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CRIANÇAS EM CASA

Com a pandemia de Covid-19, veja dicas para entreter as crianças

Escolas suspenderam aulas e pais precisam de criatividade para distrair com os pequenos em casa
19/03/2020 07:00 - Naiane Mesquita


 

Com apenas três anos de idade, Luna Beatriz Onça Camargo sabe lavar as mãos sem nenhuma dificuldade. Usa água e sabão e lava até o cotovelo.

A pequena está em isolamento em casa, ao lado da família, para prevenir o contágio do novo Coronavírus e está preparada para esperar o período passar.  

Com serenidade conta para todo mundo porque está em casa atualmente. “Porque tem o coronavírus e ele está espalhando. É uma doença, umas gotinhas que a gente não enxerga”, explica, com simplicidade sobre o que sabe do Covid-19.

Luna sabe que por causa da pandemia não é seguro sair de casa e por isso as aulas foram suspensas. “Para piscina também não pode”, conta, resiliente.  

A mãe de Luna, a professora, jornalista e doula Laís Camargo, explica que a filha foi orientada na escola e está seguindo todas as recomendações em casa. “Ela lava as mãos igual a professora ensinou, tudo certinho, igual o curso de higienização que eu fiz no hospital para ter autorização de entrar como doula”, ressalta.

Professora de uma escola de idiomas da cidade, ela conta que por ter contato com alunos evitou visitar a mãe e a bisavó durante o período de isolamento. “Como eu sou professora e eu convivi com alguns alunos de uma escola em que um dos pais foi diagnosticado, eu não fui mais na minha mãe. Tenho minha vó que tem mais de 80 anos, eu posso não ter sintoma nenhum, mas posso estar carregando o vírus, não quero arriscar”, diz. 

 
 

Criatividade

Para aliviar o tédio em casa, já que Luna não pode nem ir para a piscina ou o parquinho do prédio, Laís tem recorrido a brincadeiras, live com contação de histórias na internet e muita criatividade.

Os perfils @ fafaconta e @ maequele no Instagram estão realizando momentos de contação de histórias pela Internet. O primeiro perfil é às 10h30, nas segundas, quartas e sextas, enquanto o segundo é às 16h30 nas terças e quintas-feiras.

Quem tem colocado a criatividade em ação é a jornalista Laryssa Macedo, mãe de três crianças, Cecília, 5 anos, Clarice, 3 anos e Raul, 1 ano e 9 meses. Grávida do quarto filho, ela disse que o segredo é evitar o tédio. “Ontem mesmo fizemos aquela experiência da importância de lavar a mão para combater o vírus”, ressalta.

Mesmo assim, Laryssa frisa que não precisa ocorrer cobrança. “Nem sempre estamos dispostos e o cansaço chega. As vezes é o momento deles mesmos criarem suas próprias brincadeiras. Ontem mesmo flagrei elas brincando com as bonecas e explicando como se lava a mão por causa do coronavírus”, conta.  

 
 

A pedagoga Anne Luiza Ortiz Dias Albernaz acredita que o importante é manter a rotina das crianças, como o horário das refeições. “A atividade intelectual pode ser mantida por meio de jogos, como caça-palavras, stop, jogo de tabuleiro, por exemplo”, ressalta.  

Outra dica são os jogos que gastam a energia das crianças. “Há várias ideias de brincadeiras que podem ajudar”, explica a pedagoga.

Para a gerente de negócios e jornalista, Patrícia Freire, o momento é ideal para transparecer segurança e informação para as crianças. “Acho que eles estão mais ansiosos que com medo, sabem que não estão de férias, que não podemos sair passeando para qualquer lugar. Como até sexta-feira ainda foram nas aulas foi sossegado, acho que ainda está parecendo um feriado prolongado para eles. Mas daqui a pouco sei que vou preicsar criar outras alternativas de descontração para que o tédio não tome conta e que não fiquem apenas grudados nas telas”, acredita Patrícia, mãe de Eduardo, de 8 anos e Mariana, de 12. 

Dica de brincadeira:  

Caça ao tesouro:

materiais necessários:

Lápis

papel

fitas

postites coloridos

Como fazer: Demarque uma área da casa ou do quinta, espalhe as pistas dentro da área escolhida para que a criança encontre o tesouro - Estimula a agilidade, atenção, concentração, raciocínio lógico socialização, cooperação e estratégia.

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.