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CINCO PERGUNTAS

Lulu Santos, jurado do “The Voice Brasil”, celebra retorno ao palco em meio à pandemia

Há quase 10 anos como jurado do programa musical, o músico celebra: "Na prática, o programa parece igual aos anos anteriores"
11/12/2020 16:10 - Caroline Borges/TV Press


Subir no palco e performar faz parte da rotina de Lulu Santos há mais de 40 anos. Porém, em 2020, esse ato para ele tão corriqueiro se tornou quase inexistente. Com as restrições de isolamento social da pandemia do novo coronavírus, Lulu viu sua principal atividade totalmente paralisada. Por isso mesmo, a chegada da nova temporada do “The Voice Brasil” nunca foi tão aguardada pelo artista. 

Ao retornar aos estúdios do programa comandado por Tiago Leifert, Lulu também reencontrou as grandes performances musicais ao lado de Michel Teló, Iza e Carlinhos Brown. 

Ficamos tanto tempo sem performar que, quando a gente viu, estávamos na nossa melhor condição técnica. Tivemos o melhor palco e uma equipe poderosa. Fiquei muito feliz de me apresentar ao lado dos meus colegas. Na prática, o programa parece igual aos anos anteriores. Não tenho a sensação de que algo está faltando, tem sido tão emocionante como sempre”, valoriza.

Lulu é o único jurado que participou de todas as edições do “reality show”. Ele está na produção desde a estreia, em 2012. Inicialmente, a temporada atual estava marcada para julho, mas, com a pandemia, só conseguiu sair do papel em outubro. 

Acho que nosso programa é como uma volta ao próximo normal. É um sopro de alívio nesse momento. O ‘The Voice’ passa por essa fronteira da alegria, do talento e dessas vozes incríveis”, aponta Lulu, que está empolgado com a reta final da competição, que também conta com o voto do público. 

Passa a ser uma decisão conjunta e as vozes começam a lidar diretamente com quem é seu público, seus fãs e, também, com a crítica. Os candidatos precisam acreditar em si próprios e dar o melhor no palco”, completa.

P – Você integra o time de jurados do “The Voice Brasil” desde a estreia e participou de todas as temporadas. Qual o balanço que você faz da sua participação no programa ao longo dos anos?

R – Eu fico muito feliz de participar de um projeto como é o “The Voice Brasil”. Acho que a cada ano vamos ficando melhores. Cada vez que participo, gosto mais ainda de fazer. Para mim, é uma vantagem jogar nesse time do “The Voice Brasil”. Por três meses do ano, a gente tem a chance de conviver com tanta diversidade e opiniões. O “The Voice” é, provavelmente, um dos programas mais democráticos da tevê brasileira. 

P – Como assim? 

R – Ao longo da disputa, a gente tem discussões saudáveis sobre tudo. As opiniões convivem de forma muito harmônica. Agora, por exemplo, estamos abrindo ainda mais frentes com a versão kids e a versão sênior.  Vem aí projetos muito bons e inclusivos. É capaz, por exemplo, de pessoas que estiveram na versão original do “The Voice” voltarem no sênior. O “The Voice” reúne uma galera muito legal diante e por trás das câmeras. Gosto muito de jogar essa pelada com eles.

P – O “The Voice Brasil” está há quase 10 anos no ar. Na sua opinião, qual o segredo do sucesso da longevidade do formato?

R – O “The Voice” tem uma dinâmica muito própria. Cada temporada tem suas particularidades, o que torna o desafio sempre interessante. A cada ano, a gente se surpreende com a qualidade das vozes. Como técnicos, nossa missão é descobrir e desenvolver estes artistas em potencial.

P – Por conta do protocolo de higiene e segurança no combate à Covid-19, algumas etapas do programa sofreram alterações. Como está sendo o processo de gravação da atual temporada dentro das novas regras?

R – Acho que o processo de seleção inicial do programa é um dos grandes segredos do “talent show”. Essa primeira seleção aconteceu antes da pandemia. Agora, ao longo da competição, não estamos mais tendo encontros presencias com os candidatos. Os encontros após as audições às cegas são virtuais. Temos também uma equipe de produção que acompanha os candidatos para ter certeza que todos estão confortáveis com suas escolhas musicais. É um processo de distância necessário, mas com a mesma atenção e qualidade para dar toda assistência aos artistas.

P – Você consegue manter contato com os participantes das temporadas passadas?

R – Sim, claro. No último Rock in Rio que participei, me apresentei ao lado da Priscila Tossan, que participou da sétima edição. A gente se acompanha muito e, com alguns, tenho mais proximidade. No meu último show em São Paulo, eu tive a companhia da Gaby Oliver no palco comigo. Isso quando a gente podia fazer show em casa de espetáculo, não é? Essa coisa tão saudosa. Mas, sim, na medida do possível, eu tenho contato com os participantes.