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Musa Inspiradora

"Nunca foi um fardo
ser a Mônica", afirma filha
de Maurício de Sousa

"Nunca foi um fardo
ser a Mônica", afirma filha
de Maurício de Sousa

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Mônica de Sousa vive uma situação única: ajuda a administrar o trabalho do qual é musa inspiradora. Filha do cartunista Maurício de Sousa, ela diz se sentir orgulhosa do pai poder desfrutar do reconhecimento pela sua obra aos 80 anos.

Alvo de curiosidade do público por ter inspirado o personagem, a diretora comercial da Maurício de Sousa Produções conta que a relação com o processo de criação do pai é muito natural.

“Meu pai trabalhava na sala de casa, então crescemos vendo ele desenhar todos os personagens”, contou.

Todos os nove irmãos de Mônica ganharam homenagens do pai nos quadrinhos. Magali, a irmã um ano mais nova, por exemplo, foi inspiração para a menina comilona de vestido amarelo.

Em entrevista exclusiva ao G1, ela fala sobre como foi crescer inspirando um personagem que faz parte da infância de tantos brasileiros, sobre como é trabalhar com o pai e quais são os desafios para se manter no mercado de gibis com o avanço de novas mídias.

O Brasil é um país conhecido por prestar homenagens a artistas depois que eles morrem. E seu pai, Maurício de Sousa, é o principal homenageado da Bienal do Livro do Rio. Qual é a importância para ele de receber prêmios e grandes homenagens como essa ainda vivo?

É uma grande honra, ficamos orgulhosos de participar de todas as premiações em um ano tão importante como este em que celebramos os 80 anos do meu pai. É um grande presente! O mais importante é que ele próprio assiste a homenagem e pode agradecer tanto carinho.

Você e seus irmãos inspiraram personagens na obra do seu pai. Mas você inspirou a mais conhecida, que fez parte da história de todas as gerações que vieram depois dele. Como é a curiosidade das pessoas sobre você? Você é muito abordada quando sabem que você é a Mônica que inspirou as historinhas?

Sim as pessoas ficam muito curiosas para saber como é ser a Mônica, como era a minha infância, muita gente ainda fica chocada quando descobre que eu existo! Quando a Mônica apareceu pela primeira vez eu tinha três anos, mas acho que não me dei conta que tinha inspirado um personagem. Meu pai trabalhava na sala de casa, então crescemos vendo ele desenhar todos os personagens. Não me tocava, porque para nós era algo normal, não existia isso de quem é o personagem principal. Hoje eu amo ser a Mônica! Ela com certeza serve de inspiração para muitas meninas e também faz parte de uma Turminha que é adorada por todos os brasileiros, responsável pela alfabetização informal de muitos deles.

Em algum momento ser a Mônica que inspirou as historinhas foi um fardo?

Nunca foi um fardo, é muito bom servir de inspiração de uma personagem tão forte e determinada. Houve uma fase em que isso me incomodou um pouco, na pré-adolescência, nessa fase queremos ficar longe de todas as características que trazemos da infância.

Ter originado a personagem Mônica já te colocou em alguma situação engraçada?

Não foi tão engraçada, mas teve uma época que eu pensava que era forte como a Mônica, e peitei uma menina bem maior e bem mais velha que eu, levei uma bela surra, depois disso, nunca mais!

Você trabalha como diretora comercial da empresa do seu pai. É complicado trabalhar em uma estrutura familiar?

Com o tempo aprendemos a separar a relação profissional com a particular e familiar.

De tempos em tempos, a Turma da Mônica apresenta novos personagens e novas versões de seus personagens – como o caso da Turma da Mônica Jovem. É uma tentativa de se modernizar diante dos consumidores das histórias? Você identifica alguma alteração muito importante neste mercado?

A Maurício de Sousa possui diversas famílias de personagens como Turma da Mônica, Turma do Chico Bento, Mônica Toy, Turma da Mônica Baby, Turma do Penadinho, Turma da Mônica Jovem, entre outros. Estamos sempre inovando e acompanhando a modernização do mundo, mas sempre mantendo a tradição. Mônica Toy, por exemplo, é uma série em 2D com foco no público jovem, são animações de 30 segundos dos personagens da Turma da Mônica em versão Toy Art, com linguagem universal. É um formato novo, esta Turma nasceu para o universo digital.

Qual o papel da internet no mercado de histórias em quadrinhos? Você acha que as revistinhas em papel tendem a desaparecer?

A tecnologia vem agregando cada vez mais para a Mauricio de Sousa Produções. Inclusive, recentemente lançamos o aplicativo Caixa de Quadrinhos que oferece acesso a todo o acervo de revistas publicadas desde a década de 1980, alguns de forma gratuita e outros mediante assinatura. Isso faz com que os quadrinhos estejam cada vez mais próximos dessa geração que adora tecnologia e também dos fãs da Turminha que vivem em outros países, por exemplo.

MÚSICA CLÁSSICA

O destino em canto e cordas

O quarteto sul-mato-grossense Brasil Opus Música recebe o trio Parcae, da França, para dois recitais com entrada franca; um amanhã, em Campo Grande, no Teatro Aracy Balabanian, e o outro no dia 22, em Bonito, na Praça da Liberdade

17/07/2024 10h00

Trio Parcae: Fiona Fauchois (soprano), Elise Gueroult (mezzo-soprano) e Léa Sirera (soprano)

Trio Parcae: Fiona Fauchois (soprano), Elise Gueroult (mezzo-soprano) e Léa Sirera (soprano) Foto: Divulgação

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As parcas, na Roma Antiga e na mitologia grega, eram três irmãs que governavam o destino dos homens. Filhas da noite (ou de Júpiter e Têmis), Nona (ou Cloto), Décima (ou Láquesis) e Morta (ou Átropos) teciam o fio da vida e eram simbolizadas como três velhas fiandeiras – bem ao gosto, aliás, da escritora Raquel Naveira. As três também eram responsáveis por vigiar o movimento das “esferas celestes e da harmonia do mundo”.

É assim, carregado de sentidos, o nome escolhido por três jovens cantoras líricas francesas para o projeto do trio Parcae. Elise Gueroult, Léa Sirera e Fiona Fauchois – a primeira é mezzo-soprano, enquanto as outras duas são sopranos – buscam mostrar um trabalho vocal que é resultado de uma investigação sobre a influência da música medieval na tradição da música europeia, trazendo à tona “figuras esquecidas pela história”, a fim de propor um “repertório distante, reorganizado e repensado de forma a ser apresentado com canções dos dias atuais”.

Elas chegaram na manhã de ontem em Campo Grande e estão sendo ciceroneadas pelo quarteto sul-mato-grossense Brasil Opus Música, com quem fazem duas apresentações no Estado, ambas com entrada franca: a primeira delas amanhã, na Capital, no Teatro Aracy Balabanian, às 19h, e a segunda no dia 22, em Bonito, na Praça da Liberdade, no mesmo horário.

Com o seu “repertório distante”, o trio Parcae quer fazer o público “dançar, chorar e sonhar” com as suas intérpretes e com os parceiros com quem desenvolvem a sua arte.

A ideia dos dois recitais em MS, que integram o projeto Catedral Erudita, da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), é justamente trazer para o Estado a oportunidade de se ver – e principalmente ouvir – como se dá a química sonora do Parcae com um dos mais destacados grupos de câmara da cena local.

Idealizado e dirigido pelo maestro e violonista Eduardo Martinelli, o quarteto Brasil Opus Música apresenta, por sua vez, uma abordagem bastante inventiva das tradições brasileiras, sul-americanas e da região do Pantanal.

O grupo é formado por músicos com vasta experiência internacional, tendo se apresentado ao lado de instrumentistas dos Estados Unidos, do Canadá, do Chile, da Argentina, do Uruguai, de Portugal, da Espanha, da Suíça, de Trindade e Tobago, da Coreia do Sul e da Itália.

A formação das duas apresentações com o trio Parcae envolve, além de Martinelli, Brenner Rozales na viola erudita (ou de arco), Gleison Ferreira no violino e Marcelo Geronimo no violoncelo.

Os integrantes do quarteto de CG e do trio francês se conheceram em fevereiro, quando o Brasil Opus Música cumpriu uma agenda de apresentações em Barcelona, na Espanha, e descobriram “uma conexão única entre estilos e abordagens artísticas”, como relata o maestro Martinelli, que fala em “diálogo entre culturas e épocas distintas” e em “transcender fronteiras” ao comentar sobre o encontro no palco com as convidadas.

REPERTÓRIO

Toda essa miscelânea de referências e sensibilidades chegará aos ouvidos do público por meio de um repertório bem eclético, capaz de pôr à prova a versatilidade das duas formações em sua simbiose artística.

E isso com uma interessante pontuação da expressão feminina ao longo do programa, desde “A chantar m’er de so qu’eu no volria”, da trovadora Beatriz de Dia (1140-1180), única “cantiga de amigo” – como são chamadas as canções de amor compostas por mulheres no período medieval – da qual a música 
se mantém intacta, até “Lua Branca” (1911).

Essa segunda canção é uma célebre modinha da carioca Chiquinha Gonzaga (1847-1935), um dos maiores nomes da composição brasileira de todos os tempos, que a fez para a burleta (uma forma de teatro de costumes) “Forrobodó”.

A partir daí, o tema ganharia o cancioneiro nacional, permanecendo como um standard com Olívia Hime, Maria Bethânia e diversas outras vozes. Tema do bis do recital, “Lua Branca” foi uma escolha de Martinelli.

“Sugeri por ser de uma compositora brasileira muito importante e pelo timbre de voz das cantoras também. É uma coisa bonita, e acredito que músicos de outros países podem gostar não só de conhecer, mas também de interagir e se integrar. Achei que tinha muito a ver com a questão das três cantoras. Na minha intuição e no meu conhecimento da forma, achei que era uma coisa muito bacana e que pudesse dar supercerto”, conta o maestro e violonista.

Até os ensaios presenciais de ontem, hoje e amanhã, a interação dos grupos – cada um de um lado do Oceano Atlântico – vinha ocrrendo virtualmente, por WhatsApp e videochamadas coletivas/laterais.

“A troca de material, de verificação de tonalidade e das formas musicais foram antecipadas remotamente”, diz Martinelli.

Confira o repertório completo no box.

Repertório – Trio Parcae & Brasil Opus Música

Parte 1 – Música Antiga

  • “A chantar m’er de so qu’eu no volria” (Beatriz de Dia);
  • “Le tre grazie” (Barbara Strozzi);
  • “La fille au roi Louis” (autoria anônima);
  • “Quand je menai les chevaux boire” (autoria anônima).

Parte 2 – Ópera

  • “Habanera” (da ópera “Carmen”, 
  • de Bizet), com Elise e Brasil Opus Música;
  • “Belle nuit o nuit d’amour” (da ópera 
  • “Os Contos de Hoffmann”, de Offenbach), com Léa, Fiona e Brasil Opus Música;
  • “Dueto de Gatos” (Rossini);
  • “Nana” (de “Sete Canções Populares”, de Manuel de Falla), com Léa e Brasil Opus Música;
  • “La rosa y el sauce” (Carlos Guastavino);
  • “Je ne t’aime pas” (Kurt Weill).

Parte 3 – Música Popular

  • “La vie en rose” (Édith Piaf);
  • “Cucurrucucu Paloma” (Tomás Méndez), com Léa e Brasil Opus Música;
  • “Aatini Al Naya wa Ghanni” (Gibran/Fairuz), com Elise e Brasil Opus Música;
  • “Recuerdos de Ypacarai” (Ortiz/De Mirkin);
  • “Will ye go lassie go” (autoria anônima), com Fiona e Brasil Opus Música;
  • “La valse à mille temps” (Jacques Brel);

Bis: “Lua Branca” (Chiquinha Gonzaga).

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Diálogo

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta quarta-feira, 17 de julho de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

17/07/2024 00h01

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Cecília Sfalsin escritora brasileira

Este sorriso que levo foi projetado por dores que passei, por lutas que superei e por guerras que venci... Meu sorriso tem histórias”.

Felpuda

Em animada roda de conversa, experiente político afirmou que a disputa pela Prefeitura de Campo Grande está parecendo as discotecas dos anos 1970.  Há figurinhas de todos os tipos, cabelos e modelitos idem,  e muitos “sacolejos dos esqueletos” para ver quem tem o melhor desempenho nos requebros sob as luzes do globo espelhado (disco ball), a fim de se destacar. Por enquanto, segundo ele,  só tem gente se enrolando nas próprias pernas,  correndo o risco de desabar no salão de dança ou no choro. Como se vê...

Diálogo

Dia dos Pais

Pesquisa da Fecomércio mostra que a preferência de presentes  em Mato Grosso do Sul  para o Dia dos Pais recai  sobre roupas, com índice de 42%  dos entrevistados, seguido bem distante de perfumes/cosméticos, que atingiram 24%, e calçados,  com 21% na intenção de compras. 

Mais

Em junho, foram entrevistadas 1.981 pessoas em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã,  Coxim, Bonito, Corumbá,  Ladário e Três Lagoas.  Estima-se que sejam injetados  R$ 349,88 milhões na economia, sendo R$ 148,30 milhões referentes aos presentes.

DiálogoDra. Bruna Gameiro
 
Diálogo Alexandra Gholmia e Viviane Magnani
 

Com pressa

As lideranças políticas estão sedentas que só para realizar  as convenções que oficializarão  os nomes dos pré-candidatos. O prazo começa no dia 20 e vai até 5 de agosto, mas os partidos em Campo Grande decidiram bater o martelo ainda este mês. São dois os motivos: não deixar de “amarrar” as alianças políticas e também se livrar das figuras que, sem noção, teimam em ter o nome homologado para a disputa, mas de potencial de votos semelhante ao fundo de um precipício.

Palco

Alguns pré-candidatos, quando das convenções, participarão  dos eventos como pop stars, com direito à alta produção determinada pelos seus marqueteiros em arrojados passos, na tentativa de ganhar a Prefeitura de Campo Grande. O objetivo  é “causar” e fazer, como tudo indica, que os personagens  de Superman e Supergirl,  das histórias em quadrinhos  e dos filmes, fiquem parecendo amadores. Mas, sempre  é bom lembrar que, mais do que todo aparato, semelhante  ao de show business, é preciso primeiro combinar com o eleitor.

Irritado

Quem andou dando “puxões  de orelhas” nos colegas  da Comissão de Constituição, Justiça e Redação foi o deputado estadual Pedro Kemp. Ele mostrou irritação porque algumas de suas propostas “morreram’’ naquele grupo de trabalho. Segundo ele, os parlamentares “estão aqui para votar projetos de lei relevantes  à sociedade, e não perfumaria’.’

ANIVERSARIANTES

 

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