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Maior concurso

Primeiro selecionado do MS, bailarino vende até bala para dançar em Nova York

Jovem superou dificuldades e é o primeiro sul-mato-grossense a participar do concurso

Danielle Valentim

12/09/2015 - 15h30
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Israel Alex Ayala, 18 anos, é o primeiro sul-mato-grossense a participar de uma seletiva do Youth América Grand Prix, concurso realizado em Nova York. Com apenas dois anos no balé, este também é o primeiro concurso que o jovem, que saiu de Porto Murtinho e mora na Capital, participa. Um misto de nervosismo e medo tomam contam de Israel, que está vendendo até balas nas ruas para conseguir dinheiro para se manter durante uma pré-seleção do concurso, em São Paulo.

O jovem foi convidado para morar em Campo Grande em 2013, pelos diretores da Zoe Escola de Dança, Alex Souza e Sabrina Aguilela, durante uma de suas apresentações na cidade de Porto Murtinho, onde também participava de um projeto. Israel não conheceu o pai e a mãe morreu quando ele tinha 6 anos, ele foi criado pela avó e hoje mora sozinho na Capital, no bairro Nova Lima.

Segundo a professora de balé e jazz, Carolina Cáceres, o jovem é muito esforçado e treina de segunda a sexta-feira, 4 horas por dia, no projeto gratuito ''Homens no Ballet'', que acolhe meninos a partir dos 6 anos de idade. A turma de Israel conta com outros nove alunos de 11 a 24 anos.

"Ele é muito esforçado e foi selecionado durante um curso em Florianópolis. Ele contou a história de vida e ganhou as passagens, a hospedagem e agora está vendendo tudo para poder se alimentar em São Paulo durante a seletiva", disse.

Ao Portal Correio do Estado, Israel revela que está muito ansioso por ser o seu primeiro concurso e também o primeiro representante do Estado no Youth América Grand Prix. "É uma competição renomada, com bons prêmios e oportunidade de ganhar uma bolsa internacional", ressaltou.

Israel é de Porto Murtinho, mas vive em Campo Grande onde se dedica ao balé​

ESFORÇO

O bailarino que segue uma tripla jornada todos os dias, com trabalho, escola e aulas de balé, arranjou tempo até para vender balas na Praça Ary Coelho, para juntar dinheiro para sua alimentação em São Paulo, já que ele ganhou as passagens e hospedagens da organização do concurso. Essa seletiva é o último obstáculo para Israel se apresentar em Nova York, no concurso internacional.

"Em Florianópolis, quando fui selecionado, os organizadores se comoveram com minha história e eu fui o único a ganhar as passagens e a hospedagem. Agora está sendo um desafio para mim juntar dinheiro para a alimentação. Eu trabalho como técnico de informática pela manhã, treino o balé à tarde e faço o 3º ano do Ensino Médio à noite. Na Praça, consegui vender junto com dois amigos 10 caixas de gomas em 3 horas", disse.

Israel diz que nunca sofreu preconceito com a dança escolhida e que a avó que mora em Porto Murtinho está muito orgulhosa. "Minha mãe morreu quando eu tinha 6 anos e quem me criou foi minha vó, ela está muito feliz por um neto estar se destacando. Defendo o balé com imposição, tudo depende de como você se porta na sociedade e eu nunca sofri preconceito", finalizou Isarel.

O projeto Homens no Ballet é realizado pela Zoe Escola de Dança, que fica na Rua Biritinga, 7, no Bairro Nova Bahia.

CONCURSO

O YAGP BRASIL vai acontecer de 16 a 20 de setembro no Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba (CIAEI), em São Paulo, e será desenvolvido o mais próximo possível da final do concurso americano. Se Israel passar no teste, o próximo evento acontece em abril de 2016 no Jach H. Skirball Center for the Perfoming Arts em Nova York.

Há doze anos, o Instituto Passo de Arte realiza com exclusividade a seleção dos candidatos brasileiros para o Youth América Grand Prix, nos Estados Unidos. Cerca de dois mil bailarinos de mais de 180 escolas de dança do Brasil, já embarcaram para o concurso, com conquistas de três Grand Prix, mais de 100 bolsas de estudos, inúmeras premiações, tendo profissionalizado 30 estudantes que hoje atuam nas principais companhias de dança da Europa e Estados Unidos.

ASSISTA AO VÍDEO DE UM DOS FINALISTAS DE 2014:

 

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Moda B+: O 'Diabo Veste Prada 2' deve ganhar sequência pela Disney

A Disney negocia com Aline Brosh McKenna, roteirista do primeiro filme, para que ela escreva a continuação.

13/07/2024 15h00

O 'Diabo Veste Prada 2' deve ganhar sequência pela Disney

O 'Diabo Veste Prada 2' deve ganhar sequência pela Disney Foto: Divulgação

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Nos anos 2000, o filme ‘O Diabo Veste Prada’ se tornou um clássico, sendo o longa falado e assistido até os dias de hoje.

As negociações com a 20th Century Films para a produção de um segundo longa está rolando junto a Disney que divulgou a sinopse, mas não cita a personagem de Anne Hathaway no filme até o momento.

De acordo com a divulgação sobre a continuação ‘O Diabo Veste Prada 2’ acompanhará a editora-chefe da Runway Miranda Priestly (Meryl Streep) em um novo cenário editorial: o declínio das revistas impressas.

Ela precisará se render à sua antiga assistente, Emily (Emily Blunt), que agora é uma executiva poderosa com milhões de dólares para investir em publicidade. Está tudo em fase embrionária ainda e o roteiro nem foi escrito, mas a personagem de Anne não foi citada, mas dá tempo para incluir Andrea Sachs, caso Anne Hathaway tope fazer a segunda parte do longa (ela já aceitou fazer “O Diário da Princesa 3”).

A Disney negocia com Aline Brosh McKenna, roteirista do primeiro filme, para que ela escreva a continuação.

O O ‘Diabo Veste Prada 2’ deve ganhar sequência pela Disney - Divulgação

Sobre o “O Diabo Veste Prada 2” – Já vinha rolando...

O projeto de uma sequência para o filme existe há anos. Lauren Weisberger, escritora do livro “O Diabo Veste Prada”, admitiu em 2021 que já havia tido reuniões sobre o tema. “Não diria que está fora de cogitação”, declarou.

Mas Anne Hathaway sempre foi mais cética.“Não haverá uma sequência. Não vai acontecer”, ela afirmou em 2022. No mesmo ano, ela explicou que o mundo mudou muito desde que o filme foi lançado em 2006, e que talvez fosse mais interessante fazer um remake. Já em 2023, ela mudou um pouco o discurso e falou que amaria fazer uma sequência, mas que Meryl Streep é muito ocupada.

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Cinema B+: The Acolyte: Teorias, Mistérios e Conflitos na Saga Star Wars

The Acolyte nos apresenta a origem de conflitos da Alta República em Star Wars, mas com resultado controverso e complexo

13/07/2024 13h00

 The Acolyte: Teorias, Mistérios e Conflitos na Saga Star Wars

The Acolyte: Teorias, Mistérios e Conflitos na Saga Star Wars Foto: Divulgação

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The Acolyte é a mais um passo da Disney de avançar no Universo de Star Wars com conteúdo original e se passa durante a era da Alta República, aproximadamente 200 anos antes dos eventos do Episódio I: A Ameaça Fantasma, um período de grande expansão e prosperidade para a República Galáctica e a Ordem Jedi, antes da ascensão dos Sith e do início das Guerras Clônicas.

Com essa liberdade de estar ANTES de tudo que conhecemos, a série promete explorar o lado sombrio da Força e os segredos dos Sith durante um tempo em que os Jedi estão no auge de seu poder, com uma nova perspectiva dentro da vasta cronologia de Star Wars, focando mais nas origens e no crescimento das forças sombrias que eventualmente levarão à queda da República.

Com um elenco mais inclusivo, estrelado por Lee Jung-jae, de Squid Game, como o Mestre Jedi Sol; uma ponta poderosa da nossa esterna Trinity, Carrie-Anne Moss, também como uma mestre Jedi, Manny Jacinto como Qimir e Amandla Stenberg, como as gêmeas Mae & Osha Aniseya, as “Acólitas”.

Portanto, The Acolyte é uma prequela de todas trilogias e séries e pode fornecer um contexto mais profundo sobre como os Sith conseguiram operar nas sombras e planejar seu retorno durante a era da Alta República. O problema? Se você só tem os filmes e séries como base, sem ter lido os livros ou jogos… estará perdido. É pouca surpresa que o resultado da série esteja dividindo opiniões.

Teorias que soam ainda mais complexas do que estamos vendo

A trama oficial de The Acolyte diz que “uma investigação sobre uma onda de crimes chocante coloca um respeitado Mestre Jedi (Lee Jung-jae) contra uma perigosa guerreira de seu passado (Amandla Stenberg). À medida que mais pistas surgem, eles viajam por um caminho sombrio onde forças sinistras revelam que nem tudo é o que parece”. Super vago.

O problema nem é não ter conhecimento profundo da história ou de quem é quem, porque são todos novos e podemos nos deixar levar e ir descobrindo cada um, mas essencialmente quando falam de Força, Jedis, Siths, Aprendizes, Acólitos, Planetas… juro, a gente perde interesse rapidamente.

Aqui está sempre uma grande falha da franquia: mesmo que você seja muito fã, se não estiver atualizado com todos conteúdos, vai se sentir confuso. Osha Aniseya (Amandla Stenberg) é uma ex-Jedi Padawn (ou seja, aprendiz) que virou ‘meknek’ para CorpSec. Ela é presa porque corresponde à descrição de uma assassina que logo descobrimos ser sua irmã gêmea, Mae. Isso mesmo, uma Ruth e Raquel de Star Wars.

Assim como dois séculos depois Luke e Leia Skywalker vão encantar os fãs, essa era a expectativa por Osha e Mae, mas ainda não colou. Para acompanhar as teorias que estão online, e até criar uma teoria pessoal, é preciso relembrar conceitos importantes.

O que é DIAD em Star Wars?

Em Star Wars, um “Diad na Força” refere-se a uma conexão extremamente rara e poderosa entre dois indivíduos sensíveis à Força. Esse conceito foi introduzido em Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker. Um Diad na Força é uma ligação única que permite que os dois indivíduos compartilhem pensamentos, sentimentos e até mesmo habilidades físicas, independentemente da distância que os separa.

No filme, Rey e Kylo Ren (Ben Solo) são revelados como um Diad na Força. Isso explica a forte conexão que eles sentem entre si e a capacidade de se comunicarem e interagirem de maneiras que outros usuários da Força não conseguem. Por exemplo, eles podem lutar entre si ou transferir objetos através da Força, mesmo estando em locais diferentes.

Essa ligação é descrita como algo que não acontecia há gerações, destacando sua raridade e poder. A existência de um Diad na Força também tem implicações significativas para o equilíbrio da Força no universo de Star Wars, pois os dois indivíduos são vistos como duas metades de um todo, complementando-se e potencializando suas habilidades. E, em The Acolyte, o lema de Osha e Mae é “Sempre uma, mas nascida como duas”, que é uma referência à díade da Força e podem indicar que os gêmeos fazem parte de um só.

Os conflitos Jedis na Saga Star Wars

Na saga Star Wars, os Jedis enfrentam vários dramas e conflitos internos e externos ao longo das histórias. Aqui estão alguns dos principais dramas:

Conflito com o Lado Sombrio da Força: Os Jedis são constantemente tentados pelo Lado Sombrio da Força, que representa emoções negativas como medo, raiva e ódio. A luta para manter a pureza e a disciplina do Lado Luminoso é um dos principais dramas internos dos Jedis. Anakin Skywalker, por exemplo, é um Jedi que sucumbe ao Lado Sombrio e se transforma em Darth Vader. Osha e Mae também são tentadas, com cada uma, aparentemente, fazendo a escolha oposta da outra.

A Ordem Jedi e a Política: A Ordem Jedi é frequentemente envolvida em questões políticas, especialmente durante as Guerras Clônicas. Eles servem como generais e líderes em uma guerra que coloca à prova seus princípios pacifistas e de defesa. Isso cria um dilema moral e ético, já que os Jedis são treinados para serem guardiões da paz, não soldados.

A Perda e o Sacrifício: Muitos Jedis sofrem grandes perdas pessoais e são forçados a fazer sacrifícios difíceis. A Ordem 66, por exemplo, resulta na quase extinção da Ordem Jedi, com muitos Jedis sendo traídos e assassinados por aqueles que eles lideravam. Yoda e Obi-Wan Kenobi são exemplos de Jedis que perdem quase todos os seus companheiros e são forçados a viver em exílio.

A Profecia do Escolhido: A profecia de que um Jedi traria equilíbrio à Força é uma fonte de grande expectativa e tensão. Anakin Skywalker é inicialmente acreditado para ser o Escolhido, mas sua queda para o Lado Sombrio complica essa crença. Eventualmente, seu filho, Luke Skywalker, desempenha um papel crucial em trazer equilíbrio à Força ao redimir seu pai.

A Reconstrução da Ordem Jedi: Após a queda do Império, Luke Skywalker tenta reconstruir a Ordem Jedi. Este esforço é cheio de desafios, incluindo a busca por antigos ensinamentos Jedi e a formação de novos Jedis em um universo ainda cheio de perigos e influências do Lado Sombrio.

 The Acolyte: Teorias, Mistérios e Conflitos na Saga Star Wars The Acolyte: Teorias, Mistérios e Conflitos na Saga Star Wars - Divulgação

O desafio dos Siths na Saga Star Wars

Os inimigos dos Jedis, os Siths também enfrentam diversos desafios ao longo das histórias. Aqui estão alguns dos principais:

Conquista e Poder: Os Siths, guiados pelo lado sombrio da Força, buscam constantemente poder e controle sobre a galáxia. Isso os coloca em conflito direto com os Jedi, que defendem a paz e a justiça.

Regra de Dois: Estabelecida por Darth Bane, a Regra de Dois determina que só pode haver um Mestre Sith e um Aprendiz Sith. Esse sistema cria uma dinâmica interna de traição e desconfiança, pois o aprendiz eventualmente buscará superar e substituir o mestre.

Conflito com os Jedi: A rivalidade entre Siths e Jedi é central na saga. Os Siths devem constantemente combater os Jedi, que são mais numerosos e geralmente têm o apoio da República Galáctica.

Manter a Ocultação: Durante grande parte da saga, os Siths operam nas sombras. Eles precisam esconder suas verdadeiras intenções e identidades para evitar a detecção e a destruição pelos Jedi e pela República.

Manipulação Política: Os Siths frequentemente utilizam manipulação política para alcançar seus objetivos. Palpatine, por exemplo, ascende ao poder como Chanceler Supremo da República antes de se declarar Imperador. Esse tipo de manipulação exige inteligência, paciência e um entendimento profundo das políticas galácticas.

Equilíbrio da Força: A profecia do Escolhido, que traria equilíbrio à Força, é um desafio constante para os Siths. Anakin Skywalker, inicialmente treinado como Jedi, é visto como esse Escolhido, e sua trajetória representa uma ameaça direta ao domínio dos Siths.

O mistério de nascerem em dois e conectar como um: os Gêmeos conduzindo a Saga Star Wars

Em Star Wars, os gêmeos desempenham um papel central e simbólico na narrativa, especialmente nos episódios da trilogia original e na trilogia prequela. Os gêmeos mais notáveis são Luke Skywalker e Leia Organa, mas agora sabemos que antes deles vieram Osha e Mae. Como ainda estamos descobrindo a importância das duas, vamos lembrar os ‘originais’?

Relação Familiar e Herança: Luke e Leia são filhos de Anakin Skywalker (Darth Vader) e Padmé Amidala. A existência deles como gêmeos simboliza a dualidade do bem e do mal presente na saga. Anakin, que se torna Darth Vader, representa a queda para o lado sombrio, enquanto seus filhos representam a esperança de redenção e a luta pelo lado luminoso da Força.

Equilíbrio na Força: A presença de gêmeos pode ser vista como um reflexo do equilíbrio necessário na Força. Luke e Leia, apesar de seguirem caminhos diferentes (Luke como Jedi e Leia como líder política), ambos trabalham para restaurar a paz e a justiça na galáxia, equilibrando as forças que estavam em conflito.

Narrativa e Revelações: A revelação de que Luke e Leia são irmãos gêmeos é um dos momentos mais impactantes da saga. Isso ocorre em O Retorno de Jedi (Episódio VI) quando Luke descobre que Leia é sua irmã. Esta revelação não só fortalece os laços entre os personagens principais, mas também aprofunda a trama emocional e moral da história.

Simbolismo e Esperança: Os gêmeos representam a esperança e a continuidade. Mesmo diante da tirania do Império e da perda de muitos aliados, a existência de Luke e Leia simboliza a possibilidade de um novo começo e a persistência do bem.

Desenvolvimento de Personagens: A relação entre Luke e Leia também permite um desenvolvimento mais profundo dos personagens. Leia, inicialmente apresentada como uma líder forte e independente, revela uma vulnerabilidade e uma conexão emocional mais profunda ao descobrir sua verdadeira origem. Luke, por outro lado, encontra em Leia um motivo adicional para lutar contra o lado sombrio e salvar seu pai.

A dois episódios do fim: e aí?

A história de The Acolyte está tão complexa que não vai encerrar em dois episódios, que é o que falta quando escrevo essa crítica. Tem qualidade, mas demanda um comprometimento unilateral de fãs que queiram mesmo entender a proposta, algo mais do que ousado da Disney. Para alcançar o objetivo, mesmo com ótimas atuações, faltou protagonistas carismáticos.

Se você pesquisar online verá que há também uma onda conservadora reclamando do forte tom “gay” da história o que é efetivamente tolo, raso e longe do problema real. O que faltou, e sempre falta, é pensar que nem todos viram as animações, leram os livros, viram os filmes ou as séries. Esse comprometimento de ter TUDO em mente é o que afasta o público.

Por outro lado, sou uma fã apaixonada da franquia e vou até o fim com ela. Que a Força esteja com todos!

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