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CULTURA

Teto de gesso despenca e baldes são usados para conter goteiras no Museu de Arte Contemporânea

De acordo com a Fundação de Cultura de MS, museu deve reabrir apenas em janeiro
17/11/2020 07:30 - Carol Alencar Cozzatti


Lócus da cultura e da história de um povo, os museus fazem parte da evolução humana, mas nem sempre são valorizados o suficiente. Em Campo Grande, o Museu de Arte Contemporânea (Marco) é um dos principais da cidade, com um acervo de mais de 2 mil obras, porém, apesar da importância, tem sofrido com problemas estruturais.  

Localizado na região nobre da cidade, o museu estava com a reabertura para visitação prevista para o mês de novembro, mas, em decorrência de um acidente no teto do auditório, está fechado por tempo indeterminado.

A equipe do Correio do Estado esteve no Marco e constatou que não somente o teto de gesso despencou, mas também com as chuvas fortes que ocorreram na Capital nos últimos dias, baldes foram espalhados pelas salas de arte para conter as goteiras, inclusive na biblioteca, o que prejudica parte do acervo e impossibilita a visitação do público. 

Obras de artistas, como Humberto Espíndola e Lídia Baís, estão empilhadas no chão, em cima de papelões, nos depósitos do museu.

“O Marco é de todos, as artes visuais constituem uma linguagem que faz história em MS, importantíssima como porta-voz desse povo e desse lugar, fundante da identidade e das contradições de nossa cultura e deveria ser mais valorizado, respeitado, democratizado [há várias salas de oficinas sem atividades contínuas há muitos anos] e seu acesso incentivado a professores, estudantes, pesquisadores, artistas e público geral”, afirmou em nota o Fórum de Cultura de MS.  

A manutenção do museu é de responsabilidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). Nela que são concentrados os fundos necessários para reparos e melhorias destes locais que tanto contribuem para a formação da sociedade.

Em resposta ao Correio do Estado, o diretor-geral da FCMS, Gustavo Arruda Castelo, informou que a fundação está fechando orçamentos para seguir com a contratação de uma empresa especializada para a obra no telhado. “Se tudo ocorrer dentro do previsto, acredito que poderemos reabrir o Museu para o público na segunda quinzena do mês de janeiro de 2021”, disse.

Centro cultural

A ausência de espaços de arte e cultura na cidade não é recente. O único centro cultural de Campo Grande, o José Octávio Guizzo, foi fechado há três anos e apenas no mês passado finalizou uma licitação para a criação de um projeto de reforma e ampliação do prédio. 

Com valor total de R$ 244.412,82, a empresa Ilume Arquitetura Eireli-EPP venceu a licitação e terá o prazo de 290 dias para entregar o projeto.  

Segundo a FCMS, também responsável pelo espaço, após a conclusão deste projeto arquitetônico, haverá outro processo licitatório para a execução da obra.  

A previsão é a de que o projeto desenvolvido pela empresa Ilume Arquitetura Eireli-EPP seja entregue em junho do ano que vem. Em seguida, o processo licitatório para execução da obra deve ocorrer em 90 dias, ou seja, até setembro de 2021.

Além do centro cultural, o mesmo espaço abriga um dos teatros mais importantes da cidade, o Aracy Balabanian. 

 
 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.