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CICLO SUSTENTÁVEL

Mulheres aderem a absorventes de pano e coletores

Produtos ajudam no meio ambiente e também na saúde
16/07/2020 07:00 - Naiane Mesquita


Um simples absorvente descartável pode demorar de 100 a 500 anos para se decompor no meio ambiente. O plástico e outras substâncias químicas utilizadas no processo tornaram o item, ao longo do tempo, extremamente poluente para a natureza.  

Além do ponto de vista sustentável, há diversos relatos de mulheres que sofrem de alergias e doenças relacionadas a fungos por causa do uso prolongado do absorvente descartável.  

Com tantos contras em jogo, algumas alternativas – modernas ou antigas – têm surgido para diminuir tanto o impacto para a saúde quanto para o meio ambiente.  

Na lista de produtos queridos pelas mulheres há dois em especial, o absorvente de pano e o coletor menstrual. Pode parecer um retrocesso o uso de panos para conter o fluxo menstrual – o processo é um dos mais antigos – mas, com reformulações nos modelos e materiais utilizados, eles têm se mostrado igualmente viáveis.  

A empreendedora Lais Camargo, da Fantástica Loja de Encantos, comercializa duas marcas diferentes de absorventes de pano, que custam R$ 25 a unidade.  

“Uma é feita de tricoline por fora, impermeável, moletom, para absorver, e dry fit, que em contato com a pele tem a sensação de toque seco. A outra é de lycra, impermeável, moletom, para absorver, e melton, que em contato com a pele da sensação de toque semisseco”, explica.

Lais vende há três anos tanto o absorvente de pano quanto o coletor menstrual, esse feito com silicone. “Eu sempre tive muita alergia. Era um pacote de absorvente e um hipoglós todo mês.

Quando fiz intercâmbio, em 2007, uma atendente de um supermercado nos Estados Unidos me mostrou o coletor menstrual. Eu amei”, conta.

A auxiliar contábil Thalita Gomes Galvão, 30 anos, é uma das adeptas do coletor e do absorvente de pano. “Eu comecei com o coletor há 4 anos. Só que há um ano estou usando somente o absorvente de pano, pois tirei uma ferida do útero e estou aguardando o retorno para ver se está totalmente cicatrizada, para optar de vez em quando pelo coletor”, explica.  

Thalita conta que experimentou dois coletores até optar por um. “Testei e me apaixonei por um. É uma coisa tão boa que você indica para todas as amigas. Superprático. Mesmo eu tendo um fluxo intenso, quando eu comecei a usar, ficava as 8 horas de serviço sem transbordar. Mas sempre esvaziava uma vez para garantir, coisas de mulheres que sempre mancham as roupas”, ressalta.  

Thalita conta que após a cirurgia decidiu experimentar o de pano. “O que mais temia. Foi amor à primeira vista. Amo demais o de pano, superconfortável, e o melhor, não assa”, frisa.  

Coletor  

Feito de silicone, o coletor menstrual é basicamente um copinho hipoalérgico e antibacteriano, ajustável ao corpo.  

Maleável, o copinho é inserido na entrada da vagina, ao contrário do absorvente interno, que é colocado no fundo do canal vaginal.  

Para higienizar entre os usos, o ideal é lavar com água e sabão. Antes do início do ciclo e após o ciclo menstrual, é aconselhável a esterilização em água fervendo. Em média, o coletor pode ser encontrado a partir de R$ 50, e há várias marcas disponíveis no mercado.

Quem aderiu ao coletor menstrual foi a empresária Tauana Montier Onça Bortolini, 37 anos. “Comecei a usar o coletor porque eu realmente procurava uma alternativa sustentável”, disse.  

Tauana explica que tinha uma certa resistência em experimentar o coletor menstrual, por medo de o produto ser desconfortável ou não ter o efeito prometido. “Até que resolvi pagar para ver. Como eu vou falar de um negócio que eu nunca usei? Comprei um para poder testar, para poder falar se serviria ou não, e super deu certo. Eu gosto muito do coletor, para mim está sendo maravilhoso”, ressalta.  

Segundo Tauana, muitas vezes o coletor é imperceptível. “Às vezes eu nem lembro que estou com ele. Eu coloco de manhã e vou lembrar à noite. Ele não me incomoda, não aperta, não sinto nada. Tive um pouco de dificuldade no começo para poder tirar, mas eu acho que gera um pouco de ansiedade e de nervosismo, porque é uma coisa nova, que não estamos acostumadas”, aponta.  

Economia

Além da questão sustentável, o coletor e o absorvente de pano também geram economia para as mulheres. A auxiliar administrativo Erika Ferreira, 28 anos, decidiu experimentar o absorvente de pano há 2 anos. “Foi amor à primeira usada. Reduziu drasticamente o fluxo, diminuiu as cólicas e acabou com a alergia que eu sentia na virilha”, conta.  

Ela e a mulher decidiram adotar o absorvente de pano e sentiram a economia com o uso prolongado. “Por mês, eu gastava em média R$ 30. Aqui em casa são duas mulheres com fluxos muito fortes e já tem anos que não gasto com absorventes descartáveis”, indica.  

Com o tempo, Erika também decidiu testar o coletor menstrual. “Hoje eu uso mais o coletor, uso o absorvente de pano bem pouco, pois eu tenho 2 tamanhos de coletores. O maior eu uso no início do ciclo e o menor eu uso no fim do ciclo.

Minha mulher não se adaptou ao coletor, ela só usa o de pano”, frisa.  

Para ela, outro ponto decisivo foi o impacto no meio ambiente. “Hoje eu fico pensando no tanto que ja poluí o meio ambiente”, acredita. Entusiasta, ela explica que o produto pode impressionar quem tem preconceito. “Eu assumo que já cheguei a comprar absorvente de pano pelas estampas, que são lindas”, ri. 

 
 

Felpuda


Candidato a prefeito de cidade do interior foi buscar “inspiração” para elaborar seu programa de governo.

Assim, não se fez de rogado em beber da fonte de prefeito que tenta a reeleição em município da Bahia.

O dito-cujo cá dessas bandas copiou as propostas e vinha as apresentando como sendo de sua autoria.

A população já descobriu o plágio e ainda aguarda uma explicação.

Se não houver, as urnas certamente a darão.