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CINEMA

Rapunzel já não é mais a mesma

Rapunzel já não é mais a mesma

O ESTADO DE SÃO PAULO

07/01/2011 - 08h14
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Numa cena de Enrolados, a nova animação da Disney - baseada na história de Rapunzel -, o herói realiza o sonho da heroína. Durante 17 anos ela viu, da janela da torre em que está confinada, e sempre no dia de seu aniversário, o espetáculo das estrelas ascendentes, na verdade, balões que são lançados ao céu. Rapunzel sempre teve a secreta convicção de que eles eram lançados para ela, em sua homenagem, mas não sabe que é uma princesa que foi sequestrada pela bruxa a quem chama de mãe. Seus pais, que nunca deixaram de amá-la - nem de buscá-la -, é que lançam os balões.
 

O próprio herói - apaixonado - saca dois desses balões e os solta. A câmera descreve uma panorâmica, um movimento circular em torno aos balões. Se você vir o filme em 3-D (prefira desse jeito), dificilmente vai resistir ao desejo de estender a mão. Os balões estão ali, parecem tão perto. A nova animação da Disney é deslumbrante. Em 2009, a convite da Disney, o repórter do Estado visitou a sede da empresa produtora e distribuidora, em Burbank. O prédio principal tem sete pilares e cada um deles representa um anão de Branca de Neve.

É simbólico. Em 1937, o extraordinário sucesso de Branca de Neve e os Sete Anões consolidou o fenômeno Walt Disney em Hollywood. Inicialmente, ele era um artista de vanguarda. Se não criou, formatou e desenvolveu uma linguagem - a animação, também chamada de "oitava arte". Depois, com o advento da TV e a criação dos parques temáticos na Califórnia e na Flórida, a Disney virou sinônimo de entretenimento familiar. Uma outra história começou quando a Pixar - e John Lasseter - assumiram a direção artística do estúdio. Lasseter faz toda a diferença.

Em 2009, o objetivo da visita à Disney era entrevistar a equipe que trazia de volta a animação tradicional, com A Princesa e o Sapo. Depois de uma década em que a computação levou o desenho à perfeição das imagens, a Disney, cedendo a um desejo de seus artistas, dava marcha à ré e reinventava o desenho tradicional. Naquele momento, as paredes internas do estúdio, as baias dos animadores, já estavam ornamentadas com os primeiros desenhos de Rapunzel. Era possível ver o planejamento da vasta cabeleira, da torre. Os detalhes dos olhos da heroína e os de seu "príncipe", mesmo que ele fosse um ladrão.

O próprio Lasseter estabelecia a diferença entre as animações da Disney e da Pixar. Na Disney, ele podia voltar a um desenho mais artesanal, a histórias mais clássicas, com canções e personagens secundários emblemáticos. Rapunzel integra o livro Contos para a Infância e para o Lar, dos Irmãos Grimm. A heroína é criada numa imensa torre, feita prisioneira por uma bruxa malvada que a mantém afastada do mundo. O cabelo da menina nunca é cortado e é conservado como uma gigantesca trança. Um dia, um príncipe passa pelo local e ouve Rapunzel cantando. Decide salvá-la, mas a bruxa o pune com a cegueira. No final da história, sua visão é recuperada pelas lágrimas da amada. Casam-se e vivem felizes para sempre.

Quando se diz que Lasseter faz a diferença, isso vale especialmente para a formatação da história e do roteiro. Muita coisa mudou, mas a essência se mantém. A bruxa é chamada, no original, de "mãe Gothel", um termo comum para madrinha, em alemão. Mas isso também pode caracterizar uma mãe superprotetora, não simplesmente a bruxa das versões lusófonas. O príncipe vira um ladrão, um transgressor. E a nova Rapunzel confere múltiplas utilidades à sua cabeleira. Ela é ferramenta, arma, poção mágica. Dois personagens secundários cativam - o camaleão, que acompanha a heroína no cativeiro, lembra o Sebastião de A Pequena Sereia; o cavalo age como um perdigueiro (e mantém uma rixa com o herói). Na sessão de pré-estreia em que o repórter assistiu ao filme, a criançada prorrompeu em aplausos no final. Alguns adultos até poderão precisar de uma criança, como justificativa para ir ao cinema. O cinéfilo de qualquer idade vai entrar em êxtase. Enrolados é maravilhoso. No sentido visceral - é um filme que encanta por sua perfeição e grandeza.

ENROLADOS
Nome original: Tangled. Direção: Nathan Greno e Byron Howard. Gênero: Animação (EUA/ 2010, 92 min). Censura: Livre.

Diversão

Le Cirque chega a Campo Grande com espetáculo para toda a família

Mágicos, acrobatas, equilibristas, palhaços, contorcionistas e o emocionante globo da morte se aliam à tecnologia do show de luzes

19/06/2024 16h30

Apresentação de acrobatas do Le Cirque

Apresentação de acrobatas do Le Cirque Divulgação

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O renomado circo francês Le Cirque chega a Campo Grande nesta sexta-feira (21), trazendo um espetáculo fascinante que promete encantar a todos. A grandiosa lona está montada no estacionamento do Shopping Campo Grande, pronta para receber o público para uma experiência inesquecível.

Com uma equipe de artistas internacionais de países como México, França, Colômbia, Portugal e Argentina, o Le Cirque oferece uma viagem ao mágico mundo do circo tradicional. No picadeiro, o público poderá se deslumbrar com mágicos, acrobatas, equilibristas, palhaços, contorcionistas e o emocionante globo da morte. Além da tradição circense, o espetáculo se une à tecnologia moderna, proporcionando um show de luzes e efeitos especiais que promete encantar todas as idades.

História e Tradição

A família Stevanovich, responsável pelo Le Cirque, possui mais de 150 anos de tradição no mundo circense. De origem iugoslava e francesa, a família começou se apresentando por toda a Europa, como um grupo de saltimbancos. Durante a Segunda Guerra Mundial, por causa da perseguição nazista, fugiram para a América do Sul.

Na sua 6ª geração, a trupe tem o compromisso de levar alegria e diversidade cultural a pessoas de todas as idades. Após uma turnê de 25 anos pela América Latina, o espetáculo chega ao Brasil, começando por Campo Grande.

Ingressos:

  • Meia entrada:
    • Lateral: R$ 30
    • Central: R$ 40
    • Vip Lateral: R$ 50
    • Vip: a partir de R$ 60
  • Inteira: Consultar valores na bilheteria ou no site (sujeitos a alteração).

Compra online: Guichê Web - Le Cirque

Serviço

Data de estreia: 21 de junho, sexta-feira
Horário: 20h
Local: Estacionamento do Shopping Campo Grande

O evento contará com praça de alimentação, banheiros e uma carreta-escritório para maior conforto dos visitantes. Para garantir a melhor experiência, é recomendado chegar cedo para escolher um bom lugar e levar a família e os amigos para aproveitar juntos o momento.

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Streaming

Netflix celebra o Dia do Cinema Nacional com coleção especial

Seleção reúne vasta gama de produções nacionais, desde clássicos aclamados pela crítica até documentários renomados e filmes populares

19/06/2024 15h30

Clássico do cinema nacional,

Clássico do cinema nacional, "Central do Brasil" está no catálogo da Netflix Reprodução

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Em comemoração ao Dia do Cinema Nacional, celebrado nesta quarta-feira, 19 de junho, a Netflix lançou a coleção especial ‘Simplesmente Cinema Brasileiro’. A seleção reúne uma vasta gama de produções nacionais, desde clássicos aclamados pela crítica até documentários renomados e filmes populares.

A coleção ‘Simplesmente Cinema Brasileiro’ está disponível para todos os assinantes da plataforma e pode ser acessada em qualquer dispositivo. Entre os destaques estão longas como "Cidade de Deus" e "Aquarius", e documentários como "Diálogos com Ruth de Souza".

Lista Completa de Filmes

Confira a lista completa dos títulos disponíveis na coleção especial:

  • Sem Coração (2023, dir. Nara Normande, Tião)
  • Diálogos com Ruth de Souza (2024, dir. Juliana Vicente)
  • São Paulo, Sociedade Anônima (1965, dir. Luís Sérgio Person)
  • Central do Brasil (1998, dir. Walter Salles)
  • Rio, 40 Graus (1955, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • Vidas Secas (1963, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • Jogo de Cena (2007, dir. Eduardo Coutinho)
  • Terra Estrangeira (1995, dir. Daniela Thomas, Walter Salles)
  • Mutum (2007, dir. Sandra Kogut)
  • Apaixonada (2023, dir. Natalia Warth)
  • Santo Forte (1999, dir. Eduardo Coutinho)
  • A Luz do Tom (2013, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • Uma Noite em 67 (2010, dir. Renato Terra, Ricardo Calil)
  • A Ostra e o Vento (1997, dir. Walter Lima Jr.)
  • As Canções (2011, dir. Eduardo Coutinho)
  • Últimas Conversas (2015, dir. Eduardo Coutinho)
  • Pacarrete (2020, dir. Allan Deberton)
  • Aquarius (2016, dir. Kleber Mendonça Filho)
  • Filhos de João: O Admirável Mundo Novo Baiano (2009, dir. Henrique Dantas)
  • Mamonas Pra Sempre (2009, dir. Cláudio Kahns)
  • No Intenso Agora (2017, dir. João Moreira Salles)
  • A Dama do Lotação (1978, dir. Neville d’Almeida) - disponível em 20 de junho

Novas Produções em Andamento

Além da coleção, a Netflix anunciou o desenvolvimento de novos projetos brasileiros, incluindo o filme "Vicentina Pede Desculpas". Outros dois filmes em produção são "Caramelo", que terá um cachorro caramelo como protagonista, e a adaptação do livro "O Diário de Um Mago", de Paulo Coelho.

Gabriel Gurman, diretor de filmes da Netflix no Brasil, reforçou o compromisso da plataforma com o cinema brasileiro: “Aspiramos ser o lar de uma variedade de filmes brasileiros de qualidade para as mais diversas audiências. Nossa oferta deve representar todo o potencial criativo, riqueza e diversidade do cinema nacional e contribuir para a formação de um público apreciador de filmes feitos no Brasil”.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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