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REPRISES

Em dobradinha de vilãs, Regiane Alves exalta o trabalho de Manoel Carlos

No elenco de “Mulheres Apaixonadas” e “Laços de Família”, a atriz relembra o início de sua trilogia com o autor
01/10/2020 13:00 - Caroline Borges/TV Press


Regiane Alves já acumulava uma certa experiência na televisão quando surgiu a oportunidade para viver a mimada Clara de “Laços de Família”, da Globo. Recém-chegada de “A Muralha”, a atriz havia estreado no vídeo como protagonista do enredo de “Fascinação”, do SBT, em 1998. Mas a novela das nove assinada por Manoel Carlos deu uma nova dimensão do universo da tevê para Regiane. “Eu entrei sem ter muita noção do que era uma novela das oito e como as coisas aconteciam. Era uma época em que a gente gravava muito na rua e o Leblon parava para ver a gente gravar. Em ‘Laços de Família’, iniciei minha trilogia com Manoel Carlos”, explica a atriz, que também participou de “Mulheres Apaixonadas” e “Páginas da Vida” ao lado do autor.

A história da rancorosa Clara voltou ao ar recentemente, pela segunda vez, no “Vale a Pena Ver de Novo”. Na trama, a jovem é casada com Fred, papel de Luigi Baricelli. Menina rica, mimada e imatura, ela não consegue se adaptar a uma vida de dificuldades financeiras. Apesar da relação desgastada, Clara não esconde os ciúmes de Capitu, ex-namorada de Fred interpretada por Giovanna Antonelli, e faz de tudo para infernizar a vida da vizinha de Helena, papel de Vera Fischer. Um dos principais momentos de Clara na história é quando a jovem revela a todos que Capitu é garota de programa durante a festa de casamento de Camila e Edu, vividos por Carolina Dieckmann e Reynaldo Gianecchini. “Eu fazia a chata da novela (risos). A Clara não era nada fácil e era bem difícil fazer esse contraponto do casal Fred e Capitu. Era um triângulo muito forte e tinha muita gente torcendo pelos dois. Não foi fácil defende o meu lado”, relembra.

A detestável Clara, no entanto, não é a única personagem de Regiane com Manoel Carlos no ar. Ela também voltou à tevê na reprise de “Mulheres Apaixonadas”, do Canal Viva, como a venenosa Dóris, uma jovem insensível que fazia questão de maltratar os avós. “Acho que a quarentena nunca me caiu tão bem (risos). Com essas duas personagens no ar, é um bom momento para ficar em casa. Apesar de um pouco parecidas, o Maneco me deu muito suporte no texto para construir papéis diferentes. A Dóris foi muito importante com uma função de ‘merchandising’ social. Nunca tinha se visto uma neta falar tantas barbaridades para os avós”, explica a atriz, que experimentou um retorno intenso de seu trabalho em “Mulheres Apaixonadas”. “As pessoas esperavam ansiosamente pela cena em que o pai dava uma surra na Dóris. Foi um movimento gigante. Em todos os lugares falavam da personagem e, quase 20 anos depois, ainda se fala na Dóris”, completa.

A repercussão da personagem que maltratava os avós levou Regiane até Brasília. Na época da exibição original da novela, ela foi convidada para o lançamento da Subcomissão do Idoso junto a outros atores do folhetim, no Senado Federal. Em outubro de 2003, foi promulgado o Estatuto do Idoso. “Quem me levou para Brasília foi o Sérgio Cabral. A gente nunca sabe o que pode acontecer lá na frente, não é? Naquele ano, tinha sido lançado um filme sobre o Sarney que eu participava. Quando cheguei no Senado, o Sarney só queria falar do filme. Não acreditava que estava no meio daquilo tudo. Uma loucura”, relembra.

 
 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!