Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

SÉRIE

Samya Pascotto, a Adriana de “Todas as Mulheres do Mundo”

Com este papel, a atriz se aproxima da obra de Domingos de Oliveira
03/06/2020 14:51 - Caroline Borges/TV Press


 

A curiosidade de Samya Pascotto pela obra de Domingos de Oliveira surgiu antes de seu envolvimento com a série “Todas as Mulheres do Mundo”, original Globoplay. Antes de participar da produção assinada por Jorge Furtado e Janaína Fischer, a atriz havia visto apenas o longa “Infância”, dirigido pelo saudoso dramaturgo. Mas, durante as gravações do filme “De Pernas Pro Ar 3”, ela ouvia Ingrid Guimarães comentar constantemente sobre o autor. “Ela contava histórias do ‘Confissões de Adolescente’ e eu só pensava: ‘Poxa! Queria ter conhecido esse cara’. Quando me chamaram para o teste (da série), eu assisti ao ‘Todas as Mulheres do Mundo’ e, depois que peguei o papel, assisti à ‘Separações’ e ‘BR 716’”, relembra a atriz, que interpreta a descolada Adriana.

Na história, Adriana é um dos inúmeros casos amorosos do protagonista Paulo, de Emílio Dantas. Jovem, moderna e questionadora, ela vem de uma família culta que admira bastante. Durante a pré-produção, Samya estava lendo bastante a obra da americana Judith Butler. “Ela é uma filosofa que propõe um pensamento de como a gente aprende a performar o nosso gênero e sobre como ser mulher passa por um aprendizado gestual e comportamental, entre outros. A Adriana tinha algumas falas que desafiavam o gênero no texto, então busquei muito esse enfrentamento com o que é considerado feminino, foi difícil. Descobri muitas limitações no meu próprio corpo”, explica Samya, que ficou animada com a chance de ser dirigida por Patrícia Pedrosa. “Eu me interesso em ver como as mulheres estão construindo uma nova narrativa, eu me interesso pelas histórias que elas querem contar e presto atenção em como elas escolhem contar”, completa.

Aos 27 anos e completamente à vontade diante das câmeras e nos palcos, Samya não tinha pretensões de seguir a carreira artística. O despertar para a arte surgiu de forma involuntária durante uma visita ao trabalho da mãe. “Foi sem querer, minha mãe, que era professora, me levou para ver uma peça de umas alunas dela. Eu não queria ir... Sentei naquela cadeira de teatro a contragosto, mas, quando a peça começou, eu senti uma coisa que nunca tinha sentido na vida. Sabia que queria fazer aquilo. Depois desse dia, ‘infernizei’ minha mãe todos os dias até ela me colocar em uma aula de teatro”, relembra.

Com o avanço da pandemia do Covid-19 e o período de quarentena, Samya viu seus projetos serem adiados. A atriz estava terminando de gravar um filme para o Netflix quando os trabalhos precisaram ser interrompidos por conta das medidas de distanciamento social. “Nosso setor foi um dos primeiros a parar e, provavelmente, será um dos últimos a voltar. A gente depende de aglomerações, de toque, proximidade. Enfim, está tudo muito incerto”, ressalta a atriz, que não tem um cronograma definido durante a quarentena. “Rotina? O que é isso?”, brinca.

“Todas as Mulheres do Mundo” –Alguns episódios estão liberados no Globoplay para não assinantes e a temporada completa para os assinantes.

Felpuda


Pré-candidatos que em outras eras cumpriram mandato e hoje sonham em voltar a ter uma cadeira para chamar de sua estão se esmerando em apresentar suas folhas de trabalho. O esforço é grande para mostrar os serviços prestados, mas estão se esquecendo que a cidade cresceu, os problemas aumentaram e aquilo que já foi tido como grande benefício hoje não passa da mais simples obrigação diante do progresso e das novas exigências legais. Assim sendo....