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ENTREVISTA

Pedro Bial se orgulha e valoriza a quinta temporada do “Conversa com Bial”

O apresentador exalta possibilidades do trabalho remoto com o talk show
02/03/2021 16:45 - Geraldo Bessa/TV Press


Pedro Bial já estava acostumado a receber seus convidados no conforto de um amplo estúdio, com direito a banda e plateia. 

De tão bem estabelecido, o apresentador do “Conversa com Bial” até fazia algumas entrevistas externas, mas era no cenário de seu programa que ele julgava desenvolver melhor seus papos noturnos. 

A pandemia, entretanto, forçou Bial a uma adaptação inevitável: a de encaixar o programa em um formato remoto sem perder a relevância já conquistada. 

Superados os entraves tecnológicos, a equipe percebeu que poderia expandir as possibilidades a partir do novo modelo de trabalho, com convidados que dificilmente poderiam aparecer no estúdio, em especial, os internacionais. 

É um formato muito inspirador. Aos poucos, fomos avançando em aprimorar a ideia, na captação, no capricho com a imagem e na edição, que sempre foi uma marca da excelência da direção. No fim, chegamos a um resultado muito interessante”, acredita.

Natural do Rio de Janeiro, Bial está na Globo desde o início dos anos 1980. 

Por anos, foi um dos dos principais correspondentes internacionais da emissora na sucursal de Londres, Inglaterra. 

De volta ao Brasil, em meados dos anos 1990, acabou como âncora do dominical “Fantástico”, onde ficou por mais de uma década. 

Respeitado como jornalista, Bial resolveu fazer a transição para a área de entretenimento da Globo como apresentador do sucesso “Big Brother Brasil”, onde ficou de 2002 a 2016. 

Paralelamente ao “reality”, apresentou programas de debates e entrevistas na Globo e na GloboNews até chegar ao “Conversa Com Bial”, em 2017. 

Aos 62 anos, ele se orgulha da trajetória na tevê e valoriza o bom momento do “talk-show”. 

Me orgulho da clareza, transparência e espírito democrático que o programa entrega a cada edição. Em pouco tempo no ar, já temos boas e importantes histórias para contar”, gaba-se.

 

P - No momento em que diversas produções da Globo estão retornando aos estúdios, o “Conversa com Bial” se mantém no esquema remoto. É o formato que mais funciona para você?

R - A gente demorou, mas aprendeu a usar um momento de adversidade a nosso favor. Ano passado, tudo estava muito incerto.  

A gente tinha as ideias para a temporada, mas não sabia como fazer as entrevistas ficarem realmente interessantes à distância. O estúdio tinha o conforto, a banda e o calor humano. 

Ficar sem isso deixou a equipe meio insegura. Entretanto, vimos a possibilidade de expandir as opções do justamente por conta dessa limitação de ter que fazer tudo remotamente. 

Aí começamos a pensar em convidados que, normalmente, seriam mais difíceis de levar até o nosso antigo estúdio.

P - Era uma intenção sua deixar o programa com uma cara mais internacional?

R - Foi acontecendo. De repente, conseguimos Barack Obama, Willem Dafoe, Carla Bruni. Essa temporada começou com o Woody Allen, mas também já tivemos Susana Vieira e Gal Costa. 

São convidados que chamam um público muito eclético e que tornam o programa popular. A gente quer falar e ser ouvido por todo mundo.

P - Há planos de, em uma próxima temporada, adotar um sistema híbrido de entrevistas remotas e nos estúdios da Globo?

R - Sim. Isso está sendo discutido com a direção da emissora. Vai ser ótimo retomar as gravações tradicionais, mas não vamos abandonar essa liberdade que o remoto nos deu. 

Aprecio essa coisa do programa não ter um formato fixo. Acho que o público gosta de ser surpreendido também. É uma mobilidade bem-vinda e mostra que o programa nunca estará totalmente pronto e fechado.

P - Em que sentido?

R - Ao longo desses anos, o “Conversa com Bial” foi ganhando a cara de um programa em construção, que busca desenvolver e levar adiante discussões e debates públicos de questões sociais, morais e políticas de forma muito equilibrada. 

Além disso, temos também o compromisso com a alegria, com a beleza da produção do conhecimento, da arte e da cultura brasileira, que são de uma riqueza inesgotável.

P - Esse ano o programa voltou ao ar dois meses antes do previsto. Você sentiu falta de uma pausa mais longa?

R - Não. Achei muito legal a emissora adiantar a temporada. É sinal de que estamos agradando, que o programa está funcionando. 

Quando estou fora do ar, estou pensando e me preparando para uma nova temporada. 

Então, não aparecer na tevê não é necessariamente estar de férias. Mas é isso, adoro o que faço e fico feliz de ter essa resposta do público, mesmo em um horário tão alternativo.