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NOVELA

Presença multitela de Paulo Rocha

Com apenas nove anos de carreira no Brasil, o ator está nas três reprises de novelas da Globo durante a pandemia
07/07/2020 14:42 - Márcio Maio/TV Press


 

Fazem apenas nove anos que Paulo Rocha saiu de Portugal para, inadvertidamente, começar a construir uma nova vida no Brasil. Na época, a vinda foi a convite de Aguinaldo Silva, que tinha ficado impressionado com a atuação do português na novela “Vingança”, produzida pela SIC, em 2007, e queria escrever um papel especialmente para o “gajo”. Mas tudo correu tão bem que Paulo, agora com 43 anos, coleciona personagens marcantes no Brasil. E três deles em novelas que a Globo reprisa atualmente, em função da pandemia do novo coronavírus. Um feito e tanto, principalmente para uma carreira relativamente recente no país. E que, claro, o enche de orgulho, mas também causou certo susto. “Estamos vivenciando tempos difíceis, o que motivou isso a acontecer é assustador”, lamenta. “Gosto de acreditar que são produções que falam de superação, de transformação. As tramas passam uma mensagem de esperança, além de apresentarem histórias leves”, pontua.  

Em “Novo Mundo”, trama das 18h, Paulo encarnou o General Avilez, que chegou a ser uma “pedra no sapato” de Dom Pedro I, papel de Caio Castro. Às 19h, ele aparece como o bruto Dino, padrasto da mocinha Elisa, vivida por Marina Ruy Barbosa. Já às 21h, o ator larga a imagem de vilão e dá vida ao romântico e honesto Guaracy, de “Fina Estampa”, seu primeiro trabalho no Brasil. “Foi o projeto que marcou a minha vida, a minha mudança de Portugal para o Brasil. Então, acho que isso revela bem a importância que essa novela e esse personagem tiveram em minha vida”, atesta. 

Na trama de Aguinaldo Silva, Guaracy é um eterno apaixonado pela batalhadora e, agora, milionária, Griselda, interpretada por Lília Cabral. Porém, cansado de ser deixado de lado pela amada, se entregou a um romance com Esther, personagem de Júlia Lemmertz. Um momento do folhetim que, para Paulo, foi de extrema importância. “Acho que faz parte de um pêndulo que mostra uma série de características bastante agradáveis que o Guaracy tem. Como um olhar sobre o mundo e sobre o outro que são muito bonitos”, justifica. E confessa: quando gravou “Fina Estampa”, não tinha tanta noção do peso que ocupava ali. “Era um personagem muito vivo, acho que ele estava muito inteiro na trama. Na época, eu não tinha tanto essa consciência que tenho hoje, com esse distanciamento”, assume.

Se “Fina Estampa” foi a porta de entrada de Paulo Rocha no mercado brasileiro, pode-se dizer que “Totalmente Demais” marcou uma nova fase em sua carreira por aqui. Ali, o galã teve sua imagem retrabalhada, ganhou um ar mais cafajeste e mostrou uma nova faceta ao público brasileiro. “Foi o primeiro vilão que eu fiz no Brasil. Foi uma oportunidade para fazer uma boa pesquisa. Sem dúvida, um dos trabalhos mais marcantes da minha carreira”, frisa. Deu certo, tanto que seu trabalho seguinte também foi com um tipo mau-caráter: justamente o General Avilez, comparsa de Thomas, papel de Gabriel Braga Nunes em “Novo Mundo”, que lutava para que o Brasil não se tornasse independente de Portugal. Para o ator, a história da novela das 18h tem algumas semelhanças com esse período de pandemia. “Naquela época, o povo enfrentava um novo mundo, como enfrentamos hoje. Um mundo que nos deixa inseguros, assustados, mas onde nem tudo é ruim. É hora de cuidarmos e estarmos com quem nos faz feliz e amamos”, analisa.

Homem do campo

O isolamento social não chega a ser um problema para Paulo Rocha, que passa a quarentena em um sítio, com sua família. O ator garante que é um homem caseiro e, exatamente por isso, estar recluso não causa aborrecimentos. Além disso, a fase é propícia para umas boas férias. “Acabei de sair de ‘Éramos Seis’, estava nos planos uma pausa para descansar”, entrega ele, que está aproveitando para se conectar mais com a natureza.  

Nessa movimentação mais calma e tranquila do campo, Paulo afirma estar “reavivando” memórias de sua adolescência. “Tenho procurado cavar a terra, rachar a lenha, fazer adubo. Sou eu quem está fazendo o pão aqui em casa, reavivei algumas receitas de Portugal, voltei a cozinhar”, conta. O que também não significa estar sem preocupações ou com muito tempo livre. “Quando a gente tem uma criança pequena e uma casa para cuidar, o tédio não tem nem espaço. A gente mal tem tempo para se coçar, como se diz em Portugal”, brinca ele, que é pai de José Francisco, de apenas dois anos

Instantâneas

# Na adolescência, Paulo Rocha chegou a viver na Casa do Gaiato, instituição portuguesa que acolhe, educa e integra na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, se viram privados de suas famílias.

# Sua estreia em novelas aconteceu em “A Senhora das Águas”, exibida pela RTP entre 2001 e 2002, que contou com Juliana Baroni e Oscar Magrini no elenco.  

# O antagonista Rodrigo, de “Vingança”, foi seu primeiro trabalho de destaque em uma novela.

# Além de “Fina Estampa”, Paulo Rocha participou de outros dois folhetins de Aguinaldo Silva no Brasil: “Império”, em 2014, e “O Sétimo Guardião”, em 2018.

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...