Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

MÃES BLOGUEIRAS

Ao compartilhar as dores e as alegrias da maternidade, mulheres fazem sucesso nas redes sociais

Diálogo das mães blogueiras retrata maternidade real e hashtag 'não existe mãe perfeita'
30/09/2020 09:17 - Carol Alencar Cozzatti


Nasce uma mãe, nasce um blog. Não é uma lei, mas é quase. Quando a maternidade chega, muitas mães usam as redes sociais como um diário de bordo, com relatos sobre as experiências do cotidiano, os melhores produtos para os bebês e até os momentos difíceis do puerpério (os primeiros 45 dias após o nascimento da criança). 

O que no início é apenas um bate-papo com amigos e familiares, pode ganhar uma nova proporção, com a capacidade que as redes sociais têm de encontrar pares.

É o caso da empreendedora Giovanna Coelho, do perfil @depoisquepari2. Após o nascimento do segundo filho, Martin, de dois anos, ela sentiu a necessidade de falar sobre os diferentes tipos de parto.

“Meu primeiro parto foi uma cesariana e admito que tive pouca informação. Achava que era só ir para o hospital e parir, mas descobri que é de acordo com a agenda do médico. Quando engravidei novamente, fiz questão de me aprofundar para parir de forma natural e vi que era possível ter um PNAC [parto normal após cesárea]”, explica Giovanna, que também é mãe de Maju, de quatro anos.

Além de falar sobre o assunto parto, Giovanna, que é formada em Letras, concilia a maternidade com a especialização em Psicologia e Desenvolvimento Infantil, e tira do estudo a programação dos conteúdos que publica em seu perfil do Instagram, que atualmente tem 2.928 seguidores. 

“Fui buscando me encaixar em conteúdos que correspondessem à minha realidade, como mulher, mãe, negra e feminista, tudo de forma natural e sem romantizar uma maternidade de revista. Eu trago reflexões do meu dia a dia com duas crianças com um pouco de embasamento teórico”, diz a blogueira.

 
 

Rede de apoio virtual

Quando dividida, a maternidade fica mais leve. A internet possibilita que as mães contemporâneas tenham uma rede de apoio virtual, com informações e livre de julgamentos ou sinônimos de perfeição.

 “Quando posto que a janta foi pipoca, que a cria dormiu sem banho, que está tudo bem deixar um pouco na TV para conseguir respirar, muitas amigas mães se identificam e carregam menos culpa por não serem mães perfeitas”, acredita Giovanna.

 

Mãe Solo e Natureza

A publicitária Jescika Lemes, 31 anos, mantinha um perfil no Instagram voltado totalmente para o turismo. Morando em Bonito, a 298 km de Campo Grande, ela publicava com frequência as belezas naturais da cidade. 

Mas, após o nascimento do filho Ravi, hoje com um ano e oito meses, a transição acabou sendo natural. “Meu público mudou: antes falava sobre os passeios ecológicos, atualmente falo sobre fralda ecológica”, brinca.

Com mais de 80 mil seguidores, Jescika afirma que a mudança do público não alterou suas perspectivas de ser influencer digital. 

“Foi uma mudança natural, o que era de se esperar, porque agora a minha realidade mudou. Antes, o público [era] de viajantes, mochileiros, [e agora] passou a ser de mães e famílias buscando dicas de destino”, diz a blogueira, que sempre fala sobre dicas de natureza com crianças em sua rede social.

Há pouco mais de um ano, Jescika se tornou mãe solo e, automaticamente, começou a abordar questões relacionadas ao tema. 

“Mães se unem, não tem jeito. Poder dar voz a outras mães que ralam na maternidade solo é gratificante, dividir isso com minhas seguidoras também me conforta”, enfatiza.

 
 
 

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido