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ENTREVISTA

Raio-X com Pierre Baitelli, de "Reality Z"

O ator encara uma trama de terror na pele do policial dúbio Robson
03/07/2020 15:13 - Márcio Maio/TV Press


 

Cada vez mais, Pierre Baitelli tem se dedicado ao mercado de séries no Brasil. A última que estreou com o ator no elenco, no entanto, marcou uma experiência única em sua carreira. Além de se tratar de uma obra de terror, “Reality Z”, da Netflix, também deu ao intérprete do ambíguo Robson a chance de viver um policial na tevê. “Assisti a filmes sobre o gênero policial e de zumbi, pesquisei sobre cocainômanos, fiz workshops de lutas coreografadas e, claro, umas aulas de tiro que se tornaram muito úteis durante as filmagens”, conta o petropolitano de 36 anos. 

Um dos pontos que mais empolgaram o ator nesse trabalho foi o fato de Robson ser um homem que transita entre a maldade e o heroísmo. “Robson é instigante, um policial de moral corrompida, com vício em cocaína, mas também com alguma dose de carisma. Com a moral distorcida, acha que sua autoridade, principalmente com a posse de uma arma, lhe permite dar lições nos outros. Ao mesmo tempo e, em meio ao apocalipse, se mostra um guerreiro nato, com ações nobres e corajosas ao defender companheiros de batalha”, defende.

Além do trabalho em “Reality Z”, Pierre ainda pode ser visto na reprise de “Jesus”, no ar na Record. Na história, ele interpreta Natanael Bartolomeu, um dos apóstolos do personagem-título, vivido por Dudu Azevedo. “Poder ajudar a contar uma história tão importante foi gratificante. Ver que esse trabalho tem alcance em tantos países só confirma a universalidade da fé e como ela move o ser humano”, valoriza ele, que interrompeu dois trabalhos em função da quarentena. “Foi a produção e a montagem de ‘O Coração Normal’, texto do premiado autor americano, Larry Kramer, um projeto de teatro que tenho com o ator Arlindo Lopes, e as filmagens da série ‘O Anjo de Hamburgo’, com direção de Jaime Monjardim e coprodução da Globo Filmes e Sony Internacional, onde interpreto um soldado nazista”, conta. 

Nome completo: Pierre Lacerda Baitelli.

Nascimento: 11 de novembro de 1983, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. 

Atuação inesquecível: O Escobar, da minissérie “Capitu”, exibida pela Globo em 2008. 

Interpretação memorável: Viola Davis como a Rose de “Um Limite Entre Nós”, filme dirigido por Denzel Washington e lançado em 2016. 

Um momento marcante na carreira:Concorrer ao Prêmio Shell de Teatro, quando eu tinha 26 anos, junto a nomes como Marco Nanini e Paulo Betti”. 

O que falta na televisão:Atores pretos”.

O que sobra na televisão:Repetição de elenco”. 

Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro.

Se não fosse ator, seria:Guia ecológico, porque amo natureza”. 

Ator: Joaquim Phoenix.

Atriz: Drica Moraes. 

Novela: “Avenida Brasil”, exibida pela Globo em 2012. 

Vilão marcante: Flora, personagem de Patrícia Pilar, na novela “A Favorita”, exibida pela Globo em 2008.

Personagem mais difícil de compor: Robson, de “Reality Z”, da Netflix.

Que novela gostaria que fosse reprisada: “Que Rei Sou Eu?”, exibida pela Globo em 1989. 

Que papel gostaria de representar: Algum personagem de Harold Pinter, ator, diretor, poeta, dramaturgo e ativista político britânico, que morreu em 2008.

Filme: “Melancolia”, escrito e dirigido por Lars von Trier e lançado em 2011. 

Autor: Valter Hugo Mãe.

Diretor: Pedro Almodóvar. 

Mania: De acumular plantas.

Medo: De perder meus pais”. 

Projeto: Viabilizar a montagem de ‘O Coração Normal”.

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!