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ARTE

Místicas, mandalas tem fama de acalmar a mente e harmonizar o ambiente

Daienny Gonçalves de Lima começou a pintar durante uma crise depressiva e não parou mais
28/09/2020 07:30 - Carol Alencar Cozzatti


Com fama de místicas, as mandalas são desenhos geométricos com um centro bem definido. Podem ser compreendidas como uma representação entre o universo e o cosmos, mas, independentemente da concepção, estão presentes há muito tempo no universo da arte. Além do caráter decorativo, a mandala tem o poder de prender quem a admira e de ser um calmante visual.  

Foi em busca da tranquilidade das mandalas que a designer de sobrancelhas Daienny Gonçalves de Lima, 30 anos, sentiu a necessidade de pintar as suas primeiras obras. Na época, ela passava por um momento difícil e lutava contra uma crise de depressão.  

“Eu comecei a rascunhar mandalas como passatempo mesmo e, logo depois, resolvi testar em uma blusa, com caneta para tecido. Postei a foto, e os amigos elogiaram. Foi então que rolou a primeira encomenda”, conta Daienny.

Mãe de dois filhos, Luiza, três anos, e Rafael, um ano e oito meses, a artesã precisou fazer repouso absoluto na gravidez do segundo filho. Foi nessa época que ela decidiu transitar do tecido para as telas.  

“Eu tinha de ficar semissentada e, nessa época, elas me salvaram de não enlouquecer, parada e presa em casa. Me aliviava muito, me acalmava, me desacelerava”, comenta. 

 
 

Escolha de cores

A arte diz muito sobre o momento que o artista vive. Com Daienny não foi diferente. Em suas telas, ela consegue mesclar as cores do trabalho de acordo com o sentimento da vez. “As cores mudam de acordo com o estado de espírito do dia. O grande sentido de fazer mandalas é [me] conectar comigo mesma e com tudo que está ao meu redor, tanto começando elas de fora para dentro quanto de dentro para fora. A concentração está na repetição dos detalhes”, explica a artista, que produz suas telas à noite, quando as crianças estão dormindo ou quando elas vão para a casa das avós e das madrinhas.

Nos quadros de Daienny há espaço para os traços delicados, mas também para os trabalhos personalizados, em cores mais sóbrias e com câmeras fotográficas no centro. Tudo serve de inspiração para a jovem artista.  

 

 
 

Arte no prato

Especialista e referência na criação de mandalas, a artista plástica Miska Thomé não parou de produzir suas obras mesmo durante a pandemia. Ela, que faz telas incríveis e que tem um acervo enorme em sua casa/museu, se aventurou recentemente na produção de mandalas em porcelana.

“Comprei as canetinhas há muito tempo, para teste mesmo, e depois comprei o prato. Eu nunca tinha feito mandala no prato e foi uma experiência muito bacana, porque com a canetinha certa fica fácil de trabalhar nele”, diz a artista sul-mato-grossense.

Ela conta ainda que a produção no prato é bem flexível, mas exige algumas técnicas diferentes. Por exemplo, para a canetinha fixar na porcelana, o trabalho deve ser levado ao forno a 180ºC por 90 minutos.  

“Depois de achar o meio do prato, consegui facilmente usar um compasso e ir criando os círculos, e depois de colorida, [a mandala] foi para o forno para a fixação da tinta”, conta.

 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!