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MTV ficará 37 horas "fora do ar" para estrear nova programação

MTV ficará 37 horas "fora do ar" para estrear nova programação

Folha

26/02/2011 - 06h32
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A partir da meia-noite do dia 14 de março, a programação normal da MTV ficará "fora do ar" por 37 horas.

Essa foi a estratégia escolhida pela emissora para estrear sua nova programação, que vai ao ar no dia 15, a partir das 13 horas.

Neste intervalo, a MTV vai transmitir uma espécie de "reality show" com câmeras sem áudio que mostrarão os bastidores da troca nos estúdios e salas do prédio da MTV.

Janeiro Branco

Saúde mental: afastamento por transtornos mentais cresce 143% no Brasil

Desde 2024, transtornos mentais figuram entre as principais causas de afastamento laboral no país

20/01/2026 17h00

senivpetro/Freepik

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O Janeirp Branco foi criado em 2014, em Uberlândia (MG), pelo psicólogo Leonardo Abrahão, com o objetivo de discutir a importância da saúde mental e emocional, transformando o silêncio em diálogo, e rapidamente se expandiu pelo Brasil, ganhando reconhecimento legal em 2023. Com avanço dos casos de adoecimento mental, que aumentam ano após ano, os debates sobre o tema têm sido cada vez mais frequentes.

Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apontam que os benefícios por incapacidade temporária associados à saúde mental no trabalho mais do que dobraram no último biênio, passando de 201 mil em 2022 para 472 mil em 2024 (aumento de 134%). Desde então, os transtornos mentais figuram entre as principais causas de afastamento laboral no Brasil.

Entre os casos de afastamento registrados, destacam-se afastamentos acidentários por reações ao estresse (28,6%), ansiedade (27,4%), episódios depressivos (25,1%) e depressão recorrente (8,46%). Quanto aos afastamentos em geral, destacam-se como predominantes os episódios depressivos (25,6%), a ansiedade (20,9%) e a depressão recorrente (12,0%).

Para a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Insted, em Campo Grande, professora Avany Cardoso Leal, o aumento dos transtornos mentais está relacionado a múltiplos fatores. 

"Vivemos um contexto marcado pelo excesso de telas, pelas redes sociais e pela cultura da comparação constante, o que impacta diretamente a autoestima. Soma-se a isso a instabilidade financeira, a insegurança no trabalho e a exigência por uma performance cada vez mais elevada, que gera exaustão emocional", explica.

Segundo a professora, as transformações no mundo do trabalho também contribuem para esse cenário. "Hoje, muitas pessoas saem do ambiente profissional, mas o trabalho não sai delas. As cobranças continuam fora do horário de expediente, por meio de mensagens, e-mails e notificações, o que dificulta o descanso mental", destaca. 

Setores

A participação percentual de diferentes setores econômicos nos afastamentos por incapacidade temporária acidentárias se alterou significativamente ao longo da série histórica. Ilustrativamente, bancos múltiplos, com carteira comercial, partiram de 9,3% do total em 2012 para alcançar 20% do total de afastamentos acidentários em 2024.

Já o setor de comércio varejista de mercadorias (hipermercados e supermercados) passou de 3.9% em 2012 para 5.6% do total em 2024.

As atividades de atendimento hospitalar também se destacam nesse aumento da participação, partindo de 1,2% do total em 2012 para 10,2% em 2024.

Prevenção

A Norma Regulamentadora n.º 1 do Ministério do Trabalho e Emprego foi atualizada em agosto de 2024 para incluir a obrigatoriedade de avaliação de riscos psicossociais no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). O prazo definido para que as empresas se adequem à portaria é 25 de maio de 2026.

A mudança destaca que riscos psicossociais, como estresse, assédio e carga mental excessiva devem ser identificados e gerenciados pelos empregadores como parte das medidas de proteção à saúde dos trabalhadores.

"As empresas têm que investir em comunicação, feedback, lideranças empáticas, treinamento de liderança, trabalhar a questão da empatia, do trabalho em equipe através de workshops, dinâmicas, ergonomia, adaptação de todo o ambiente de trabalho para favorecer a saúde física e mental do trabalhador", pontua a professora Avany Cardoso Leal.

Moda Correio B+

A morte de Valentino e seu legado

A consultora de moda e estilo Gabriela Rosa escreve com exclusividade com o B+ sobre sua herança e marca registrada

20/01/2026 17h00

A consultora de moda e estilo Gabriela Rosa escreve com exclusividade com o B+ sobre sua herança e marca registrada

A consultora de moda e estilo Gabriela Rosa escreve com exclusividade com o B+ sobre sua herança e marca registrada Foto: Divulgação

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Morreu ontem o grande ícone da moda mundial o estilista italiano Valentino Garavani, aos 93 anos. Suas criações foram usadas por celebridades e figuras conhecidas como: Elizabeth Taylor, Nancy Reagan, Sharon Stone, Julia Roberts, Gwyneth Paltrow, Anne Hathaway e claro, a maior modelo do mundo Gisele Bundchen. 

Um dos maiores nomes da moda do século XX, ele cofundou a casa de moda Valentino em 1960 e figurou ao lado de Giorgio Armani e Karl Lagerfeld. Em seu instagram foi dado o comunicado: "Ele morreu em paz em sua casa em Roma, cercado pelo amor de sua família."

A consultora de moda e estilo que viveu na Europa e na Itália por anos e que terá a estreia de sua coluna Entre Costuras & Cultura no B+ esse mês Gabriela Rosa fala sobre a importância do estilista, suas marcas e legado para o mundo da moda. 

A moda já viu muitos gênios, mas poucos souberam sair de cena como artistas. Valentino foi um deles!
Existe uma história que me marcou profundamente. Numa entrevista, Giancarlo Giammetti, parceiro de Valentino, conta que, em certo momento, no ateliê de Roma, eles tinham cem costureiras, e nenhuma máquina de costura.

Tudo era feito à mão. Cada ponto, cada detalhe, cada vestido, e isso diz tudo sobre Valentino.
Porque ele não era um empresário, ele não era movido por números, investimentos ou estratégias de mercado, o estilista era, antes de tudo, um artista. Quando ele percebeu que a moda já não era mais aquela que conhecia, quando virou um grande negócio nas mãos de bancos e fundos de investimento ele teve a coragem de se retirar.

A indústria continuou ganhando dinheiro com perfumes, acessórios e imagens. Os desfiles viraram espetáculo, marketing e nada mais, mas Valentino nunca foi sobre isso. Ele não vestia celebridades para o tapete vermelho. Ele não corria atrás de holofotes. Valentino vestia a realeza e princesas de toda a Europa.

De Lady Diana a Beatrice Borromeo.Ele vestiu First Ladies e os maiores ícones de estilo da história, como Jackie Onassis, para quem ele desenhou até o vestido do segundo casamento.

E não era só sobre criar vestidos, Valentino criava identidades. Ele pensava no guarda-roupa inteiro, na imagem completa, na presença. Seu estilo deixou uma marca que poucos conseguiram deixar. Basta pensar no impacto cultural do vermelho Valentino, uma herança que estará sempre marcada, ou no fato de reconhecermos um look dele só pelo coque no cabelo.

Ele dominava o equilíbrio: feminilidade e elegância, opulência e linhas limpas, clássico e eterno. E é exatamente por isso que a morte de Valentino não marca um fim, mas sim uma consagração. Porque alguns criadores fazem roupas, outros constroem impérios.

Valentino construiu eternidade, e seu nome não vive em tendências, ele vive na história, na memória, e na cultura. Enquanto a moda muda,Valentino permanece, porque artistas de verdade nunca saem de cena, eles viram legado.

@gabrielarosastyle

A consultora de moda e estilo Gabriela Rosa escreve com exclusividade com o B+ sobre sua herança e marca registradaA consultora de moda e estilo Gabriela Rosa - Divulgação

 

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