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VEGANOS

Saiba como cuidar do corpo sem agredir o meio ambiente

De xampu sólido a máscara de argila, venda de produtos sustentáveis cresceu na pandemia
17/06/2020 07:00 - Naiane Mesquita


 

Muito se fala nas redes sociais sobre o “novo normal”, as decisões de consumo e de cuidado com a saúde que teremos de tomar após a pandemia de Covid-19.  

Neste caminho, o consumo consciente de produtos cosméticos tem feito o mercado de produtos em barra e com embalagens biodegradáveis crescer.  

A professora e jornalista Laís Camargo mantém há três anos uma loja que revende produtos do segmento e acredita que a procura pelos cosméticos aumentou muito neste período.  

“Desde que abri a Fantástica Loja de Encantos até agora, percebi um crescimento. Acredito que a questão da quarentena está fazendo as pessoas repensarem alguns hábitos. Por ficarem mais em casa, estão vendo o quanto de lixo a gente produz e o impacto disso para o meio ambiente. Algumas pessoas estão tomando consciência e buscando uma mudança para hábitos mais sustentáveis”, afirma Laís.  

Na loja há xampus, condicionadores, hidratantes e desodorantes em barras. “É uma revenda que eu tenho. Os produtos são de uma empresa de Joinville, Santa Catarina”, ressalta.  

A psicóloga Vanessa Duarte, 29 anos, foi uma das que decidiu investir em xampus e desodorantes em barra. “Tem sido muito bom para o meu cabelo. Ele ficou hidratado e ajudou a definir os cachos”, conta.  

Adepta dos produtos naturais, Vanessa ressalta que essa foi a primeira vez que pensou até na embalagem. “Eu sempre gostei das coisas mais naturais, mas é a primeira vez que eu compro um produto pensando também na embalagem”, ressalta.  

O uso contínuo ocorre há mais ou menos um mês e toda a família entrou na onda. “O desodorante, por exemplo, meu corpo respira normalmente, mas sem ficar com odor”, pontua. 

 
 

Feito em Campo Grande

Há pouco mais de um ano, Renata Nantes decidiu que era hora de abrir um ateliê para produzir cosméticos em Campo Grande. O Renascer surgiu com a proposta de criar produtos naturais, com óleos vegetais na composição, e sem agredir o meio ambiente.  

Para dar conta do recado, ela fez dois cursos, um de cosmetologia convencional e outro mais voltado para a concepção natural. “Antes de tudo isso eu viajava muito, fui mochileira, e nos lugares que passei, como Acre e Manaus, eu percebi que a própria planta pode proporcionar produtos maravilhosos, sem tantos processos químicos ou substância cancerígenas, por exemplo”, explica.  

Na lista de produtos do ateliê tem de sabonetes a máscaras de argila. “São sabonetes, máscaras faciais, xampus sólidos, sais esfoliantes naturais e hidratantes. Toda a nossa base é vegetal”, ressalta.  

Durante a pandemia, Renata percebeu que a procura pelos produtos cresceu ainda mais. “Realmente, cada vez mais o público está criando essa consciência. Acredito que a quarentena potencializou essa reflexão sobre o impacto que o nosso consumo tem gerado no mundo, abrindo mais espaço tanto no rumo da cosmetologia quanto no da alimentação. Todas essas doenças e catástrofes têm a ver com a questão ambiental”, acredita.  

Entre os clientes, segundo Renata, a linha de argilas naturais são as preferidas. “Hoje o que mais procuram são as máscaras faciais de argila. Há uma infinidade de argilas que são benéficas e, hoje, a procura por elas e esse conhecimento é bem grande. Antigamente ninguém falava sobre isso. De todas as argilas, a argila verde é a mais comprada. A linha de sabonetes e sais esfoliantes também é bem buscada, principalmente por pessoas que têm problemas com a oleosidade, isso quando a acne não é hormonal”, aponta.  

O próximo passo de Renata é criar uma coleção de roupas sustentáveis com sobras de tecidos. “Na minha caminhada na costura eu não fazia descarte, então sobrou muito material têxtil. Eles serão produzidos para o lançamento da primeira coleção”, pontua.

 
 

Felpuda


Falatório e atitude de membro da família acenderam a luz vermelha no “QG” de candidato, pois poderão causar muitos estragos. 

A tropa de choque de defensores do candidato a prefeito já foi colocada em campo e só falta falar que os genes de ambos são diferentes. 

E com relação ao dito-cujo, sabe-se que deverá ser orientado a “baixar a bola” nos próximos dias, mais precisamente até o término da campanha eleitoral.

Afinal...