinha são essenciais no preparo de diversos pratos deliciosos. 

Neste domingo a gastronomia do Correio B+ ensina auma receita com ovos, a famosa Medialuna Argentina.
O medialuna é um tipo de pãozinho muito popular na Argentina e em outros países da América Latina. Trata-se de um pão em forma de meia lua, feito geralmente de massa folhada, que pode ser recheado com doce de leite, doce de marmelo ou simplesmente açúcar e canela. Podem ser croissants de manteiga ou de gordura.

Confira a receita!

Medialuna Argentina*

Ingredientes:

  • 1 ovo
  • 1/2 xícara de água
  • 1/3 de xícara de açúcar
  • 250 gramas de farinha
  • 1 colher de chá de sal
  • Raspas de 1 limão
  • 50 gramas de manteiga
  • 2 colheres de chá de fermento para pão

Para pincelar:

  • 1 gema de ovo com um pouco de água
  • Manteiga
  • 60 ml de água
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de chá de amido de milho

Preparo  (1 hora e meia):

Comece preparando a esponja. Para isso misture 1/4 de xícara da água, o fermento, 1 colher de sopa do açúcar e 2 colheres de sopa de farinha de trigo.

Deixe descansar por 10 minutos.

Em uma segunda tigela, misture o que restou da farinha, o açúcar, o sal e as raspas de limão.

Em seguida, coloque também o ovo, a manteiga, o restante da água e a esponja.

Quando ficar homogêneo, deixe descansar por mais 10 minutos.

Enfarinhe uma superfície e sove a massa por 10 minutos.

Deixe descansar até que dobre de volume.

Abra a massa em um círculo e pincele manteiga.

Corte como se fossem pedaços de pizza.

Depois enrole a massa, da ponta mais larga para a mais fina e aperte bem as pontas para uni-las.

Unte uma assadeira e espalhe as medialunas, depois deixe descansar por 1h.

Pincele as medialunas com a mistura de gema de ovo e água.

Asse em forno preaquecido a 200 °C até dourar.

Enquanto isso, misture a água, o açúcar e o amido de milho em uma panela e mexa até ferver e reserve.

Para finalizar, pincele a mistura nas medialunas frias e já pode servir.

Correio B+

Moda B+: Se você usa essas peças depois dos 50 anos, você está fora de moda... É mesmo?

A consultora de imagem e estilo Letícia Rodrigues fala sobre moda e suas ditaduras com exclusividade para o Correio B+

15/06/2024 19h30

Letícia Rodrigues é consultora de imagem e estilo

Letícia Rodrigues é consultora de imagem e estilo Foto: Divulgação

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Caro leitor (a), caso você tenha se interessado por esse assunto pensando em uma lista com peças ditando o que você pode ou não usar, está enganado.

Afinal, preciso dizer algo... Se você ainda pensa nesse tipo desse lista que funcionam como regras e ditaduras referente a moda, pode ser que quem esteja fora de moda, (deixa pra lá)... Risos...

A verdade é que muito se fala em moda disruptiva e para todos, no entanto, se de um lado temos uma parcela pensando em quebra de barreiras e preconceitos de outro, temos uma que vai na contramão, ditando o que se deve ou não fazer, e ainda existe aquela parcela que se diz disruptiva, porém mais ditando regras que todos os outros juntos.

O que existe é um grande número de mulheres com receio de usar roupas e serem julgadas como impróprias, indevidas e serem rotuladas como cafonas ou fora de moda?

Parte da culpa? A própria mídia! Não tem como negar que ela tem grande responsabilidade nisso, seja por influenciadores, programas de TV e até mesmo pelo próprio mercado de varejo que se retém em grande número de roupas para uma minoria.

A outra parte? Aqui eu não diria culpa, mas sim, desinformação. E tudo começa com a falta de conhecimento sobre você mesma. Perguntas como: Quem sou eu? Como quero me sentir? O que tenho vontade? Como quero me expressar? O que me representa? Qual é o meu estilo?

Essas e tantas outras caíram em desuso, foram esquecidas e com isso todos começaram a seguir a manada, a correria, as ditaduras, regras, e ter que se manter numa caixa para se sentirem pertencentes e estar adequada aos padrões impostos, ou seja, a sua parte em se ouvir mais e “fechar” os ouvidos para tanta informação desinformada.

Não existem peças que você não possa usar, a menos claro, que você não queira. A moda pode e deve ser uma grande ferramenta e aliada para representar que você é e te ajudar na mais linda forma de se expressar.

Meu conselho pra você como consultora de imagem é: Deixe de lado os pensamentos: “isso não é pra mim”, “já passei da idade”, para “o que eu tenho vontade?” “quais são meus desejos”, “como quero me sentir?”. Você não imagina a realização e alegria de se permitir ser quem é!

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