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LUTO NA MÚSICA

Morte do músico Maurício Barros Almeida, o Lampião rende singelas homenagens nas redes sociais

Conhecido no meio cultural, músico Lampião era personalidade icônica de MS
02/10/2020 07:51 - Carol Alencar Cozzatti


Quando alguém querido se vai, as redes sociais viram palcos de homenagens de quem fica. Considerado uma personalidade icônica, Maurício Barros Almeida, mais conhecido como Lampião, 68 anos, teve um infarto e morreu nesta quinta-feira (1º) em sua chácara, a ‘Sagarana’, no Parque dos Poderes, em Campo Grande. 

Deixou amigos do meio cultural órfão e com um sentimento de saudade.“Hoje mais um amigo nos deixa. Seu coração parou, quem sabe de tanta emoção pelas mensagens pelo seu aniversário.... Maurício Barros Almeida, o Maurício da Batatinha, o Lampião, primeiro parceiro do Almir Sater na dupla Lupe e Lampião, quando eu o conheci em 1976. Depois foram anos de convivência cantando juntos no Expresso Arrasta-Pé, quando eu comecei a fazer parte do grupo em 1986. Muitas viagens, shows pelo Brasil, no MS, projetos... Muita história. Que seja alegre esse retorno ao plano espiritual e nosso carinho possa confortar a família, principalmente a Batatinha, o Zegui e o Majorzinho”, publicou a artista plástica Miska Thomé.

O artista plástico Dago também estendeu um voto carinhoso: “Hoje o Lampião se apagou na Terra para iluminar o Céu. Até um dia, querido Maurício, grato por tudo”.

Maurício é esposo da famosa Batatinha. Os dois tiveram grande influência em reunir músicos, artistas, poetas e adeptos em seu restaurante na década de 90. "Mato Grosso do Sul e o Brasil perdem um artista sensível e talentoso, um ser de luz e uma pessoa serena e cheia de esperança de que dias melhores virão. Eu perdi um grande e amado amigo da vida inteira.. Nem sei..  parece que ainda não acordei.. Tá difícil”, homenageou a produtora cultural Malu Morenah.

 

 
 

História

Maurício Barros começou a ser conhecido no meio musical a partir de sua primeira dupla musical com o músico Almir Sater, onde era o “ Lampião”, da dupla Lupe e Lampião, que em 1978 , conquistou o quarto lugar no Festival Sertanejo na TV Record.

Carioca, Lampião surgiu em meio aos livros, ainda quando fazia pré-vestibular no Rio de Janeiro. Quem o conheceu nessa época afirma que o motivo foi que usava muito uma  bota americana de bico fino e um par de óculos de aro redondo que, para ele, era parecido com o de John Lennon e aos olhos dos companheiros de sala, semelhante ao de Virgulino Lampião.

Cinco anos depois, o  apelido foi usado na formação da dupla “Lupe e Lampião”, com o amigo Almir Sater.  Também aparece no CD “No Foco do Lampião, gravado em uma leitura toda particular das obras de autores consagrados da música popular de Mato Grosso do Sul, incluindo composições antigas de Paulo Simões e Geraldo Espíndola. 

O disco traz  quatro vinhetas que são vocalizações de aves que povoam o pantanal sul-matogrossense, combinadas e mixadas em estúdio Este CD foi gravado, mixado e masterizado no Studio 45, por Anderson Rocha. A direção musical e os arranjos são de Antônio Porto (Paulo Simões e Geraldo Espíndola).

 
 

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.