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"No plano institucional, que consigamos sempre elevar cada vez mais a harmonia entre os Poderes"

de FLÁVIO DINO // em sua posse no STF, que reuniu mais de 800 pessoas, um recorde

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O arbitro Marcelo de Lima Henrique decidiu abrir a boca e dizer quanto ganha um juiz de futebol no Brasil por cada partida. Eles não possuem salário fixo. A mensuração acontece jogo a jogo, sendo cada competição remunerada de maneira particular.

MAIS:  as categorias de elite nacional têm taxas mais elevadas: esses profissionais recebem, em média, R$ 7 mil por partida. Marcelo, que faz parte dessa categoria, e Vicente Renato Paiva Vuaden, que se aposentou no ano passado, são os únicos árbitros Master em atividade no país.

Novo desafio

Inspiração para muitos jovens esportistas, inclusive para Rayssa Leal , a skatista Leticia Bufoni, nos próximos dias 9 e 10 de março enfrenta um novo desafio e realizará um sonho: participará da Sprint Trophy Series, categoria da Porsche Cup, em Goiânia.

“Sempre fui apaixonada por automobilismo e a oportunidade de integrar a Porsche Cup é um sonho. O skate vai seguir sendo minha maior paixão, vou continuar me dedicando ao esporte que me abriu caminhos e realizei sonhos, mas me sinto pronta pra aprender, evoluir e, claro, me divertir muito nesse novo desafio”. E completa: “Quero desbravar espaços diferentes. Tanto que não estarei na Olimpíada de Paris por vontade própria”.

Em entrevista a Vogue contou que até os 17 anos ia para as pistas de skate se vestindo como menino, depois algo ligou sua chave de vaidade e começou a se arrumar e maquiar para competir. Mais: além do talento para os esportes e da beleza Bufoni também tem uma coleção de moda praia.

“Lancei no fim do ano passado em parceria com a marca Nalu. Participo de todo o processo, das cores ao corte. Há peças mais arrumadas para uma pool party, há modelos mais confortáveis para a prática esportiva”. cobertas e desafios. Aprecie cada etapa, pois é nelas que reside a verdadeira essência da existência”.

Ocidente não topa “doutrina Amorim”

Tem diplomatas que se encantam com a chamada “doutrina Amorim” e tem outros que acham que o ex-chanceler Celso Amorim vive no século passado. Ele acha que o Brics foi a “transformação” mais importante nas relações internacionais nos últimos tempos e as grandes potências enxergam um tanto de delírio nessa aposta.

Amorim repete que sua “doutrina” consiste em usar as alianças antiocidentais, inclusive ditaduras, para sacudir o Ocidente. Coloca nesse bloco – e apoia – Vladimir Putin, Nicolás Maduro, Daniel Ortega e outros que perseguem e matam seus opositores, censuram a mídia e desprezam a democracia.

O veterano diplomata que guiou Lula nos dois primeiros mandatos, quer usar as alianças do Brics para endurecer com o Ocidente, obrigando o bloco a fazer concessões aos países em desenvolvimento. Ele é radical e até acha que “a esquerda é a salvação do mundo”. Lula carrega Amorim no bolso do paletó, sempre available

Herança

O empossado ministro Flávio Dino no STF herdará um acervo de 340 processos que estavam sob a relatoria da aposentada Rosa Weber. Compõem esse montante 235 processos que iniciaram sua tramitação diretamente no Supremo e outros 105 recursais (vieram de outros tribunais).

A herança representa 1,3% do acervo geral da Alta Corte, que conta com 25.242 processos em tramitação. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, lidera o ranking com 5.721 processos sob sua relatoria.

Sem prêmios

O 36º Prêmio Lo Nuestro (premia o trabalho de artistas da música latina) realizado no Kaseya Center em Miami na quinta-feira (22) foi comandado pela apresentadora mexicana Galilea Montijo, pela modelo dominicana a Clarissa Molina e pela atriz mexicana Angélica Vale. E o nome da noite foi Karol G.

A cantora colombiana de 33 anos levou todos os prêmios (9) no qual estava indicada, incluindo o de Artista Urbana Feminina do Ano, Colaboração Urbana do Ano e Álbum Urbano do Ano. As estatuetas serão entregues a cantora que não compareceu a premiação. A cantora Anitta (esquerda), que mais uma vez chamou a atenção com seu look foi uma das apresentações da noite, ela concorria em duas categorias, mas não levou nada.

Quem também saiu sem prêmios foi a Ludmilla (centro com a companheira Bruna) que também concorria em duas categorias. Outra que passou pelo tapete foi Luiza Sonsa (direita).

In –  Torta de abacaxi com chocolate branco
Out – Bolo de abacaxi com cereja

Reforço

Analistas acham que Flávio Dino será um reforço à ala anti-golpe do Supremo, que chega a ter nove integrantes em alguns julgamentos. Ele será uma voz de fôlego no plenário porque ninguém acredita que essa fase inicial sem sua conhecida oratória demorará muito tempo.

Esses mesmos analistas entendem que esse lado faz parte da genética de Dino. Mais: ex-governador, ex-senador e ex-ministro de Lula, fará um revezamento com Alexandre de Moraes, perspectiva que lhe agrada muito, por sinal.

A mais concorrida

A posse de Flávio Dino como ministro do STF revela novo capítulo da aliança entre o Planalto e a Alta Corte enquanto avançam as investigações sobre os atos golpistas. Dino chega ao Supremo no momento em que a PF fecha o cerco sobre Jair Bolsonaro e militares do “seu Exército”.

A cerimônia da posse foi a mais concorrida dos últimos tempos: lotou o plenário e outros salões com cerca de 800 pessoas (ministros, governadores, deputados, senadores e advogados). Depois Dino foi assistir uma missa na Catedral de Brasília. Na hora das oferendas, pediu uma nota emprestada a Geraldo Alckmin. Os dois são católicos fervorosos.

PÉROLA

“No plano institucional, que consigamos sempre elevar cada vez mais a harmonia entre os Poderes. Cada um respeitando o seu papel, sua função, com muita ponderação”,

de FLÁVIO DINO // em sua posse no STF, que reuniu mais de 800 pessoas, um recorde.

TRAGICOMÉDIA

Muitos acham que as declarações dadas, nas últimas horas, pelo advogado Paulo Cunha Bueno, que defende Jair Bolsonaro em seus depoimentos (só teve um e o Capitão ficou de boca fechada, mas terá de enfrentar outros), é uma espécie de versão de uma tragicomédia. É quase trágico o que ele fala, mas provoca risos. Alguns dizem que ele “acha o brasileiro um idiota”.

Cunha disse que o ex-presidente não cometeu nenhum delito e que “não teme nada porque não fez nada”. Em outro momento, garantiu que Bolsonaro “nunca foi simpático a qualquer tipo de movimento golpista”. É de gargalhar.

Inspirando seguidores

Na semana passada, a defesa de Jair Bolsonaro orientou o ex-presidente a ficar em silêncio na Polícia Federal. Todo investigado tem o direito de permanecer calado. Se Bolsonaro falasse, seria pego na mentira se buscasse negar a tentativa de golpe para se perpetuar no poder.

Também ficaram em silêncio os ex-ministros Walter Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (GSI) e o almirante Almir Garnier, que era comandante da Marinha e foi o primeiro a dizer para Bolsonaro que “estava com as tropas prontas”. Recusando depor, o Capitão acha que sugere a seus seguidores que a investigação não merece ser levada a sério – num novo delírio.

DIFERENÇA

Na semana passada, no entorno do depoimento de Jair Bolsonaro e alguns militares na Polícia Federal havia um entendimento entre tantos envolvidos e seus advogados que a Justiça Militar é para “crimes militares”, não para indivíduos militares suspeitos de praticar qualquer outro tipo de crime.

Juristas estão se dividindo entre os dois enfoques. O mais discutido é se “tentativa de golpe de Estado”  é “crime militar” ou não. Além de Bolsonaro, também estão estressados com a possibilidade de prisão militares como Walter Braga Netto e Augusto Heleno, entre outros.

Um e outro

Um dia depois de uma conversa com o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken, Lula também conversou uma hora com o chanceler russo Serguei Lavrov, que veio ao Brasil participar da reunião dos chanceleres do G20, no Rio.

O russo transmitiu mensagem de Vladimir Putin de apoio à presidência do Brasil do G20 e reforçou convite para que o petista vá a Moscou para a cúpula do Brics, em outubro, Lula confirmou que irá. Lavrov foi a Brasília num avião da FAB. Havia preocupação com o abastecimento do avião russo que o levou para a reunião do G20 no Rio.

CÃES E GATOS

Dias depois do Senado extinguir a saidinha que tem favorecido a fuga de criminosos, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária aprovou resolução recebida no Congresso como “resposta” de ativistas que defendem mais regalias para presos e medidas de desencarceramento.

A resolução condena cães e gatos à prisão, obrigando a instalação de “canis e gatis” abrindo a possibilidade de reduzir as penas de criminosos que cuidem dos animais. É o Brasil!.

MISTURA FINA

PERMANECER no Brasil não é exatamente a ação preferencial de Lula. Agora, comitiva do Itamaraty e do Ministério da Agricultura estão se preparando para uma viagem ao Vietnã na primeira quinzena de março. A missão vai preparar a visita do presidente Lula ainda neste semestre. A viagem teria uma importância que vai além da esfera bilateral. Lula pisará em Hanoi com o objetivo de alinhavar um acordo do país asiático com o Mercosul.

BOLSONARISTAS e petistas agora duelam também em postagem onde tratam de fazer comparações entre a primeira-dama Janja e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Nesses dias, duas fotos delas, lado a lado, tinham legendas repletas de ironias e uma certa dose de humor. Aproveitando o “persona non grata” com o qual Israel brindou Lula, fizeram adaptações. Janja é chamada de “persona non gata” e Michelle de “persona gata”, até exibindo novo corte de cabelo.

O ROMBO provocado pelas despesas do governo Lula nas primeiras semanas de 2024 alcançou R$ 79,2 bilhões, segundo o Portal Transparência. Foram R$ 771,8 bilhões gastos com arrecadação de R$ 692,6 bilhões. O valor empenhado do Orçamento é de R$ 5,32 trilhões para despesas este ano e a receita de R$ 5,41 bilhões. Previsão para a Previdência em 2024: R$ 55,8 bilhões; despesas, R$ 107 bilhões.

DAVI Alcolumbre, judeu esquerdista, está entre a cruz e a espada. O senador tem sido pressionado por entidades da comunidade judaica no Brasil a se pronunciar contra as declarações de Lula em relação as comparações ao Holocausto. Até agora, o pragmatismo político tem falado mais alto. Alcolumbre é candidatíssimo à presidência do Senado no ano que vem – e conta com o apoio do presidente Lula.

O EX-senador Frederico Pinedo é o nome mais cotado para assumir o cargo de embaixador da Argentina no Brasil. Ele é próximo da ministra de Segurança, Patricia Bullrich, muito chegada a Javier Milei e tenta o apoio de Daniel Scioli, ex-embaixador no Brasil que assumiu lá o Ministério do Turismo, Ambiente e Esportes. Correndo por fora, Luiz Maria Krecler, atual cônsul argentino de São Paulo e Diego Guelar, ex-embaixador argentino em Brasília no segundo mandato de Carlos Menem.

O PRIMEIRO-ministro da Holanda, Mark Ruffe, recebeu apoio do Reino Unido e do presidente dos EUA, Joe Biden, para suceder Jens Stoltenberg como o próximo secretário da OTAN. Ficará encarregado de manter apoio dos membros para a defesa da Ucrânia contra a invasão russa, ao mesmo tempo evitando uma escala que poderia levar a OTAN para uma guerra contra a Rússia. Mais: terá de aguentar um possível segundo mandato de Donald Trump que já questionou o compromisso da OTAN na defesa de seus países membros.

Correio B

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta terça-feira, 23 de abril de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

23/04/2024 00h01

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Honoré de Balzac - escritor francês

Muitos homens têm um orgulho 
que os leva a ocultar os seus combates 
e apenas a mostrarem-se vitoriosos”.

FELPUDA

Áudio que circulou nas redes sociais traz ataque a deputado federal por parte de figurinha que não gostou do voto que este deu em decisão polêmica. O irritado defensor da moral e bons costumes dá seu nome e endereço para um confronto pessoal se o parlamentar quiser “tirar a diferença”. Quem ouviu achou o rompante hilário, para não dizer outra coisa, pois todos conhecem a figura, que há muito não é levada a sério. Ela é considerada, como diria vovó, protagonista de comédia bufa.

E assim caminha a humanidade...

Rega-bofe

O deputado federal Beto Pereira, pré-candidato a prefeito de Campo Grande, promoveu almoço para os vereadores que, 
em tese, vão lhe dar apoio na disputa eleitoral.

Mais

Além dos pratos do cardápio, para “prender pelo estômago” os convivas, outro ingrediente foi a conversa sobre política. 
Dos hoje 28 vereadores, participaram 13. Já os outros 16...

No dia 19, as advogadas Carolina Centeno e Priscila Arraes Reino, do Arraes e Centeno Advocacia, receberam, em São Paulo, o Prêmio Melhores Escritórios Digitais do Brasil, na categoria “YouTube”. 

Foi o reconhecimento nacional ao trabalho que elas exercem nas áreas previdenciária e trabalhista. O Canal do Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório, localizado em Campo Grande, foi criado em agosto de 2019, no YouTube, e tem 
mais de 660 mil inscritos, com 1,2 mil vídeos e lives. Esta foi a segunda edição do prêmio, que teve a participação de mais de 800 escritórios de advocacia.

Eduardo Riedel e Carlos Alberto Coimbra
Juliette

Xadrez

O time para trabalhar pela reeleição da prefeita Adriane Lopes continua sendo fortalecido por integrantes do grupo político da senadora Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, a mais expressiva liderança do PP. A nomeação de Ademar Silva Júnior para a Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro), um dos seus braços direitos, mostra que a parlamentar está movendo as peças no tabuleiro para a campanha eleitoral que se aproxima.

Peças

O novo titular da Sidagro veio somar forças com Marco Santullo, presidente do PP, também pessoa de confiança da senadora, que responde pela Secretaria de Governo de Adriane Lopes. Ambos são tarimbados nas articulações políticas e podem aglutinar apoio partidário, assim como econômico, inclusive do agronegócio, ao projeto de tentar reeleger a prefeita. 
Os dois seriam peças chaves, que até então estavam faltando na estratégia do PP para Campo Grande.

Esperança

A prefeita Adriane Lopes afasta-se cada vez mais do PT e a recíproca é verdadeira na disputa da reeleição. Sua participação 
no ato pró-Bolsonaro do dia 22 agigantou o abismo que separa as duas agremiações. Ela tenta ter o apoio do ex-presidente no primeiro turno. Não conseguindo, mas indo para a nova fase do pleito, espera obtê-lo. 

Aniversariantes

Dr. Sérgio Luiz Reis Furlani, 
Maria Teresa de Mendonça Casadei,
Ricardo Augusto Bacha, 
Liliane Gobbo, 
Rodrigo Rezek Pereira, 
Guisela Thaler Martini, 
Georges Mansour Hage, 
Derlis Ariel Gonçalves,
Bernardino Fernandes,
Edison dos Santos Barbosa,
Fernando Alves Bittencourt,
Johnny Vilalba de Matos,
Laura Cristina Moraes de Almeida,
Fernando Augusto de Araujo Nogueira,
Heloisa Vargas Fernandes,
Jorge Pereira de Castro,
Luiz Pascoal Anholeto,
Nelson Coelho Pina,
Lázaro Ortega Silva,
Daniel Oliveira da Conceição, 
Joanil Massister Benites,
Marcio de Campos Widal,
Marley Pettengill Galvão Serra, 
Jorge Luiz Rodrigues Noronha, 
Maria da Conceição Ribeiro Paraguassu,
Cândida Tavares de Souza Figueiró, 
Arnaldo Villas, 
Martim Vaz, 
Kelson Carvalho,
Jorge da Costa Marques,
Marcos Zambeli da Silva,
Adelina Rosa de Lima Tognini,
Flávio Rosemberg de Matos,
Vicente Jacques Monteiro Leite,
Terezinha Cândido Sobral Amaducci,
Jorge Pereira Vieira,
Mônica Aparecida Alves de Souza,
João Granjeira de Freitas,
Sulamirtes Rodrigues Galvão,
Otávio Almeida Loureiro,
Antonio Menezes de Souza,
Danielle Gutierrez Jacob,
Álvaro Vareiro,
Dra. Ana Beatriz Sperb Wanderley Marcos,
Lúcia Satiko Nakaiama,
Matheus Bambil de Almeida, Alcides Moreira dos Santos Júnior,
Altamiro de Souza,
Milton Ijudi Ekamoto,
Roseli Araújo de Matos Machado,
Taiãna Aparecida Alves,
Nilce Helena de Moraes,
Benedita da Silva Saraiva,
Adnair Dias da Silva Viana,
Ronald Ferreira de Novaes,
Cristiane Miranda Mônaco, 
Eva Selanir Blanco Braga,
Luciene Machado,
Maria Rita da Costa Assis,
Maria Claudia Machado,
Edson Mário de Souza Alves,
Gustavo Adolpho Bianchi Ferraris, 
Ana Maria Flôres de Almeida,
Geraldo Inácio da Silva,
Mário Sérgio Nantes,
Elisabeth Cristina Sisti, 
Moacyr Arantes Sobrinho,
Fred Alexandre dos Santos Silva,
João Lúcio Mendes da Silva,
Karla Ferreira de Souza,
Maria Emília Borges de Matos,
João Augusto Moraes Machado,
Marisa Barbosa Ferreira,
Edson Rufino Martins Neto,
Osvaldo Pereira da Silva,
Renato Ferreira da Silva,
Jairo de Oliveira,
Edith Fernandes Xavier,
Alisson Nelicio Cirilo Campos,
Júlio Augusto de Melo,
Ana Lourdes Diniz,
Laurita Zorrom Cavalcanti,
Orminda Rosa Rolim,
Sônia Inês de Oliveira Peralta Santana,
Renato Martins Neder, 
Karina Dalla Pria Balejo, 
Elizabete Tsuco Nakasone, 
Dra. Silvia Hiromi Nakashita,
Zeno Martins Gazote, 
Dr. Celso Jorge Cordoba Mendonça,
Denise Garcia Sakae, 
Ivan Jorge Gomes Ferro, 
Jorge Leite de Almeida,
Marlene Veigas Escobar,
Clayton Espinola Correa,
Sérgio Augusto Monteiro Pinheiro,
Isaac Duarte de Barros Junior,
Melissa Nunes Romero Echeverria,
Arno Knoch, 
Carlos Eduardo Girão de Arruda, 
Adalberto Luiz Reichert, 
Leonardo Menegucci, 
Melissa Murad Soares, 
Leandro José Guerra,
Saulo Roberto Mioto da Costa, 
Anibal Rodrigues Escobar,
Rogério Brandão de Carvalho.

Colaborou Tatyane Gameiro

MÚSICA

Djavan se apresenta neste sábado com show em Campo Grande; ainda há ingressos disponíveis

Embalado por "D Ao Vivo Maceió", álbum lançado no dia 11, Djavan apresenta no Bosque Expo, neste sábado, as canções do novo disco, que cobre quase cinco décadas de carreira; conheça o repertório faixa a faixa

22/04/2024 10h00

Sentido de origem atravessa Djavan: "Fui batizado na capela do farol, Matriz de Santa Rita" Foto: Divulgação/ Gabriela Schmidt / The Music Journal

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“Eu fui batizado na capela do farol, Matriz de Santa Rita, Maceió”, conta Djavan para as 20 mil pessoas que acompanhavam o show gravado na capital alagoana em 31 de março de 2023, que se tornou seu álbum mais recente, lançado no dia 11 deste mês.

O artista de 75 anos apresenta o mesmo repertório de “D Ao Vivo Maceió”, um passeio por 48 anos de carreira, neste sábado, no Bosque Expo, a partir das 22h30min (confira os valores no box).

Djavan finca o pé na origem e aponta de onde veio – o que diz muito do passado, mas mais ainda das escolhas presentes e dos caminhos futuros. Casa, enfim. É esse o sentido que atravessa “D Ao Vivo Maceió”, que documenta a turnê do disco “D” – a inicial do nome do artista, em mais um simbolismo que marca o valor essencial do início.

“Eu tenho um amor profundo e uma gratidão imensa pela minha cidade, por Maceió”, derrama-se o compositor, em conversa em seu estúdio, no Rio.

“Porque foi ali que eu me formei, foi ali que eu conheci tudo que eu precisava para ter uma formação diversa como a minha intuição e o meu espírito gostariam. Ali eu conheci o jazz, o R&B, a música flamenca, a música nordestina, a música do Brasil... Me formatei ali”.

SENSIBILIDADE INDÍGENA

O sentido de “casa” que atravessa o show, porém, não é um só. Porque, para além de sua cidade natal, são muitas as casas, as origens, os lares que Djavan evoca no palco.

A primeira, ainda antes de entrar em cena, fala de nossa essência como povo, pela voz de uma de suas representantes mais ilustres, Sonia Guajajara. Na abertura de “D Ao Vivo Maceió”, ouve-se a líder e ministra dos Povos Indígenas lendo um texto de sua autoria, feito especialmente para a turnê:

“Gritamos e ressoamos o ‘reflorestarmentes’, para que de uma vez por todas o nosso direito à vida seja conquistado, com base na natureza e na ancestralidade”, diz um trecho.

É ainda sobre o eco dessas palavras que Djavan abre o show com “Curumim”. Lançada em 1989, é uma canção de amor feita da perspectiva de um menino indígena, um curumim que entrega tudo à menina amada (“O que era flor/Eu já catei pra dar/Até meus lápis de cor/Eu já dei/G.I. Joe, já dei/O que se pensar/Eu já dei/Minhas conchas do mar”) e se angustia com o fato de não ser correspondido.

“Escrevi ‘Curumim’ depois de ter ficado muito impressionado quando vi na televisão uns meninos indígenas brincando com esses bonequinhos G.I. Joe [lançados no Brasil como Comandos em Ação]”, conta Djavan, que dedica o show aos indígenas e a todas as minorias do Brasil.

“Você vê a infiltração de outras culturas ali, como isso pode matar a cultura indígena. E eu trago na letra, para sedimentar essa questão, o nome de várias etnias. Nomes belíssimos, sonoros, musicais. Assim como a expressão ‘G.I. Joe’ também me pareceu, ali, extremamente musical”.

A fala nos lembra que, para Djavan, a casa é também a música – esteja ela guardada nos sons de txucarramãe ou de G.I. Joe.

O compositor nota que o lápis de cor, o G.I.Joe, as conchas são na verdade apenas representações da sedução – “algo que é inerente a qualquer povo, a qualquer civilização”, reflete.

“Estou tentando dizer, portanto, que os indígenas somos nós. Quando falo dos indígenas, das minorias, estou falando também de mim”, diz o compositor, que já em segundo disco, de 1978, trazia uma canção sobre o tema, “Cara de Índio”.

MÚSICOS E ESSÊNCIAS

Como pode ser visto nos palcos e no registro audiovisual, ao longo de todo o show, o telão projeta imagens de artistas indígenas e periféricos, na cenografia assinada por Gringo Cardia. Desenvolvido por Marina Franco, em parceria com o estilista convidado Lucas Leão, o figurino de Djavan – uma elegância ao mesmo tempo crua e futurista, ancestral e moderna, marcada por tons terra – dialoga com o cenário, assim como com a luz de Césio Lima, Mari Pitta e Serginho Almeida.

Produção esmerada que compensa a espera: gravado em 31 de março de 2023, “D Ao Vivo Maceió” ganha as ruas 10 anos depois do registro audiovisual anterior de Djavan, o “Rua dos Amores ao Vivo”.

Depois de “Curumim”, o roteiro prossegue com “Boa noite”, lançada em 1992 – o show reúne músicas que vão desde seu primeiro disco até “D”, de 2022, em um panorama amplo de sua carreira. Já nos primeiros versos, Djavan brinca com a ideia do engano de quem se acha dominador.

No caso, na dinâmica de um casal no jogo da sedução, mas que pode ser estendido à arrogância do colonizador que toma a terra que não é dele: “Meu ar de dominador/Dizia que eu ia ser seu dono/E nessa eu dancei”.

Outras essências de Djavan são tocadas ali (“Ainda Bem que Eu Sou Flamengo”, que ele trata na canção como um modo de lidar com o sofrimento e seu propósito).

E já se amplia no groove tão irresistível quanto surpreendente de “Boa Noite” uma percepção que “Curumim” já anunciava: de como o artista tem uma linguagem musical sedimentada e, mais do que isso, como ela é amparada por sua banda.

Estão no palco com o cantor instrumentistas que já estiveram com ele em diferentes momentos, que aprenderam a entendê-lo e ajudaram a dar forma ao que hoje se entende como a “assinatura Djavan”.

“Desde sempre tenho uma percepção musical diferente. Minha, né? Pessoal. E ninguém é obrigado a tê-la”, explica o artista.

“Mas uma coisa que Deus me deu, que é muito importante para mim, é saber pedir, fazer com que o sujeito embarque na minha e se sinta confortável com isso. Os músicos que estão comigo hoje já passaram por esse processo várias vezes. ‘Curumim’, por exemplo, Nossa Senhora! Ela tem uma divisão inusual, estranha para quem não está naquilo. Esses mesmos músicos de hoje relembram, toda vez que a gente vai tocar ‘Curumim’, a dificuldade que era. Mas hoje eles sabem”.

Os “músicos de hoje” a que Djavan se refere são Paulo Calasans (piano e teclado), Marcelo Martins (saxofone e flauta), Marcelo Mariano (baixo), Renato Fonseca (teclado), João Castilho (guitarra, violão e ukulele), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn) e Felipe Alves (bateria).

São eles que temperam o balanço bluesy de “Desandou” (do álbum “Matizes”, de 2007), gingam com graça e malícia no medley de sambas djavânicos que une “Limão” (1994), “Avião” (1989) e “Flor de Lis” (1976), incendeiam o baile caribenho de “Tanta Saudade” (parceria de Djavan e Chico Buarque de 1983) – apenas para citar alguns momentos do show.

INFLUÊNCIA MOURA

Retomando a sequência de “D Ao Vivo Maceió”: depois de “Boa noite”, Djavan segue mapeando sua casa em “Sevilhando”, do álbum “D”. O compositor cria o verbo do título para descrever seu movimento por suas raízes espalhadas pelo mundo: “Sevilha plantou/Na Alagoas nata/Um fiel servidor”.

“A influência moura, que grassa em Maceió, em Alagoas, no Nordeste, está em mim muito fortemente. Em ‘Sevilhando’, trouxe a ligação que há entre a música negra e a música da Andaluzia”, explica Djavan.

“Quando eu estive em Sevilha pela primeira vez, senti uma emoção fortíssima. Entrei naquelas vielas medievais e senti um cheiro que era uma coisa louca, um cheiro que estava dentro de mim, que eu nunca tinha sentido, mas eu sabia que aquele cheiro era meu, era da minha vida, da minha ancestralidade. Sentei no meio-fio e comecei a chorar”.

“Te devoro” (1998), “Dou-não-dou” (1987) e “Outono” (1992) exploram, cada uma à sua maneira, os cômodos de outra das casas de Djavan – a casa do desejo.

O desejo que sobrevive à chuva e ao frio em “Te Devoro”, que se manifesta na fera ronronando com doçura em “Dou-não-dou” e na boca que beija bem em “Outono”.

O som do acordeão do sertão sobre o relevo lindamente acidentado da música de Djavan chamam de novo para o Nordeste em “Seca” (1996). A canção nos encaminha para o já citado medley de sambas – gênero no qual, desde seu primeiro disco, o músico soube instalar seu lar.

Outra do álbum “D”, “Um Mundo de Paz” projeta com suingue a ideia de um futuro melhor para o amor – Djavan só acredita em utopias que dançam.

No esperado momento voz e violão do show, Djavan canta “Ventos do Norte” (1976), “Meu Bem Querer” (1980), “Alagoas” (1978) e “Oceano” (1989).

Presente em seu disco de estreia, “Ventos do Norte” é retomada pela primeira vez no palco – Djavan a tocou só na época do lançamento. “Alagoas” também é outra que há décadas não fazia parte de suas apresentações ao vivo.

RARIDADES

O show traz outras novidades no roteiro. “Tanta Saudade”, lançada na trilha do filme “Para Viver Um Grande Amor” (1983), é incorporada na discografia do Djavan pela primeira vez em sua concepção original – antes, ela estava só em uma versão remix no álbum “Na Pista, Etc.”, de 2005.

“Dou-Não-Dou” nunca havia sido levada ao palco. É o mesmo caso de “Você É”, do álbum “Bicho Solto” (1998), a qual, como nota Djavan, também trata de sua origem, identidade, casa: “Na letra, falo do negro, do árabe e do indígena. Eu me considero um misto dessas três entidades”.

Após o momento voz e violão, a banda retoma o palco com “Iluminado”, que Djavan gravou no disco “D” com seus filhos e netos. No show, sua família se expande para a banda e plateia, que canta junto e ergue as luzes de seus celulares.

A já citada “Desandou” antecede “Tenha Calma/Sem Você” (Djavan gravou sua canção e a de Tom Jobim e Vinicius de Moraes juntas dessa forma no álbum “Malásia”, de 1996).

Gravada nos Estados Unidos, “Luz” (1982) sinaliza outra ampliação da casa da música de Djavan para além das fronteiras brasileiras – e em paralelo marca a certeza do artista de pertencimento ao seu chão.

“Nessa época a Sony queria que eu fosse morar nos Estados Unidos”, ressalta o artista.

“Sempre tive isso como um sonho. Chegava a ter dúvida de se não seria melhor para mim se eu tivesse nascido nos Estados Unidos. Mas quando isso ficou prestes a ser concretizado, a primeira coisa que me veio na cabeça foi o seguinte: como é que eu vou criar com outros elementos que não os do Brasil, a cultura brasileira, as cidades, os lugares, os dizeres, as amarguras, as benesses, tudo que o Brasil pode oferecer? Viver em dólar não pagaria eu me apartar da minha cultura. Fiquei aqui. Foi a decisão mais acertada que eu tomei na vida”, frisa.

GRAND FINALE

“Tanta Saudade” abre espaço para “Asa” (1986), aproximando em sua letra o deus grego Zeus e o primeiro deputado federal indígena Mário Juruna – céu e chão. 

No meio da canção, em diferentes momentos, Djavan saúda ainda a lua e o Centro Sportivo Alagoano (CSA), clube de Maceió – céu e chão.

“Se” (1992), sua música mais executada nas plataformas, é seguida de “Você É”, que prepara o terreno para a reta final explosiva do show.

“Samurai” e “Sina” – ambas do álbum “Luz”, de 1982 – se mostram tão novas e infalíveis como quando foram lançadas.

Em ambas, os metais brilham como que assinando sua importância central ao longo de todo o espetáculo. No solo de Maceió, no palco armado à beira-mar, o verso “como querer djvanear o que há de bom” parece fazer ainda mais sentido.

Indo do romantismo à catarse, o bis com “Pétala” (1982) e “Lilás” (1984) cumpre seu papel de arremate preciso.

“Você já imaginou fazer um bis e matar o que você acabou de apresentar?”, pergunta Djavan, abastecido de sua experiência e sabedoria na comunicação com o público.

“O bis é determinante para fazer com que as pessoas vão para casa com a certeza de que acabaram de ver um grande show”, crava.

Iluminadas, enfim. Djavan, afinal, conhece a importância do movimento da volta para casa.

SERVIÇO 

AINDA HÁ INGRESSOS DISPONÍVEIS

As mesas fechadas para oito pessoas com open bar (água, refrigerante e cerveja com mix de castanhas e frutas secas) custam: 

  • setor A (amarelas), R$ 4.600; 
  • setor B (vermelhas), R$ 4.200; 
  • setor C (azuis), R$ 3.600. 

Os ingressos individuais em mesas compartilhadas com open bar variam de R$ 575 a R$ 340.

O bistrô para quatro pessoas com open bar (sem o mix de castanhas e frutas secas) custa R$ 1.400.

Para a área vip com open bar (sem o mix de castanhas e frutas secas), o ingresso individual custa de R$ 230 a R$ 175 para o terceiro lote.

A produção local informa que as arquibancadas são “simplesmente um plus para o público de área vip, uma área para descanso”, que não acomoda ao mesmo tempo todo o público do referido setor.

Os ingressos estão disponíveis no estande do Comper Jardim dos Estados ou pela internet: www.pedrosilvapromocoes.com.br

Mais informações: (67) 99296-6565 (WhatsApp).

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