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CINCO PERGUNTAS

Otaviano Costa de olhos bem abertos

À frente do “Extreme Makeover Brasil”, Otaviano Costa se divide entre a tevê e o digital
03/04/2020 23:00 - Caroline Borges/TV Press


A relação entre Otaviano Costa e o formato do “Extreme Makeover Brasil” é nostálgica. Filho de engenheiros, o apresentador de 46 anos não seguiu a profissão dos pais. Porém, ao longo dos anos, sempre manteve um olhar especial para arquitetura e construções. Por isso mesmo, quando recebeu o convite para comandar a versão brasileira do formato estrangeiro da Endemol Shine, Otaviano rapidamente se conectou ao projeto do GNT. “Sempre tive a arquitetura e a engenharia no meu sangue. Eu e a Flávia (Alessandra, esposa) estamos juntos há mais de 10 anos e já fizemos umas quatro obras. Gosto ver, admirar e falar a respeito. Quando surgiu o ‘Extreme’, foi algo muito particular. Tenho muita afinidade. Eu já assistia ao programa e gostava de ver as reformas e as histórias retratadas. Várias vezes me peguei emocionado com alguns episódios”, valoriza.

               O “Extreme Makeover Brasil” é a primeira empreitada de Otaviano na tevê, após o fim de seu contrato com a Globo, onde permaneceu por 10 anos. Assim que finalizou seu vínculo com a emissora, o apresentador seguiu investindo em sua porção comunicador e estreou à frente de seu canal no YouTube, que reúne quase 190 mil inscritos. Natural de Cuiabá, no Mato Grosso, Otaviano, que atua cada vez menos como ator, ressalta sua constante inquietude profissional. “Amo demais minha profissão e sou casado com a minha arte. Tenho sempre de deixar esse relacionamento quente, não posso deixar cair na rotina, preciso surpreender. Estou sempre criando novas situações, mergulhando de cabeça em novos projetos e me provocando e provocando outras pessoas. Deixo esse casamento de muitos anos como um namoro de um dia”, aponta.

P – De que forma o “Extreme Makeover Brasil” surgiu para você? 

R – Foi de forma inusitada e curiosa. O João Vicente de Castro me ligou e perguntou se poderia passar meu telefone para a direção do GNT porque eles queriam conversar comigo sobre um projeto. Alguns dias depois, a Daniela Mignani (diretora do GNT) me ligou e me contou sobre o programa. Fiquei muito feliz e empolgado. Eu estava totalmente imerso na minha transformação do universo digital. Não imaginava que o Grupo Globo fosse me chamar de novo alguns meses após a minha saída. Topei na hora.

P – O “Extreme Makeover Brasil” é um programa comprado da Endemol Shine. Dentro das limitações do formato, como você fez para colocar sua identidade à frente da produção? 

R – A versão brasileira é baseada em um formato com uma bíblia de regras da Endemol. Por isso, temos de seguir algumas normas fundamentais do formato. Sou um comunicador e busquei trazer meu estilo para dentro do programa. Seria improdutivo aceitar um projeto desses e não poder colocar minha porção como artista e comunicador. Isso é um diferencial dos formatos estrangeiros. Trouxe meu olhar e meu jeito de comunicar para essa caixa de emoções. A direção do GNT e a Endemol me deram total liberdade.

P – Você teve algum receio após perder a estabilidade de um contrato longo com a Globo?

R – Não me preocupei com isso. Tenho uma vida muito sólida e tranquila para tomar essa decisão para minha felicidade pessoal e profissional. Eu tinha mais um ano de contrato e não tenho dúvidas de que isso se estenderia por outros anos. Sempre tivemos uma ótima relação. Tanto é que, em menos de cinco meses, eu estava de volta ao Grupo Globo.

P – Logo após sua saída da Globo, você passou a investir bastante no conteúdo digital. Como está sendo essa experiência?

R – Está sendo uma jornada fantástica. É desafiador, empolgante e muito criativo. Tenho a ajuda de um timaço do universo digital e estou desbravando as minhas habilidades nas multiplataformas. Estou pensando em um tipo de conteúdo para cada canal e público. É empolgante essa falta de limites. Estou criando novas histórias e projetos. É um caminho sem volta. Ainda assim, esse meu movimento de carreira de me inserir de forma relevante no universo digital não me impede de estar em uma tevê fechada, como é o caso do GNT, ou em uma tevê aberta. Agora estou com um olhar em 360 graus.

P – A sua vertente como comunicador está cada vez mais forte. Que espaço a atuação ocupa atualmente na sua trajetória?

R – Nos últimos anos, na própria Globo inclusive, eu estava atuando apenas como comunicador. Raramente fazia algo como ator, como era o caso da “Escolinha”. Essa jornada eu pretendo manter fora da Globo. Estrategicamente resolvi me dedicar ao meu lado comunicador. É meu negócio e minha caixa de prazer. Mas nada vai me impedir de fazer longas, séries ou dublagens, por exemplo. Vida que segue e já vinha seguindo (risos).

 

"Extreme Makeover Brasil" – GNT – Terça, às 20h30.

 

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.